quarta-feira, 25 de agosto de 2010

O SUPREMO PROPÓSITO DA VIDA

Por que existimos? Com que finalidade Deus nos criou? Qual é a nossa principal missão neste mundo? Qual é o supremo propósito da nossa vida? Muitos, não sabem donde vieram, quem são, porque estão aqui nem para onde vão. Outros, crêem que vieram a este mundo pagar ou expiar os erros cometidos em outras vidas. Há aqueles, que pensam que o propósito da vida é o prazer. Não poucos, fazem da luta para se enriquecer o sentido do existir. Também há aqueles, que buscam com todas as forças da alma o conhecimento, o poder, o sucesso, a fama, o reconhecimento, querem notoriedade. Mas, também, há um séqüito numeroso daqueles que nunca encontraram um sentido para a vida.

Afinal, a vida tem um propósito? Qual é o fim principal do homem? Afirmamos categórica e insofismavelmente que o supremo propósito da nossa vida é glorificar a Deus. Nossa missão principal não é fazer a obra de Deus, mas conhecer, amar e ter comunhão com o Deus da obra. Serviço nunca pode ocupar o lugar da adoração. O serviço só tem sentido quando ele é resultado da adoração, quando a sua finalidade é para a glorificação do nome de Deus. Precisamos vigiar as nossas motivações. Podemos correr o risco do irmão do filho pródigo, trabalhar na casa do pai, sem conhecer o pai, sem desfrutar da intimidade do pai e sem usufruir as riquezas do pai. Quando Jesus chamou os seus discípulos, enfatizou que a maior prioridade deles não era pregar ou expulsar demônios, mas estar com ele. O Deus da obra é mais importante que a obra de Deus. Quando o nosso coração está apegado ao Senhor, quando ele é o deleite da nossa alma, quando temos alegria na sua intimidade, temos então prazer em obedecê-lo.

O serviço que vai transcender ao tempo e à história e vai perpetuar-se na eternidade é a adoração. Nosso trabalho no céu vai ser adoração. Nossa prioridade na terra também é a adoração. Devemos fazer tudo para a glória de Deus. Quem não tem prazer de adorar a Deus agora, terá ambiente no céu? O culto que prestamos a Deus é uma antecipação da glória, deve ser uma ante-sala do céu. Devemos, portanto, adorar a Deus com alegria, em espírito e em verdade. Devemos amar os átrios do Senhor. Devemos ter saudade dos altares do nosso Deus. Devemos nos alegrar em vir à casa de Deus. Devemos ser zelosos, assíduos e pontuais no culto que prestamos a Deus. A Bíblia diz que maldito é aquele que fizer a obra do Senhor relaxadamente. Deus merece o melhor. Ele merece o nosso coração, todo o nosso amor, o melhor do nosso tempo, a nossa vida incondicional no seu altar. Deus merece o nosso culto, a nossa adoração, pois esta é a finalidade suprema da nossa vida.

Rev. Hernandes Dias Lopes.

ATÉ AOS CONFINS DA TERRA

“Mas recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra”.

O Senhor Jesus, após sua ressurreição e antes de sua ascensão, abordou dois assuntos principais com seus discípulos: O reino de Deus e o Espírito de Deus. Diante do exposto nestes temas, não é tão absurda a pergunta dos discípulos em Atos 1.6. Pois se o Espírito prometido estava por vir, isso não indicaria que seu reino, também estaria chegando?

Segundo John Stott, “o erro que cometeram foi confundir a natureza do reino e a relação entre o reino e o Espírito”. Os discípulos, certamente imaginaram um reino na perspectiva terreal, política e social. Um reino com implicações imediatas e territoriais dinamizado por uma força celestial provinda do Pai – o Espírito Santo. Porém, estavam bem enganados. Stott destaca três questões que eles precisavam inicialmente entender:

a. O reino é espiritual quanto ao seu caráter.

Reino está associado a território, a geografia a mapa. Mas com o reino de Deus não seria assim. O reino de Deus não é um conceito territorial no sentido geográfico e político de visibilidade (Lucas 17.20-21). Os seus discípulos receberiam poder, mas o poder no reino de Deus é diferente do poder dos reinos humanos. A referência ao Espírito Santo define o caráter deste poder: ele é espiritual e divinal. Stott declara: “Este reino é aumentado por testemunhas, soldados, através de uma mensagem de paz, e não uma declaração de guerra, e pela atuação do Espírito, não pela força de armas, intriga política ou violência revolucionária”. Assim, o reino se estabeleceria a partir do exercício da fé e da dependência do poder do Espírito de Deus.

b. O reino é internacional quanto aos seus membros.

A visão dos apóstolos apontava para a restauração do reino a Israel. Que visão pequena, limitada para as coisas de Deus. Uma visão nacionalista e sectária. A resposta de Jesus aponta para uma amplificação do horizonte. O testemunho teria inicio em Jerusalém, onde o Senhor foi crucificado. Mas logo este testemunho se dirigiria as regiões vizinhas da Judéia e penetraria até mesmo nos territórios desprezados de Samaria. Na seqüência, o Evangelho irradiaria para todos os cantos do mundo alcançando pessoas de todas as tribos, povos e raças (Apocalipse 7.9-12).A proposta deste reino não poderia ser reduzida a limitação territorial e nacionalista de Israel!

c. O reino é gradual quanto à sua expansão.

Alguns afirmam que Atos 1.8 é uma espécie de índice de todo o livro. Os capítulos 1-7 tratam dos feitos em Jerusalém; o capítulo 8 menciona os discípulos na Judéia, e relata a chegada de Felipe a Samaria. Do capítulo 9 em diante vemos com Paulo o Evangelho atravessar a Ásia e chegar a Roma! O que é interessante em tudo isso é a maneira gradual com que o Evangelho se esparramou. Até mesmo, quando a Igreja se acomodou em Jerusalém, diante dos bons resultados ali obtidos, o Senhor levantou uma perseguição para que ela cumprisse sua missão de levar o Evangelho até aos confins do mundo!

Indagações:

1. Assim como os discípulos tiveram uma visão errada do reino e da missão; o que hoje nos atrapalha no cumprimento desta comissão ?

2. Uma igreja local sem visão trans-cultural é deficiente em seu chamado missionário ?

3. Se não posso ir aos confins da terra, como posso colaborar neste desafio ?


Rev. Carlos Orlandi Jr

DIAS MAUS

“Portanto, tomai toda armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis” (Efésios 6.13).

Muitas vezes não nos apercebemos, mas a vida tem reservado alguns dias que a Bíblia chama de dias maus! O sábio em Eclesiastes lembra: “Ainda que o homem viva muitos anos, regozije-se em todos eles; contudo, deve lembrar-se de que há dias de trevas, porque são muitos... Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias”...

Paulo diz que não há como fugir destes dias. Eles acontecem, aparecem, sobrevêm sem mandar aviso. Todavia, se fugir não é possível, Paulo diz que existe um outro modo de fazer frente aos dias maus:

- Resitir. Em meio a estes dias maus temos a impressão que não agüentaremos enfrentá-lo. Que são pesados demais para os suportarmos. Paulo escrevendo aos Coríntios disse: “Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a natureza da tribulação que nos sobreveio na Ásia, porquanto foi acima de nossas forças, a ponto de desesperarmos até da própria vida”.

Todavia, este mesmo Paulo diz que revestidos com a armadura de Deus é possível resistir ao dia mau, sobrepujar estes tempos adversos e atravessar para o outro lado da tempestade.

- Um outro fator que Paulo menciona relacionado ao dia mau, é que não apenas podemos suportar, mas podemos também, vencer: “Depois de terdes vencido tudo”. No instante que nos apercebemos que estamos no bico do corvo, ou como na foto – no bico da garça, imaginamos que se sairmos vivos desta já será uma grande vantagem. Mas Paulo diz que a resistência traz a vitória! Seja a situação que for, fique firme. Não esmoreça, não desanime!

- Por fim, ele nos lembra de um outro aspecto importante: permanecer inabalável! Os dias adversos, se resistidos e vencidos em nossa caminhada cristã, eles nos tornam mais fortes. Assim como uma tempestade que varre a floresta e derruba inúmeras árvores, as que permanecem, ficam mais fortes; assim sucede com o povo de Deus: permanecem inabaláveis!

Em tempos de dias maus, revista-se com a armadura de Deus e resista até a hora da vitória!

Pastor Carlos Orlandi

O CAMINHO DA SOBRIEDADE, JUSTIÇA E DEVOÇÃO

“Porque a graça de Deus se manifestou para todos os homens. Ela nos ensina a renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver de maneira sensata, justa e piedosa nesta era presente, enquanto aguardamos a bendita esperança: a gloriosa manifestação de nosso grande Deus e salvador, Jesus Cristo, que se entregou por nós a fim de nos remir de toda maldade e purificar para si mesmo um povo particularmente seu, dedicado à prática de boas obras” (Tito 2.11-14).

O apóstolo Paulo, neste texto, nos dá um breve sumário de uma vida bem regrada. Paulo declara que necessitamos da graça de Deus com estímulo para nossas vidas, porém, para chegarmos a uma verdadeira adoração, devemos nos despojar dos seguintes obstáculos: primeiro,a falta de devoção à qual estamos fortemente inclinados, como também da concupiscência da carne que nos angustia e nos aflige.

A falta de piedade e devoção não só dá lugar às superstições como a tudo aquilo que impede o santo temor de Deus. As concupiscências mundanas representam ou simbolizam as afecções carnais.

Paulo nos exorta a deixarmos de lado nossos desejos anteriores, os quais estão em conflito permanente com as duas tábuas da lei, e que renunciemos a todos os ditados de nossa própria razão e vontade.

O apóstolo resume todas as ações da nova vida em três grupos: sobriedade, justiça e piedade. Indubitavelmente a sobriedade significa castidade e temperança como também o uso puro e frugal das bênçãos temporais, incluindo a paciência na pobreza.

A retidão inclui todos os deveres da justiça, de modo que cada homem receba o que lhe é devido. E a piedade nos separa da contaminação do mundo e, por meio da verdadeira santidade, nos une a Deus.

Quando as virtudes da sobriedade, justiça e piedade estão firmemente unidas, produzem uma absoluta perfeição. nada é mais difícil do que deixar de lado os pensamentos carnais, submeter e renunciar a nossos falsos apetites, e consagrarmo-nos a Deus e a nossos irmãos, vivendo assim uma vida de anjos num mundo de corrupção...


João Calvino

(Extraído do livro: A Verdadeira Vida Cristã, Editora Novo Século, págs. 32,33)

sábado, 21 de agosto de 2010

A HISTÓRIA DO VCC

Conta-se que certo caipira estava no seu trabalho rotineiro, num canavial, quando, de repente, olhou para o céu e viu escrito entre as nuvens as letras VCC. Muito religioso, o caipira julgou que aquelas letras significavam: "VAI CRISTO CHAMA". Fiel à visão correu ao pastor de sua Igreja e contou-lhe o ocorrido, concluindo que gostaria de devotar o restante de sua vida à pregação do
evangelho. O pastor, surpreso diante do relato, disse:
- Mas para pregar o evangelho, é preciso conhecer a Bíblia. Você conhece a Bíblia o bastante para sair pelo mundo pregando a sua mensagem?
- Claro que sim! - Disse o homem.
- E qual é à parte da Bíblia que você mais gosta e conhece?
- As parábolas de Jesus, principalmente a do bom samaritano.
- Então, conte-a! - Pede o pastor, querendo conhecer o grau de conhecimento bíblico do futuro pregador do evangelho. O caipira começa a falar:
- Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu entre os salteadores. E ele lhes disse: Varões irmãos, escutai-me: Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou. E entregou-lhes os seus bens, e a um deu cinco talentos, e a outro, dois, e a outro, um, a cada um segundo a sua capacidade. E partindo dali foi conduzido pelo Espírito ao deserto, e tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, teve fome, e os corvos alimento lhe traziam, pois alimentava-se de gafanhoto e mel silvestre. E sucedeu que indo ele andando, eis que um carro de fogo o ocultou da vista de todos. A rainha de Sabá viu isso e disse: "Não me contaram nem a metade". Depois disso, ele foi até a casa de Jezabel, a mãe dos filhos de Zebedeu, e disse: "Tiveste cinco maridos, e o homem que agora tens, não é teu marido". E olhando ao longe, viu a
Zaqueu pendurado pelos cabelos numa árvore e disse: 'Desce daí, pois hoje almoçarei na tua casa'. Veio Dalila e cortou- lhe os cabelos, e os restos que sobraram foram doze cestos cheios para alimentar a multidão. Portanto, não andeis inquietos dizendo: 'Que comeremos?', pois o vosso Pai celestial sabe que necessitais de todas essas coisas. E todos os que o ouviram se admiraram da sua doutrina." O caipira, entusiasmado, olhou para o pastor e perguntou:
- E então, estou pronto para pregar o evangelho?
- Olha, meu filho - disse o pastor - eu acho que aquelas letras no céu não significavam: "Vai Cristo Chama". Antes, deveriam ser lidas: "VAI CORTAR CANA". Moral da Historia: Um conhecimento superficial da Bíblia pode causar muita confusão.

Fonte: Jornal O Profeta

O AMOR E A LOUCURA

Contam que uma vez todos os sentimentos e qualidades dos homens se reuniram em um lugar da terra. Quando o ABORRECIMENTO havia reclamado pela terceira vez, a LOUCURA, como sempre tão louca, lhes propôs:
- Vamos brincar de esconde-esconde?
A INTRIGA levantou a sobrancelha intrigada e a CURIOSIDADE, sem poder conter-se, perguntou:
- Esconde-esconde? Como é isso?
- É um jogo, explicou a LOUCURA, em que eu fecho os olhos e começo a contar de um a um milhão enquanto vocês se escondem. Quando eu tiver terminado de contar, o primeiro de vocês que eu encontrar ocupara meu lugar para continuar o jogo, da próxima vez que a gente jogar.
O ENTUSIASMO dançou seguido pela EUFORIA.
A ALEGRIA deu tantos saltos que acabou por convencer a DÚVIDA e até mesmo a APATIA, que nunca se interessava por nada. Mas nem todos quiseram participar:
A VERDADE preferiu não esconder-se. Para quê, se no final todos a encontravam? A SOBERBA opinou que era um jogo muito tonto (no fundo, o que a incomodava era que a idéia não tivesse sido dela) e a COVARDIA preferiu não arriscar-se.

- Um, dois, três, quatro - Começou a contar a LOUCURA.
A primeira a esconder-se foi a PRESSA, que, como sempre, caiu atrás da primeira pedra do caminho. A FÉ subiu ao céu e a INVEJA se escondeu atrás da sombra do TRIUNFO, que com seu próprio esforço tinha conseguido subir na copa da árvore mais alta.
A GENEROSIDADE quase não conseguia esconder-se pois, cada local que encontrava, lhe parecia maravilhoso para algum de seus amigos:
Se era um lago cristalino, ideal para a BELEZA; se era a copa de uma árvore, perfeito para a TIMIDEZ; se era o vão de uma borboleta, o melhor para a VOLÚPIA. Se era uma rajada de vento, magnífico para a LIBERDADE. E assim acabou escondendo-se em um raio de sol.
O EGOÍSMO, ao contrário, encontrou um local muito bom desde o início. Ventilado, cômodo, mas apenas para ele.
A MENTIRA escondeu-se no fundo do oceano (mentira, na realidade, escondeu-se atrás do arco-íris) e a PAIXÃO e o DESEJO, no centro dos vulcões. O ESQUECIMENTO, não recordo-me onde se escondeu, mas isso não é o mais importante.
Quando a LOUCURA estava lá pelo 999.999, o AMOR ainda não havia encontrado um local para esconder-se, pois todos já estavam ocupados, até que encontrou um roseiral e, carinhosamente, decidiu esconder-se entre suas flores.
- Um milhão!!!!!! Contou a LOUCURA e começou a busca.
A primeira a aparecer foi a PRESSA apenas há três passos, atrás de uma pedra. Depois, escutou a FÉ conversando com Deus, no céu, Sentiu vibrar a PAIXÃO e o DESEJO nos vulcões.
Em um descuido, encontrou a INVEJA e claro, pode deduzir onde estava o TRIUNFO. O EGOÍSMO, não teve nem que procurá-lo. Ele sozinho saiu disparado de seu esconderijo que na verdade era um ninho de vespas.
De tanto caminhar, sentiu sede e ao aproximar-se de um lago, descobriu a BELEZA. A DÚVIDA foi mais fácil ainda, pois a encontrou sentada sobre uma cerca sem decidir de que lado se esconderia. E assim foi encontrando a todos.
O TALENTO entre a erva fresca, a ANGÚSTIA em uma cova escura, a MENTIRA atrás do arco-íris (mentira, estava no fundo do oceano) e até o ESQUECIMENTO, a quem já havia esquecido que estava brincando de esconde-esconde. Apenas o AMOR não aparecia em nenhum local.
A LOUCURA procurou atrás de cada árvore, em baixo de cada rocha do planeta e em cima das montanhas. Quando estava a ponto de dar-se por vencida, encontrou um roseiral. Pegou uma forquilha e começou a mover os ramos, quando no mesmo instante, escutou-se um doloroso grito.
Os espinhos tinham ferido o AMOR nos olhos. A LOUCURA não sabia o que fazer para se desculpar. Chorou, rezou, implorou, pediu perdão e até prometeu ser seu guia. O AMOR, então, concordou com o oferecimento da LOUCURA e, desde que pela primeira vez se brincou de esconde-esconde na terra, O AMOR é cego e a LOUCURA sempre o acompanha.
"Quem não ama demais, não ama o bastante"

O MENINO QUE NÃO FALAVA

Conta-se de um menino que não falou até os cinco anos de idade. Os pais, morrendo de preocupação, levaram-no a inúmeros especialistas, tentando descobrir por que ele nunca dizia nada. Então, certo dia, sentado à mesa para tomar o café da manhã, ele observou a mãe, e disse clara e distintamente: - Esta torrada está queimada! A mãe ficou extasiada. Após recobrar-se do choque provocado pela tão inesperada explosão de linguagem, perguntou ao filinho: - Já que você pode falar bem, por que não falou até hoje? - Bem - explicou ele deliberadamente - estava tudo certo até agora.

UM TOQUE DO MESTRE

Um leiloeiro estava leiloando um violino. Durente um bom tempo, não conseguiu um bom valor no instrumento. De repente, um velho mestre da música se levanta, pega o violino e toca uma linda canção. Após a execução, o preço conseguido foi altíssimo. Tudo por causa do ''Toque do Mestre''. O homem sem valor, por causa do pecado, ao ser tocado pelo Mestre Jesus, passa a ter um valor incalculável.

PLANTANDO PARA O FUTURO

Um moço encontrou um homem já de bastante idade plantando um pé de nogueira num campo, na Suíça, e, ficando surpresso disse-lhe: - O senhor não sabe que este pé só dará fruto daqui a sessenta ou setenta anos? - Sei foi a resposta - mas estou colhendo o fruto de muitas árvores que homens de bom-senso plantaram a setenta ou mais para mim.

OS MALES DA BEBIDA ALCOÓLICA

Quatro jovens morreram num acidente automobilístico causado pela bebida alcoólica. O pai de uma das vítimas, ao receber a notícia da morte da filha, chocado pela dor, exclamou: - Vou matar o dono do bar que vendeu a bebida. Indo, porém, ao seu próprio armário onde guardava bebidas, encontrou um bilhete escrito pela filha, que dizia: "Papai, levamos um pouco de sua bebida. Estamos certos de que o senhor não se importará".

CONCLUSÕES DE ANINHA


Estavam ali parados. Marido e mulher.

Esperavam o carro. E foi que veio aquela da roça

tímida, humilde, sofrida.

Contou que o fogo, lá longe, tinha queimado seu rancho,

e tudo que tinha dentro.

Estava ali no comércio pedindo um auxílio para levantar

novo rancho e comprar suas pobrezinhas.



O homem ouviu. Abriu a carteira tirou uma cédula,

entregou sem palavra.

A mulher ouviu. Perguntou, indagou, especulou, aconselhou,

se comoveu e disse que Nossa Senhora havia de ajudar

E não abriu a bolsa.

Qual dos dois ajudou mais?



Donde se infere que o homem ajuda sem participar

e a mulher participa sem ajudar.

Da mesma forma aquela sentença:

"A quem te pedir um peixe, dá uma vara de pescar."

Pensando bem, não só a vara de pescar, também a linhada,

o anzol, a chumbada, a isca, apontar um poço piscoso

e ensinar a paciência do pescador.

Você faria isso, Leitor?

Antes que tudo isso se fizesse

o desvalido não morreria de fome?

Conclusão:

Na prática, a teoria é outra.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

TORNAR-SE UM HOMEM ENTRE OS CHEROKEES

Você conhece a lenda do rito de passagem da juventude dos índios Cherokees? O pai leva o filho para a floresta durante o final da tarde, venda-lhe os olhos e deixa-o sozinho. O filho se senta sozinho no topo de uma montanha toda a noite e não pode remover a venda até os raios do sol brilharem no dia seguinte.

Ele não pode gritar por socorro para ninguém. Se ele passar a noite toda lá, será considerado um homem. Ele não pode contar a experiência aos outros meninos porque cada um deve tornar-se homem do seu próprio modo, enfrentando o medo do desconhecido. O menino está naturalmente amedrontado. Ele pode ouvir toda espécie de barulho. Os animais selvagens podem, naturalmente, estar ao redor dele. Talvez alguns humanos possam feri-lo. Os insetos e cobras podem vir picá-lo. Ele pode estar com frio, fome e sede. O vento sopra a grama e a terra sacode os tocos, mas ele se senta estoicamente, nunca removendo a venda. Segundo os Cherokees, este é o único modo dele se tornar um homem.

Finalmente...

Após a noite horrível, o sol aparece e a venda é removida. Ele então descobre seu pai sentado na montanha perto dele. Ele estava a noite inteira protegendo seu filho do perigo.

Nós também nunca estamos sozinhos! Mesmo quando não percebemos Deus está olhando para nós, 'sentado ao nosso lado'. Quando os problemas vêm, tudo que temos a fazer é confiar que ELE está nos protegendo.

Moral da história:

Apenas porque você não vê Deus, não significa que Ele não esteja conosco.

ROUBA MAS FAZ

Era o slogan declarado das candidaturas do Ademar de Barros. Entre “roubar e não fazer” e “roubar e fazer”, melhor é “roubar e fazer”. A alternativa “não roubar e fazer” não existia...
Já era conhecimento partilhado por todos que a roubalheira é intrínseca à política. Talvez intrínseca à inteligência. E que o desejo de roubar faz parte da alma humana normal. Político que não quer roubar é político que não tem competência. Pois esse “slogan” está sendo ressuscitado. A fedentina da corrupção tornou o ar irrespirável. Mas há aqueles que dizem: “A fedentina são os puns das elites! Que é a fedentina comparada com o que está sendo feito! Vejam como a economia vai bem!”
Bem dizia Lutero que a razão é uma prostituta. Ela muda de pensamentos de acordo com as conveniências. Quatro séculos depois Freud disse que é assim mesmo. A razão dos que estão no poder não é a mesma razão dos que não estão no poder. Os que não estão no poder têm narizes mais sensíveis.

(Extraído - Quarto de Badulaques – Ruben Alves)

O IDIOTA E A MOEDA

Conta-se que numa cidade do interior um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia. Um pobre coitado, de pouca inteligência, vivia de pequenos biscates e esmolas.
Diariamente eles chamavam o idiota ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas: uma grande de 400 RÉIS e outra menor de 2.000 RÉIS. Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos.
Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos..
- Eu sei, respondeu o tolo. "Ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda”.
Podem-se tirar várias conclusões dessa pequena narrativa.
A primeira: Quem parece idiota, nem sempre é.
A segunda: Quais eram os verdadeiros idiotas da história?
A terceira: Se você for ganancioso, acaba estragando sua fonte de renda.
Mas a conclusão mais interessante é: A percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito.
Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas sim, quem realmente somos.
O maior prazer de um homem inteligente é bancar o idiota diante de um idiota que banca o inteligente.
Preocupe-se mais com sua consciência do que com sua reputação.
Porque sua consciência é o que você é, e sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam... é problema deles.

Arnaldo Jabor

DIETRICH BONHOEFFER O AGENTE DA GRAÇA

Dietrich Bonhoeffer nasceu em 1906, em Breslau, na Alemanha. Cresceu em uma família muito unida de sete irmãos. Seu pai era médico e psiquiatra renomado, e também um descrente bastante cético em relação a fé cristã. Sua família não freqüentava a igreja no sentido de serem membros ativos ou de participarem da vida da congregação local. Os filhos não eram mandados para a igreja e a família não ia aos cultos, nem mesmo nas datas especiais. Mesmo assim, pela influência da mãe, a Bíblia e suas histórias foram ensinadas dentro de casa.
Quando Bonhoeffer completou 14 anos, surpreendeu a família ao anunciar sua decisão de tornar-se ministro do evangelho e estudar teologia. Seus irmãos e irmãs criticaram duramente sua decisão, dizendo que a Igreja era uma instituição pobre, fraca, monótona e pequeno-burguesa. “Sua resposta a estes ataques foi: Nesse caso, Deus me use para reformá-la”.
Entrou na Universidade de Tubingen em 1923, aos 17 anos. Em 1927, recebeu o doutorado em Berlim. Sua tese versava sobre comunhão dos santos. Nesta, ele definiu a Igreja como: “Cristo existindo através dos santos”. Pastoreou Barcelona, Nova Iorque, entre outras.
Em 1º. de fevereiro de 1933, dois dias depois de Adolf Hitler ter tomado o poder na Alemanha, Bonhoeffer fez um pronunciamento. Alertava seus ouvintes a não permitir que nenhum líder se renda aos desejos de seus seguidores, ou seja, tornar-se um ídolo. “Um líder que cai nessa tentação se torna um líder que faz de si mesmo e de seu cargo um ídolo, e, dessa maneira, zomba de Deus”.
Em abril de 1933, vários pastores alemães se reuniram para declarar que concordavam com o “Princípio do Fuhrer”. Endossaram também a idéia da supremacia da raça ariana. Bonhoeffer, Barth e outros ficaram chocados pela postura assumida pela igreja alemã.
Em 1933 ainda, a Gestapo prendera vários pastores luteranos dissidentes do movimento cristão alemão. Bonhoeffer saiu da Alemanha dizendo que “A Igreja não tinha o direito de preparar ou permitir que líderes especiais com poderes soberanos fossem assimilados. Somente Cristo era o Senhor.
Em 1935 ele retorna para a Alemanha para ajudar a Igreja Confessional a estabelecer um seminário ilegal em Finkendale. Tinha sob sua liderança 25 jovens. Em 1943 ele é preso para nunca mais sair. Foi morto algumas semanas antes de os aliados tomarem o campo de concentração onde estava preso. Em 9 de abril de 1945, uma segunda-feira, após liderar o culto e ter pregado sob Isaias 53.5, Dietrich Bonhoeffer foi enforcado. Suas últimas palavras foram: “Este é o fim, mas para mim é apenas o início da vida”.
Entre tantos textos, destacamos este: Perdendo o Ideal
Princípio No. 03: Em um mundo viciado em ideologia, a comunidade cristã não deve se basear em um ideal de comunidade. Bonhoeffer faz um alerta aos cristãos que procuram trazer para a sua comunhão os sonhos prazerosos das comunidades do passado.
Uma pessoa que deseja algo além do que Cristo estabeleceu não deseja a irmandade cristã. Está procurando por uma experiência social extraordinária que encontrou em outro lugar. Chegou a dizer que existe um certo valor em ficarmos inicialmente decepcionados pela qualidade da comunhão cristã em uma igreja. Cristo pode estar nos levando a essa experiência de decepção, para que possa destronar os ídolos da comunidade que criamos a partir de nossa memória ou teoria. A decepção com meus irmãos me força a procurar o mediador de uma vida cristã comunitária genuína e satisfatória: Jesus Cristo.

(Extraído do livro: Lições de Mestre)

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

MÁSCARAS x INTEGRIDADE DE CORAÇÃO


“Você pode enganar muitos por pouco tempo, você pode enganar poucos por muito tempo, mas você nunca conseguirá enganar todos o tempo todo”.

“Freqüentemente julgamos a vida alheia mais a partir de valores externos, contábeis e visíveis do que pelo que se passa no coração. Desse modo, nos encantamos com homens, histórias, livros e lideranças que não encantam a Deus. A sociedade nos leva a crer que somos aquilo que aparentamos. E não são raras as vezes que nos julgam pelos nossos títulos, realizações, influência e tantas outras credenciais que tentam, plasticamente, definir nossa aparência pública.
Possuímos uma tendência natural para nos escondermos. Somos, por isso, seres fabricantes de máscaras. Construímos máscaras com o mesmo intuito dos povos tribais em seus rituais xamânicos: para o engano do próximo e manipulação social. Creio que as máscaras que somos tentados a construir, possuem, em um primeiro momento, a intenção de apresentar uma imagem que julgamos ideal para os de longe. Comumente, esta imagem não representa a verdade do nosso ser, mas uma idéia utilitária que tentamos vender.
Se obtemos sucesso na construção de máscaras que passem essa imagem aos de longe, somos tentados a construir outras mais elaboradas, refinadas, que possam enganar também os de perto. É por isso que podemos nos surpreender com alguém bem perto de nós, de nosso círculo de amizade e relacionamento, que repentinamente se desvenda como portador de valores e práticas antagônicas à imagem que dele tínhamos. É que não o conhecíamos. Olhávamos para ele, mas o que enxergávamos era apenas sua máscara.
Como seres fabricantes de máscaras, ao chegarmos ao ponto do engano coletivo, com os de longe e os de perto, nos propomos a uma nova empreitada, ainda mais desafiadora: construir máscaras que enganem não apenas o outro, mas também a nós mesmos. Chamo a essas máscaras de – máscaras do auto-engano. No Reino da Luz, a verdade é o fundamento para qualquer avaliação. Não por acaso, a Palavra nos diz que a verdade nos libertará. A ausência desta, por outro lado, nos mantém cativos às mesmas masmorras psíquicas, volitivas e comportamentais de sempre. E o auto-engano - quando a psique humana mente para ela mesma, tentando racionalizar o pecado e a fraqueza – torna-se uma das fortes oposições à verdade.
Por tudo isso, eu o convido, neste momento, a deixar cair qualquer máscara que você possa ter construído ao longo dos anos e, por acaso, esteja usando. E então olhe-se em um espelho íntegro, sem reservas, na presença do Espírito do Senhor que nos conhece e nos leva ao caminho da verdade”.


(Extraído do livro:Liderança e Integridade, Ronaldo Lidório, página 11 e 12)

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

COMO POSSO FAZER A DIFERENÇA?

“Como posso fazer diferença? O mundo está uma bagunça, as pessoas estão vivendo em constante empobrecimento espiritual, penúria moral e confusão material. Precisa-se fazer uma revisão geral. Alguém precisa fazer algo. Eu preciso fazer algo. Por onde é que começo ?

O que significa representar o Reino de Deus numa cultura devotada ao ‘reino do eu’? Como é que palavras delicadas, vulneráveis e frágeis sobrevivem à competição com o dinheiro, armas e os tratores? Como é que os pastores que não fazem nada acontecer, mantêm uma identidade robusta numa sociedade que paga muito dinheiro a cantores de música, traficantes de drogas, jogadores de futebol e barões do petróleo? Vi ao meu redor homens e mulheres, pastores, criando uma identidade vocacional a partir de modelos oferecidos pelos “principados e potestades”. Todos os modelos enfatizam o poder (fazer as coisas acontecerem) e a imagem (parecer importante). Entretanto, nenhum deles parecia congruente com o chamado que eu sentia formar-se dentro em mim. Porém, do ponto de vista vocacional, qual a aparência dessa aspiração não-formulada?”

Extraído do Livro: A Vocação Espiritual do Pastor, Eugene Peterson (pág. 55)

DEUS PROVEDOR

“E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades” (Filipenses 4.19)

Paulo estava preso, escrevendo a Igreja que ele tanto amava em Filipos, relatando situações adversas como a enfermidade de Epafrodito, que quase o levou a morte. Preso, sofrendo oposição de alguns cristãos, sentindo privação e provação, Paulo termina esta epístola cuja marca inegável é a alegria, ele termina dizendo estas palavras acima citadas. A confiança de Paulo que Deus supre as nossas necessidades é algo fantástico. Por ela, seu coração não se enchia de ansiedade em face as adversidades. Por ela, sua mente era impregnada de contentamento em toda e qualquer situação. Paulo nos ensina em dias tão cheios de oscilações, que nenhuma experiência com Deus é tão marcante quanto a serenidade da confiança em um Deus Provedor.
Aliás, ao examinarmos a vida de Abraão, percebemos como suas experiências de fé foram em uma crescente. Á medida que Abraão amadurecia na relação com Deus, aprofundava-se também suas experiências na fé. Em Gênesis 12, o chamado de Deus a Abraão estava associado a uma promessa: “Farei de ti uma grande nação”. Abrão todavia, ainda era bem imaturo na sua confiança em Deus. Ele segue para o Egito e ali, temendo o que os homens lhe pudessem fazer, passa a viver de mentiras. Em Gênesis 14, Abrão sai com seus homens atrás dos reis que aprisionaram Ló e seus bens. Deus se mostra libertador. Livra de seus inimigos e por tal manifestação, Abrão dá o dízimo de tudo. Em Gênesis 15, Abrão entra em crise de fé. Abrão questiona Deus nas suas promessas: “Senhor Deus, o que me haverás de dar, se continuo sem filhos”(15.2). Ainda movido por esta crise de dependência do Senhor, Abrão e Sarai (sua esposa) agem precipitadamente, ansiosamente e da serva Hagar providenciam uma criança. Após isto, Deus muda o nome de Abrão para Abraão. Uma outra experiência interessante que trabalha a maturidade da fé de Abraão, acontece em Gênesis 18, tempo de intercessão. A destruição de Sodoma e Gomorra e o clamor insistente de Abraão.
Mas, poderia ser o grande momento da história de fé de Abraão o nascimento de seu filho Isaque. Todavia, este ainda não era o ápice de sua relação com Deus. Em Gênesis 22, Isaque desmamado, Deus pede que o velho Abraão, carcumido pelos dias, amadurecido por toda uma história de peregrinação, Deus pede que ele sacrifique seu único filho – objeto inegável de seu amor!
Após todos estes capítulos, Abraão sobe ao monte para sacrificar o jovem Isaque. O menino ainda indaga: “Cadê o sacrifício ?” Aqui percebemos mais nitidamente o que Paulo disse aos filipenses, e o que Abraão disse a Isaque, e o que eu e você precisamos dizer em face as nossas provações e privações: “O Senhor Proverá”! A experiência mais significativa da vida de Abraão foi vivida na perspectiva de um Deus provedor (Jeová Jireh).
Há tempos de vivermos de esperança nas promessas, há tempos de nos motivarmos pelo grande poder libertador de Deus. Há tempos de vacilo e fraqueza na fé. Mas o tempo mais sublime, é o da maturidade, vivido na confiança de um Deus Provedor!
Em nossa caminhada de fé, é importante crescermos no conhecimento e na intimidade do Senhor. Nenhuma experiência é tão marcante na vida de quem quer que seja, como a dependência de um Deus Provedor. Creia que nesta semana, a face provedora de Deus se manifestará em sua vida!

Pastor Carlos Orlandi

DE PROFISSÃO À VOCAÇÃO

Alguns dias atrás, ouvi um pastor afirmar, até com certo orgulho, que atendia uma média de 30 pessoas por dia em seu gabinete pastoral. A princípio, aquela afirmação me deixou pasmo. Nunca tinha ouvido falar de alguém que tivesse conseguido tal façanha.

Considerando que este pastor trabalha ininterruptamente (sem parar para almoço, água, cafézinho, banheiro etc.) das 8 da manhã às 6 da tarde, ou seja, 10 horas, ele disporia apenas de 20 minutos para cada pessoa, isso sem contar o tempo que se perde entre a saída de um e a entrada de outro.

Vinte minutos para ouvir os dilemas da alma e do coração, aconselhar, orientar e orar com cada um. De duas uma: ou há um certo exagero nos números, comum das estatísticas dos pastores no Brasil, ou o significado da vocação pastoral foi completamente perdido.

Não pretendo, aqui, analisar este fato específico mas, fazer algumas considerações em torno da figura do pastor no mundo moderno. As mudanças pelas quais o mundo vem passando são profundas e rápidas e, inegavelmente, afetam tanto a igreja como o sacerdócio.

A Igreja moderna transformou-se num negócio, numa empresa, e o pastor num executivo que luta para manter-se no mercado. Esta é, talvez, uma das mudanças mais significativas e sérias que estamos atravessando.

Somos agora executivos eclesiásticos, circulando com agendas eletrônicas, telefones celulares, secretárias, auxiliares e assistentes, para atender a um volume cada vez maior de reuniões, entrevistas, conferências, aconselhamentos, etc. Ser ocupado, tornou-se um símbolo de "status" e sucesso tanto no mundo secular como no religioso. Ter uma agenda repleta de compromissos é sinal de competência; afinal, ninguém considera um médico competente, cuja sala de espera do consultório encontra-se absolutamente vazia, e ele, confortavelmente sentado em sua cadeira lendo uma boa revista. Para ser competente, precisa estar com a agenda dos próximos meses completamente cheia. Este sim é um bom profissional. Nesta busca por sucesso e "status" não temos mais tempo para construirmos amizades verdadeiras e profundas, nem tempo para caminharmos com nossos amigos no caminho do discipulado. Não temos tempo para ouvir as histórias dos velhos, os dramas dos mais novos e as crises da alma humana. Dispomos apenas de 20 minutos.

Vivemos hoje um processo de profissionalização do sacerdócio, o qual vem deixando de ser uma vocação para tornar-se numa profissão, e isto faz uma diferença tremenda nos resultados. Henri Nouwen em seu livro "Creative Ministry" apresenta três perigos ou armadilhas que estes líderes profissionais enfrentam.

O PRIMEIRO É O PERIGO DO CONCRETISMO.

Trata-se da tendencia ou inclinação de ter como motivação principal os resultados objetivos e concretos decorrentes das ações do ministério.

Muitos líderes encontram-se frustrados porque os resultados que esperam nem sempre aparecem com rapidez e objetividade que gostariam.

O profissionalismo nos induz a avaliar o ministério por resultados mensuráveis. No entanto, o ministro da reconciliação que atua na promoção do encontro do homem com Deus, com o próximo e consigo mesmo, não pode avaliar seu ministério por resultados mensuráveis estatisticamente.

O SEGUNDO PERIGO É O DO PODER.
Líderes profissionais encontram-se constantemente diante do perigo de criarem pequenos reinos para eles mesmos. O profissional necessita ser reconhecido, admirado, aclamado.

Precisa sentir-se e preservar-se superior aos outros para mante-los cativos e dependentes. Geralmente o líder profissional é cercado de admiradores e não de discípulos, de dependentes emocionais e não de amigos. O poder impede que as pontes de amizade e comunhão sejam estabelecidas. O líder profissional que cai na armadilha do poder acaba tornando-se um anti ministro da reconciliação.

O TERCEIRO PERIGO É O DO ORGULHO.
O profissional reconhece que as mudanças precisam acontecer, empenha-se em converter as pessoas mas é tentado a pensar que ele próprio não precisa de conversão. Ao invez de reconhecer que é parte da comunidade que serve, veste a fantasia de "messias", intocável, sempre correto e justo.

A natureza da vocação é essencialmente relacional. Somos chamados para promover a reconciliação. Este chamado envolve mais do que a capacidade de execução de projetos de natureza religiosa ou conversas de 20 minutos; envolve a arte de penetrar nos lugares secretos da alma humana e trazer para dentro deles a presença divina, conduzi-los à experiência da oração e ao encontro com o Criador. Isto exige tempo. A profissionalização do ministério torna-nos desumanos, mais preocupados conosco e nosso sucesso do que com a vida e seus afetos.

Algum tempo atrás uma paroquiana abordou-me mais ou menos assim: "Sei que você é uma pessoa bastante ocupada, e que quase nunca tem tempo, mas gostaria de poder conversar um pouco". Talvez devesse ficar contente com este "elogio", mas, se não tenho mais tempo para conversar com as pessoas, se estou tão absorvido com meus "negócios" que já não disponho de tempo para o pastoreio, se minha agenda anda tão cheia a ponto de não poder sentar e ouvir um pouco as conversas sobre a vida, que tipo de pastor sou? Precisamos resgatar a natureza da vocação da igreja e do pastor. Não fomos chamados para o mercado, mas para a vida.

(Extraído – Site Monergismo – By Ricardo Barbosa)

AVIVAMENTO

“Aviva a tua obra, ò Senhor, no decorrer dos anos, e no decurso dos anos, faze-a conhecida” (Habacuque 3.2).

“O que é um avivamento e como podemos alcançá-lo? Considerando que sou um cristão vivendo em uma era secularizada, essas são as perguntas que mais me intrigam. Jonathan Edwards pensava sobre essas questões e ofereceu respostas a elas. Quero examinar a visão que ele tinha do avivamento e mostrar que a melhor maneira de lutarmos contra o secularismo é buscar um avanço do Evangelho (...)

Jonathan Edwards nasceu em 1703 em East Windsor, Connecticut, EUA. Filho do Rev. Timothy Edwards e Esther, era o único homem de uma família com 12 crianças. Aos 7 anos ele já conhecia bem o latim, aos 11 escreveu seus primeiros textos. Aos 13 anos ingressou na Universidade de Yale. Aos 20 anos completou o bacharelado e foi servir em Nova Iorque. Jonathan Edwards viveu o despertamento extraordinário ocorrido nos anos de 1734-1735 e 1740-1742 nos EUA – chamado de o Grande Despertamento (...)

A descrição que Edwards faz de Northampton no início da década de 1730 merece atenção especial: havia um tédio generalizado em relação ao Evangelho. Falta de interesse pela oração, desvios teológicos, imoralidade crescente e a frieza espiritual que crescia e contagiava igrejas e ministros.

Jonathan Edwards apresenta 6 idéias que resumem bem a lição desse puritano da Nova Inglaterra para o avivamento da Igreja. Vejamos:

1. A frieza espiritual e a falta de entusiasmo em relação a Deus e às coisas espirituais são uma doença, que o verdadeiro avivamento procura curar.

2. Deus e a sua glória são a fonte e o propósito do verdadeiro avivamento.

3. A pregação que fala ao coração e a oração coletiva persistente são os principais métodos de promoção do avivamento.

4. A oposição e o extremismo religioso são os inimigos crônicos do verdadeiro avivamento.

5. Um coração iluminado pela espiritualidade é a essência do verdadeiro avivamento

6. O avanço de missões por meio de uma igreja entusiasmada é o resultado inevitável deste avivamento genuíno.”

(Extraído Livro – Lições de Mestre, Mark Shaw, Editora Mundo Cristão)

O PROBLEMA DA PREDILEÇÃO


Você certamente já ouviu falar do queridinho do papai (ou da mamãe)! Aquele filho(a) que é considerado o favorito. Aquele netinho(a) que tem regalias que outros não tem. Aquela criança que em comparação aos outros sobrinhos, netinhos ou filhos recebe um tratamento diferenciado. Este problema muitas vezes presente em nossos lares, não é reconhecido dentro de casa como sendo um problema de nossas famílias. Quando muito é percebido na família de outros. O problema é que a tal predileção cria uma confusão desordenada por onde passa.

Em Gênesis 25.28, lemos que Isaque amava a Esaú e que Rebeca (sua esposa) amava a Jacó. Esaú era irmão de Jacó. Aliás, eram irmãos gêmeos. Talvez não fossem uni-vitelinos, pois Esaú era homem peludo, Jacó porém era desprovido de pelos, ou imberbe. O fato é que estes dois irmãos passaram a ter uma existência marcada por ódio mútuo, por amarguras sem fim, promovidas pela predileção de seus pais. Rebeca puxava a sardinha pro seu filho queridinho – Jacó. Já Isaque se identificava e amava a Esaú.

Esaú era um homem selvagem. Gostava de caçadas, adentrava mata e passava dias atrás de caça, cheirava mato, era peludo, meio rude, atlético e forte. Jacó era absolutamente diferente de Esaú. Era alguém caseiro, pacato, de paz e tranqüilidade, especialista em culinária, bom de prosa, sossegado nas tendas.

Por ser seu preferido, Rebeca resolve roubar a bênção de Esaú para seu filho querido Jacó. Que confusão! Esaú jura Jacó de morte. A família se separa, irmão para um lado, outro para outro. Ódio, amargura, desejo de vingança. Alguns pais não imaginam o mal que estão fazendo a seus filhos quando permitem este comportamento de favoritismo e predileção dentro de casa.

Aliás este problema era uma herança de família dos patriarcas. Abraão teve Ismael e Isaque. Desprezou Ismael que era filho da serviçal e escolheu Isaque como seu preferido. Até hoje no Oriente, árabes e judeus se dilaceram em meio as divergências familiares. Jacó gerou 12 filhos, mas José era seu favorito. As túnicas de José eram diferentes das dos seus irmãos. Isso suscitou ira e ódio entre eles. Os filhos de Esaú geraram os Edomitas. Os filhos de Israel (Jacó), os israelitas. No livro do profeta Obadias, os edomitas colaboraram com os inimigos de Israel para que houvesse total destruição. No Salmo 137.7 há uma oração contra o comportamento dos filhos de Edom para com seus parentes de Israel: “Lembra-te Senhor, do dia de Jerusalém, pois diziam: arrasai-a, arrasai-a”.

Os filhos são herança do Senhor. Cada qual tem sua importância. Não faça comparações. Não desmereça um em detrimento de outro. Abençoe seus filhos sem predileções!



Pr Carlos Orlandi

EIS QUE O SEMEADOR SAIU A SEMEAR

“Eis que o semeador saiu a semear...” (Mateus 13.1-9)

Na Bíblia encontramos diversas vezes a figura agrária sendo apresentada para orientação e reflexão do povo de Deus. Certamente porque as sociedades antigas tinham no meio agrícola o desenvolvimento de seu viver cotidiano. Assim, lemos em Gênesis 26.12: “Semeou Isaque naquela terra e, no mesmo ano, recolheu cento por um, porque o Senhor o abençoava”. No livro dos Salmos encontramos o salmista poetizando: “Quem sai andando e chorando enquanto semeia, voltará com júbilo trazendo os seus feixes” (Salmo 126). Paulo também nas páginas do Novo Testamento dizia: “Ora, aquele que dá semente ao que semeia e pão para alimento também suprirá e aumentará a vossa sementeira e multiplicará os frutos da vossa justiça” (2 Coríntios 9.10). Assim também, o Senhor Jesus deu início as suas parábolas, usando desta figura do semeador: “Eis que o semeador saiu a semear”.

Nesta parábola, temos sementes que caem em solo a beira do caminho, em solo rochoso, em solo espinhento e em boa terra. Vejamos algumas lições desta bela parábola:

a. O esforço na semeadura.

Para quem tem contato com a vida rural, a semeadura do terreno requer dedicação, empenho e esforço. Nos dias de Jesus o semeador não possuía tecnologia de tratores, plantadeiras e colhedeiras como hoje. Ele saia percorrendo sua propriedade a pé, e lançando a semente no campo. Quer debaixo de chuva, quer debaixo de sol escaldante. Se esta parábola serve para o designativo das coisas espirituais, não podemos pensar diferente. A salvação é pela graça, isso não vem do homem, mas o esforço do ministério, o esforço do lançar a semente não pode ser enterrado debaixo de uma teologia hipercalvinista. É preciso envolvimento com a lavoura, é preciso dedicação na semeadura, é preciso esforço na obra se desejamos dias de colheita. “Quem sai andando e chorando...”

b. A graça no germinar da semente

Um outro aspecto interessante desta parábola diz respeito a germinação das sementes lançadas. Dos quatro tipos de solo, apenas aquela que caiu a beira do caminho não germinou, pois fora comida pelas aves. Jesus chama as aves em Mateus 13.19 de “o maligno”. Todas as demais sementes germinam. Quer as que foram lançadas no solo rochoso, quer as que caíram em solo espinhento, quer as da boa terra – todas germinaram. Em Marcos 4.26-29, Jesus conta outra parábola associada a semeadura: “O reino de Deus é assim como um homem lançasse a semente a terra; depois, dormisse e se levantasse, de noite e de dia, e a semente germinasse e crescesse, não sabendo ele como”. É a graça que faz a semente germinar no coração humano. A Palavra que lançada e que desperta na alma da pessoa. Só a graça de Deus é capaz de fazer isso. Não há técnicas, nem mecanismos humanos para tal...

c. Os tipos diferentes de solo

Jesus alertou nesta parábola uma outra questão: nem todos os solos que acolhem as sementes são iguais!

- Solo beira do caminho: Solo duro, pisado pelos caminhantes e impermeável a semeadura da Palavra de Deus. A semente cai ali, mas não tem penetração. O solo impermeável propicia que a semente seja levada, quer pelo vento, quer pelas águas da chuva, quer pelas aves dos céus. Que tipo de coração você identificaria com um slo impermeável ?

- Solo rochoso: A semente teve penetração, todavia o solo tem apenas uma fina camada de terra. Abaixo desta pouca terra há muita pedra. A semente até germina, mas suas raízes ficam na superfície e o calor do sol, logo a mata. Superficialidade é o mau dos tempos atuais. Superficialidade é o que se tem nas igrejas e pregações dos nossos dias. Talvez isso explique a rotatividade das pessoas que passam pelas igrejas e não permanecem. Superficialidade!

Solo Espinhoso: A semente novamente teve penetração no solo. O solo até que era acolhedor, mas o meio era adverso. A semente brotou, o broto logo cresceu, mas as dificuldades de se fortalecer e frutificar em uma terra cheia de espinhos é algo inegável. Assim, a semente germinada foi estrangulada, foi sufocada e pereceu. O meio sufocando a semente traz a idéia de secularismo. Jonathan Edwards se debatia em seus dias com esta enfermidade que trazia à igrejas daqueles dias mornidão espiritual, indiferença pelo sagrado, frieza na fé... ainda bem que isso acontecia só naqueles dias!?!?

Finalmente a Boa Terra: Mesmo nas culturas mais antigas e primevas, a terra era cultivada, arada, preparada para acolher a semente. Restos de madeira, pedaços de pedra e entulhos mais eram retirados por meio de arado de tração animal e o solo ficava apropriado para a semeadura. A semente em boa terra germina, cresce e frutifica. Há sempre mais frutos do que o que é semeado. Ainda que apenas um quarto das sementes produzam, ainda assim é suficiente para uma colheita farta e abundante!

Eis que o semeador saiu a semear...


Pastor Carlos Orlandi
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