segunda-feira, 11 de março de 2013

MARCOS FELICIANO E A COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS

Como todos sabem eu não tenho nenhuma relação com o pastor Marcos Feliciano. Na verdade eu sou um daqueles que discorda de sua teologia e doutrina, considerando os seus ensinos absolutamente antagônicos aos ensinamentos cristãos. Afirmo também que nunca votei em Feliciano e mesmo que morasse no estado de São Paulo, também nele não votaria, portanto, posso afirmar sem a menor sombra de dúvidas que ele não me representa no Congresso Nacional. Todavia, por questão de justiça, uso deste espaço para manifestar minha preocupação com a forma agressiva com que um número incontável de pessoas tem se dirigido ao deputado paulista.


Pois bem, o UOL publicou nessa manhã de segunda feira, 11/03/2013, que o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) foi alvo de nova manifestação na noite deste domingo (10). O protesto deu-se em Franca, no interior de São Paulo. Ao chegar a um dos templos de sua igreja, Feliciano foi recepcionado por 150 pessoas que munidos de cartazes, protestaram aos gritos contra a acomodação do religioso na presidência da Comissão dos direitos humanos.

Caro leitor, vivemos em um estado democrático de direito e todos possuem liberdade de manifestarem suas opiniões de forma decente e equilibrada, no entanto, confesso que me surpreendeu o fato de que 150 cidadãos saíram de suas casas para afrontarem o deputado-pastor em frente uma igreja evangélica. Ora, vamos combinar uma coisa? Isso poderia ser feito em qualquer lugar não é verdade? Mas, em frente a uma igreja em um horário de culto não, mesmo porque, isso infringe a constituição brasileira que afirma que o o local de culto é inviolável e que por lei está assegurado o livre exercício da religião. (Art. 5 inc.VI da Constituição Federal)

Interessante que poucos dias atrás, Renan Calheiros foi eleito presidente do Senado e nenhuma manifestação sequer parecida foi feita pela sociedade civil. Além disso no Congresso Nacional é possível encontrarmos todo tipo de gente presidindo comissões de maneira absurda, no entanto ninguém falou absolutamente nada.

Conforme afirmou Reinaldo Azevedo, Feliciano anteriormente já havia dito uma porção de tolices. "No entanto, acusá-lo, de racista e homofóbico por causa das suas declarações constitui um evidente exagero e serve para mascarar o preconceito de "antirreligiosidade". Isso também é manifestação de intolerância, afirmou Azevedo.

Prezado amigo, divergências fazem parte de um estado democrático e precisamos aprender conviver com elas. Progressistas e esquerdistas amam falar em tolerância. Em seus simpósios, congressos e conferências é comum encontrá-los dissertando sobre o tema, afirmando a necessidade de exercer paciência e benevolência com aqueles que deles divergem. Entretanto, basta com que alguém os critique, ou discorde do seu modo esquerdista de ser, que os tolerantes se transformam em intolerantes.

Pois é, tenho visto os defensores da tolerância reagindo com intolerância aos que pensam diferente. Nessa perspectiva, quando contrariados, os que deveriam ser tolerantes respondem aos conservadores "intolerantes" com ironia, deboche e desdém. Ora, tolerantes não pregam tolerância? Por acaso não deveriam ser os progressistas tolerantes? Por que será então que tolerantes não toleram ser contrariados?

Como afirmei anteriormente eu não votei em Feliciano, no entanto, se ele eleito foi, deve cumprir o seu papel sim, obedecendo assim as regras democráticas estabelecidas pela constituição do Brasil. Isto posto, sou contra a todo aquele que de forma arbitrária queira tirar Feliciano da presidência da comissão dos direitos humanos do Congresso Nacional.

Sinceramente eu gostaria de ver em alguns do povo brasileiro a mesma veemência em protestar contra o mensalão que cobriu de vergonha o país, ou contra a "privataria tucana", ou até mesmo contra os roubos e desvios financeiros feitos pelos "nobres"deputados que envergonham a nação brasileira. Ficaria feliz em ver a população saindo as ruas exigindo honestidade e decência por parte dos governantes, como também exigindo do Estado politicas publicas que tratem o tão sofrido cidadão brasileiro com respeito e dignidade.

Como cristão e ministro do evangelho tenho orado pelo Brasil rogando ao Deus Eterno que tenha misericórdia de nós e que abençoe essa nação bem como também todos aqueles que se encontram investidos de autoridade.
Em Cristo,

Renato Vargens
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