domingo, 24 de julho de 2011

GAYS versos EVANGÉLICOS?

Levando em consideração o maior tamanho da avenida paulista, veja as contas como ficariam 
2.500 m de comprimento X 100 m de largura = 250.000   
4.000.000 milhões de pessoas dividido por 250.000 m² = 16 pessoas por metro quadrado sera que caberia?
Multidões e multidões
Milhões na Marcha Evangélica, milhões na Parada Gay. A imprensa aceita os números, em geral, atribuídos à Polícia Militar (por algum motivo estranho, jornalista acredita que os soldados da PM são peritos em calcular multidões). Só há um problema: na Avenida Paulista não cabem milhões de pessoas.
O estudante de jornalismo José Antônio Rodrigues, 24 anos, mediu a Avenida Paulista [ver remissão abaixo]: tem 2.500 metros de extensão e 51 de largura, incluindo as calçadas. São 127.500 metros quadrados. Uma multidão extremamente compacta tem seis pessoas por metro quadrado (faça o teste: é preciso apertar-se muito para caber). A Paulista, compactamente lotada, recebe 765 mil pessoas. Mas não é assim: as passeatas começam em frente ao prédio da Gazeta e vão para a Rua da Consolação, a 1.600 metros de distância. São 81.600 m², onde caberiam 469.600 pessoas. Caberiam, mas não cabem: as últimas passeatas "de milhões de participantes" ocuparam uma pista, apenas. Reduza-se, assim, o número milionário à metade.
Claro que as passeatas não são estáticas: há gente chegando, gente saindo, grandes grupos nas ruas transversais. Mesmo assim, se na principal via da passeata cabem 235 mil pessoas, em situação de amontoamento, como é que se chega ao cálculo de milhões? Este colunista sabe a resposta: chutando.
Rodrigues estuda jornalismo e pretende fazer jornalismo na avenida: esteve nas passeatas com uma equipe e está elaborando um informe sobre o número real de participantes – aquilo que a imprensa deveria fazer e não faz. Se quiser recebê-lo, escreva para (jornalismoinvestigativo@yahoo.com.br). É de graça.



Mar aberto

Há muitos e muitos anos, a Folha de S.Paulo publicou manchete informando que dez milhões de japoneses emigrariam para o Brasil. O esplêndido chefe de reportagem Adilson Laranjeira chegou de manhã cedinho, viu a manchete e fez a pergunta fatal: "E como é que eles virão? Nadando?"
A Marcha Evangélica e a Parada Gay enfrentam um problema semelhante: em ambos os casos, as multidões da imprensa superam fartamente a capacidade do sistema de transportes. As quatro linhas do Metrô, juntas, transportam em dias úteis 1 milhão e 700 mil pessoas. Como é que esse povo todo volta para casa?
Boa notícia
De qualquer forma, a cobertura da Parada Gay trouxe um ponto positivo: além dos aspectos folclóricos e das matérias de comportamento, a imprensa abriu espaço à manifestação, sem preconceito, na Economia. A Parada Gay é um fenômeno que não pode ser ignorado no desempenho da economia paulistana.

Por Carlos Brickmann em 31/05/2005 na edição 331
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