Massacre em Suzano: até onde jogos violentos podem influenciar a mente humana?

Semelhança entre assassino de Suzano  (direita) e personagem do jogo Free Fire  (esquerda) é notável. (Foto: Guiame) Autoridades ...

terça-feira, 20 de abril de 2010

A CRISE DE VALORES

Diante da realidade de crise em que se vive neste mundo de hoje, é importante que alguns valores sejam redefinidos e firmados. Isto se aplica a nós como pessoas, casais, famílias e em nossa vida comunitária. Proponho três características que devem estar presentes em nós e pelas quais devemos nos empenhar

PRIORIDADES

"Não deixe o que é urgente tomar em sua vida o lugar do que é importante"

Esta frase de Charles Hummel em seu livro "A Tirania do Urgente" pode ser um bom critério para avaliarmos aquilo que estamos fazendo. O Apóstolo Paulo ilustra esta questão de prioridades da seguinte maneira, em I Coríntios 9:26

"Assim corro também eu, não sem meta; assim luto, não como desferindo golpes no ar."

Afim de não ficar "desferindo golpes no ar" podemos colocar quatro prioridades gerais em nossas vidas e lutar por alcança-las:

A. Querer agradar a Deus

Mais importante do que ler a Bíblia e conhecê-la é ter o desejo sincero de agradar a Deus em tudo que fazemos. Muitas vezes queremos, como diz o ditado, "agradar a Deus e todo mundo" Obviamente que nem sempre vamos conseguir "agradar" naquilo que fazemos mas, como prioridade, devemos "querer agradar a Deus" como Paulo testemunha em I Tessalonicenses 2:4.
Este desejo de agradar a Deus também significa um envolvimento sério com a Bíblia, a Palavra de Deus. É dela que vem a orientação para tudo que devemos fazer como diz Hebreus 4:12,13.

B. Ser autêntico

Num mundo em que tudo acaba se "mascarando" de tal modo que se confunde a verdade com a mentira, o certo com o errado e o bom com o ruim, querer ser autêntico é um alvo invejável para a vida de qualquer pessoa ou grupo.
Novamente é o Apostolo Paulo quem nos serve de exemplo naquilo que escreve em I Tessalonicenses 2:5,6.
Ele era autêntico. Tinha tanta firmeza de caráter, que arrancou todas as máscaras e todos os envoltórios. O uso de máscaras tem inspirado pinturas, esculturas, teatro e festas, mas não deveria ser inspiração para nosso estilo de vida. Ao contrário do que acontece no primeiro exemplo do uso de máscaras, onde há alegria e satisfação, no segundo exemplo há tristeza e destruição.

C. Crescer espiritualmente

O verdadeiro crescimento espiritual é ser cada vez mais dependente da graça e do amor de Deus. Por isso o Apóstolo Pedro escreve: "Antes crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo..." (2 Pedro 3:18). Isso ele diz no final de sua segunda carta, depois de ter dado muitos conselhos e orientações ligadas à todas as áreas da vida pessoal, familiar e comunitária. "Antes crescei na graça".
O Apóstolo Paulo mais uma vez é exemplo na compreensão desta verdade. No seguimento do texto já visto de 2 Tessalonicenses, ele fala de seu ministério entre aqueles irmãos (v. 7 a 12a) e demonstra que ele crescia à medida em que sua obediência ao chamado de Deus o levava a depender cada vez mais do amor e da graça de Deus para que ele pudesse como "ama carinhosa" e "pai dedicado" exercer seu trabalho entre eles. Este homem culto e capaz, tem como prioridade uma atitude de amor e compaixão. Seu interesse não era apenas despejar uma carga de informação doutrinária e teológica sobre eles; não, ele queria dar-lhes o evangelho, mas também sua própria vida.

D. Deixar-se usar por Deus

Quando queremos que Deus nos use no seu trabalho é muito importante detectar onde e como podemos faze-lo. Também devemos saber a quem queremos nos dirigir. A Bíblia é a mesma em todas as épocas mas ela deve ser "contextualizada", isto é, ser apresentada para as pessoas de cada época e geração de tal modo que possam entende-la como Palavra de Deus.
Em I Tessalonicenses 2:12b e 13, o Apóstolo Paulo menciona este fato. A palavra que Paulo trazia não era dele, era de Deus. Em I Coríntios 9:19-23 Paulo descreve sua prioridade dizendo: "Fiz-me tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns" (v.22b).
Deixar-se usar por Deus significa também crescer no conhecimento da realidade em que vivemos e envolvimento com as pessoas que queremos alcançar. Isso significa compromisso

ENVOLVIMENTO

Um dicionário define "estar envolvido" como "ser participante, ter uma relação bem próxima, ter conexão, estar incluído".
Nessa compreensão temos pelo menos 4 áreas de envolvimento:
• nosso envolvimento com Deus
• nosso envolvimento com os membros da família
• nosso envolvimento com nossa comunidade de fé
• nosso envolvimento com o mundo no qual vivemos

No aspecto comunitário há exemplos importantes na Bíblia Sagrada. A palavra mais forte nas Escrituras é "comunhão", "koinonia" no original grego, cuja raiz tem o sentido de "comum". Um texto que nos ajuda no aprofundamento deste tema é Atos 2: 42-45.
O envolvimento mútuo daqueles cristãos tinha quatro características:
• era assumido por "todos"
• fortaleceu-os fazendo com que se mantivessem juntos nas dificuldades
• era genuíno e espontâneo, nunca forçado (ser autêntico - prioridades)
• aumentou seu sentimento de unidade e harmonia

Outro bom exemplo de envolvimento está nos textos de Romanos 12:9-16 e I Coríntios 12:20-27. Neste último texto descobrimos quais são as características do envolvimento:

• Espontaneidade - v.25

Quando Deus pede um envolvimento, não é um envolvimento forçado. Nunca é imposto, mas brota naturalmente. Não é uma ordenança feita sob legislação; não é uma obrigação imposta. Ocorre porque a pessoa deseja, não porque tenha que se envolver.

• Vulnerabilidade - v.26

Aquele que se envolve com os outros nunca assume o "papel" de "bonzinho e certinho". Não; ele é humano, vulnerável - está exposto a ferir-se, aberto ao ataque, a incompreensões e lesões. É uma pessoa sem defesas.

• Responsabilidade - v.27

Somos responsáveis uns pelos outros. Estamos ligados uns aos outros. Isto é confortante, levando-se em conta que vivemos num mundo de isolamento e anonimato, um mundo indiferente e preocupado consigo mesmo. Alguém nos ama. Alguém se interessa por nós. Alguém nota quando sofremos.

I. INCENTIVO

Quando pensamos no nosso envolvimento no reino de Deus sabemos que precisamos de incentivo. Estamos falando de estimular e ser estimulado. Isto é incentivo. É inspirar os outros, dando-lhes renovada coragem, ânimo e esperança. Quando incentivamos outros, nós os estimulamos a prosseguir, nós os encorajamos e reanimamos. Significa gratidão e aprovação. Quer dizer que, mesmo não conquistando o direito de receber gratidão (porque falhamos ou porque não realizamos determinado propósito), ainda assim podemos ser aceitos - e na verdade, é nessa situação que mais necessitamos disso.
Um texto bíblico que nos ajuda aqui é Hebreus 10:23-25. Nele vemos que temos de descobrir meios de nos estimularmos uns aos outros, para que tenhamos um amor mais profundo, de uns pelos outros, e um maior envolvimento para fazermos o bem uns aos outros.
É lógico que essa questão de incentivo não é apenas um sorriso e um tapinha nas costas. A palavra "admoestação" de Hebreus 10:25 tem a mesma raiz da palavra "Consolador", usada para descrever o Espírito Santo em João 14:26 e 16:8. É formada por duas palavras gregas: "kaleo" - chamar, e "para" - ao lado. Deus nos chamou para "estarmos ao lado" de pessoas e para ajudá-las. Enquanto alguns pensam apenas em "destruir" as vidas dos outros, nós podemos ajudá-las a "construírem" suas vidas.

"Um dos mais elevados deveres do ser humano é o do encorajamento... É muito fácil jogar água fria no entusiasmo de alguém; é fácil desestimular uma pessoa. O mundo está cheio de 'desanimadores'. Mas nós temos o dever cristão de estimularmos uns aos outros. Quantas vezes uma palavra de agradecimento, de gratidão ou de ânimo tem mantido pessoas de pé". (Do livro: Firme seus Valores - Charles)

Autor(a): PR. RICARDO GONDIM
Fonte: www.bibliaworldnet.com.br

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