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Mostrando postagens de Setembro, 2010

A ORAÇÃO DE JÓ

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No Capítulo 42 do livro de Jô, vemos o fechamento de uma história tremenda. Um homem sendo provado, atacado, testado em todas as áreas de sua vida: familiar, econômica, saúde, profissional, etc. Jô perde tudo, até o apoio de sua companheira (capítulo 2), mas não perde a fé que é seu sustentáculo. Ao final do livro, no capítulo supracitado, Jó ora a Deus. Esta oração piedosa, quebrantada de Jó nos ensina:
1. Deus trabalha em nossos corações para molda-los conforme a sua vontade: “Bem sei que tudo podes e que nenhum dos teus planos pode ser frustrado” (v.2). A oração nos revela o peso do coração de Deus. Antes do Senhor mudar as circunstâncias da nossa vida, Ele muda primeiramente nosso vida conforme seus planos. Não são os planos de Deus que são mudados pela oração, são nossas percepções da vontade de Deus. Antes de Jesus acalmar a tempestade que assolava o barco onde estavam os discípulos, Ele primeiramente acalma o coração deles!
2. É pela oração que a intimidade com Deus se aprofunda:…

TUDO TEM UM PREÇO

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O preguiçoso mete a mão no prato e não quer ter o trabalho de a levar à boca. Proverbios 19:24.
Pedro Lima, amigo de velhos tempos, contou-me que encontrou um camponês – dono de um bom pedaço de terra – sentado, fumando um cigarro de palha e queixando-se de sua terrível situação financeira.
– Aqui dá milho? – perguntou Pedro.
– Dá não, sinhô. – respondeu o camponês, com o seu sotaque típico do interior.
– Dá mandioca?
– Dá não, sinhô.
– Dá soja, feijão, alguma outra coisa?
– Dá não, sinhô.
– Mas você já plantou?
– Plantei não, sinhô.
Pode-se colher algo que não foi plantado? É possível passar a vida lamentando a triste “sorte” e esperando de braços cruzados que o “destino” seja misericordioso com a gente. “O preguiçoso mete a mão no prato”, afirma Salomão. Ele deseja, anseia, quer, sonha e espera, como todo ser humano. Vê o prato das oportunidades ao seu alcance. Contempla como os outros fartam-se com os manjares deliciosos da prosperidade, felicidade e do êxito. Ele até coloca a mão no prato, …

SEGREDO DE ESTADO

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Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai. Mateus 24:36
A data do Dia D – 6 de junho de 1944 – quando os aliados invadiriam a Normandia, na Segunda Guerra Mundial, era um segredo de Estado conhecido apenas por um pequeno grupo de estrategistas empenhados na derrota de Hitler.
De Gaulle, comandante francês, figurava entre aqueles que souberam antecipadamente em que momento se daria o desembarque. Um de seus mais íntimos auxiliares não conteve a curiosidade e perguntou-lhe quando seria o “Dia D”.
– Você é capaz de guardar segredo? – indagou o comandante? – Sem dúvida – jurou o subalterno. – Eu também – encerrou De Gaulle.
Cristo adotou uma atitude semelhante, quando os Seus discípulos Lhe perguntaram: “Senhor, será este o tempo em que restaures o reino a Israel? Respondeu-lhes: Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela Sua exclusiva autoridade” (At 1:6, 7).
Até lá a palavra-chave é: Vigiai


Postado por Carlos Orlandi

Posicionamento do Pr. Paschoal Piragine Jr sobre as eleições 2010.

CONTO KONKOMBA

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O CONTO: O LEÃO, O LEOPARDO, A PÍTON E O KINTANO
“Vivia em uma mata junto ao rio Molan um Leão idoso e sábio que, como líder dos animais que habitavam a terra, era grandemente respeitado entre todos. Devido aos longos anos de experiência em liderança, desenvolveu uma personalidade paciente, meticulosa, vagarosa, quase beirando a contemplação. Entretanto, era por demais ouvido entre todos quando se levantava pensativamente de sua moita favorita usualmente dizendo: ‘Creio que sei o que deve ser feito!’ Até seus rivais que o criticavam pelo seu jeito pacificador de ser, enxergavam nele uma fonte de sensatez.
Havia apenas um pequeno e quase imperceptível defeito em sua personalidade o qual, por tão pequeno, não era por ninguém visto como erro, mas sim como uma excentricidade, ou ‘até uma virtude’ - diziam muitos: o Leão odiava sujeira! Lama, restos de comida ou uma simples poeira o deixava irritado e descontente. Não chegava a ser, entretanto, suficiente para nenhuma discórdia ou discussão.…

NÃO HÁ MORTE SEM DOR!

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UMA VISÃO ANTROPOLÓGICA SOBRE A PRÁTICA DO INFANTICÍDIO INDÍGENA NO BRASIL - by Ronaldo Lidório
NÃO HÁ MORTE SEM DOR!
Neste artigo pretendo abordar o infanticídio indígena como fato social e expor as teorias antropológicas que fundamentam as idéias de apoio e oposição a tal prática no meio acadêmico. Farei uma tentativa de olhar também para o fato em si, do ponto de vista humano, daquele que o pratica ou experimenta, suas razões e cenário. Por fim darei sugestões sociais para sua interpretação e possíveis reações, através de um diálogo construtivo.
Infanticídio vem do latim infanticidium e significa objetivamente “morte de criança” nos primeiros anos de vida. Ao longo da história, foi aplicado a ambientes de morte induzida, permitida ou praticada, pelos mais variados motivos, normalmente sociais e culturais.
Fortes expõe a prática do infanticídio entre os Gauleses, nos primeiros séculos, como forma de regular o equilíbrio numérico entre os clãs[i] e, após quase 2 milênios compara tal prát…

SER PASTOR HOJE

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Reflexões sobre o pensamento de Eugene H. Peterson acerca da vocação pastoral
Nos últimos quatro anos, tenho sido tremendamente impactado pelos escritos de um pastor presbiteriano chamado Eugene H. Peterson. Ele tem sido, para mim, uma espécie de mentor em minha jornada de descoberta da vocação pastoral, em meio a tantas outras vozes com suas idéias e propostas altamente sedutoras. Este texto é fruto de minhas anotações sobre algumas de suas idéias. Assim, achei que seria interessante compartilha-lo, tanto para reflexão de outros, como para provocar a discussão sobre o que realmente significa “ser pastor”. Em minha opinião, a discussão deste assunto é hoje uma questão de vida ou morte, não somente para aqueles que desempenham o ministério pastoral, como para as igrejas que são por eles pastoreadas.
Entre Domingos:
Aos domingos, a vida pastoral até que não parece ser tão difícil. Afinal, tudo está relativamente em ordem, da liturgia ao sermão, do boletim ao coral e todas as pessoas, bem a…

AINDA QUE OS ANJOS DOS ABISMOS TENHAM SIDO SOLTOS!!!!

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“e tinham sobre eles, como seu rei, o anjo do abismo, cujo nome em hebraico é Abadom, e em grego, Apoliom” (Apocalipse 9.11)
Estamos em tempos de eleição no Brasil. Curiosamente minha caixa de e-mails tem sido abarrotada de mensagens contras alguns candidatos que estão sendo pintados como os anjos (demônios) do abismo. Tal candidato tem pacto com satanás, outro candidato não teme a Deus, fulano é isso, beltrano é aquilo...
Fico impressionado com o pânico de alguns ditos cristãos com algumas destas informações, como se à vontade de Deus só pudesse ser feita se eleito fosse um candidato evangélico. Aliás, penso eu, que se dependesse de candidatos evangélicos para alguma coisa, Deus estaria frito, e a igreja de Jesus, sepultada. Pois com raras e honrosas exceções os que estão por ai, em nome dos evangélicos são incompetentes, mercenários e com posturas impróprias da santidade de Deus.
Penso que Deus nunca dependeu de homens ou mulheres para governar a história e não será desta vez. Quando E…

RESITINDO À TENTAÇÃO

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“Ora, na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até o sangue” (Hebreus 12.4).
Na caminhada cristã somos tentados a ceder inúmeras vezes, diante das proposições do mal. Muitas destas proposições malignas se nos apresentam de maneira sutil e capciosa; outras vezes, de maneira invasiva, afrontadora e agressiva. Mas, pela Palavra de Deus entendemos que tanto em uma situação quanto em outra, a postura cristã é a mesma: Resistir! O autor da epístola aos Hebreus usa desta expressão para nos desafiar a uma ação intensa de resistência ao mal. Da história da igreja vem um exemplo de como esta resistência ocorria nos anos de ascetismo.
“Benedito da Núrsia, monge nascido em 480 da era cristã, viveu em uma pequena aldeia italiana – Núrsia. Quando tinha aproximadamente 20 anos, Benedito se retirou para viver sozinho em uma caverna, onde dedicou sua vida ao ascetismo”.
Contudo, o fundador do movimento beneditino, se viu dominado por uma tentação carnal. Seu busca por um caráter santo e …