terça-feira, 23 de agosto de 2011

Perdoar não é permitir

Angélica é uma mulher que gosta muito de orar. Ela vai a todas as reuniões de oração e passa um aspecto de mulher vencedora e feliz. Só que na realidade, essa vitória é apenas aparente.
Trabalhando em uma fábrica, Angélica mantém seus três filhos do primeiro casamento e os dois filhos do marido com outra mulher.
Como se não bastasse, ela carrega mais uma carga. Seu marido, um homem novo, forte e bonito, é um viciado que todas as noites se fecha no banheiro e contagia a sua pequena casa com o cheiro da droga.
Não posso imaginar o que será daquelas crianças no futuro, convivendo com tudo isso. Nem mesmo o que Angélica fará futuramente, pois essa vida de escrava que está levando não tem libertação, a menos que ela perceba que perdoar não é permitir. Em Romanos 12.12 lemos:

Regozijai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração perseverantes. Rm 12.12

Angélica tem sido perseverante na oração, mas tem confundido paciência na tribulação com permissividade. Ela jamais deveria permitir que seu marido colocasse toda sua família em perigo. Mas sua situação é realmente difícil, ela tem perguntas, tais como:
- Para onde ir?
- E se ele me matar, o que vai ser desses meninos?
Nessa incerteza, Angélica vai se tornando anestesiada pelo sofrimento, lesada em seus sentimentos, e com medo de dar o passo certo.
Não sei muito bem como tudo isso começou, mas com certeza não foi de uma vez. A permissividade vai entrando devagar e ocupando espaços cada vez maiores. Se essa mulher tivesse tomado atitude na primeira vez que ele usou a droga, talvez hoje ela não seria escrava, mas as mulheres têm o hábito de se achar tão poderosas a ponto de poder mudar a pessoa com a qual convive, e nessa pretensão, estão cada vez mais presas nos emaranhados que a vida lhes têm oferecido.
É preciso um constante confronto de vida e de valores para que o pecado não seja permitido dentro de nossa casa.
Agora Angélica precisa continuar perseverante na oração, esperando por um escape a qualquer momento.
Minha sugestão é que você esteja sempre pronto a perdoar, mas que também esteja disposto a confrontar o pecado. Pecado é realmente um grande problema. Não podemos, com nossa atitude complacente, permitir que ele nos escravize.
Fonte:ministerioelo.com.br
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