quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Idolatria Evangélica "Neognosticismo"

Observando o evangelicalismo popular brasileiro, mais conhecido como "zoológico gospel", podemos identificar muitas aberrações e zombarias com aquilo que chamamos de sagrado. É impressionante como Satanás tem procurado enganar os cristãos, conduzindo-os para longe da pureza e da simplicidade encontradas em Cristo, que é todo suficiente ( II Cor 11.3), e sempre tem encontrado pessoas dispostas a renegar a verdade em troca de qualquer coisa nova e incomum. Buscar algo mais é como bater freneticamente numa porta, a procura do que está lá dentro, sem perceber que você tem uma chave em seu bolso para abrir a porta.

Uma das primeiras negações a suficiência de Cristo foi o gnosticismo, uma seita que surgiu nos primeiros quatro séculos da história da igreja. Criam que possuíam um nível de conhecimento espiritual mais elevado do que o crente comum e que esse conhecimento secreto era a chave para a iluminação espiritual e salvação. Tal heresia levou muitos na igreja a buscarem um conhecimento oculto, além daquilo que Deus já tinha revelado em sua Palavra e através de seu Filho.

O gnosticismo, na realidade, nunca morreu. Traços de sua influência tem infectado a igreja através de sua história. Atualmente, uma tendência neognóstica de se buscar conhecimento oculto vem ganhando uma nova influência e trazendo consigo resultados ruins. Isso acontece em ambientes (igrejas) onde são toleradas uma doutrina imprecisa e uma negligente exegese bíblica. Tais fatos levam as pessoas a buscar algo mais que a simples suficiência que Deus providenciou em Cristo. Hoje, como nunca antes, a igreja tem se tornado negligente e atordoada quanto a verdade bíblica, e isso a tem conduzido a uma busca sem precedentes pelo conhecimento oculto. Isso é neognosticismo.

Um dos problemas do neognosticismo é o pragmatismo, ou seja o fim justifica os meios, mas será que justifica mesmo? As igrejas, em seu zelo por atrair incrédulos, estão incorporando quase todo tipo de entretenimento. Trata-se de uma tentativa de alcançar seus objetivos espirituais através de uma metodologia humana e carnal e não por meio do poder sobrenatural.

Essa questão nos leva a uma outra palavra chave, chamada: Idolatria Evangélica.

“ Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele. Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo”. 1 Coríntios 3:10-11.

Muitos evangélicos entendem como idolatria apenas o fato de pessoas adorarem imagens de escultura, motivo esse que sempre foi principal ponto de divergência com os católicos. No entanto temos visto tantos absurdos nas igrejas Evangélicas que podemos questionar até que ponto a IDOLATRIA, ainda que de forma diferente, têm sido uma realidade assustadora entre nós?

O QUE SERIA IDOLATRIA?
Adoraração a imagens? Certamente não!IDOLATRIA é tudo aquilo que “substitui” a suficiência da Pessoa de Jesus Cristo e sua Palavra.

A referência bíblica supracitada Paulo nos ensina que ninguém pode lançar outro fundamento além do que já foi posto, que é Cristo. Quando passamos a lançar outros fundamentos que não seja Cristo Jesus, logo estamos tentando substituí-lo e por isso nos tornamos IDÓLATRAS.

As igrejas evangélicas não possuem imagens de “santos” nem de outros deuses, mas praticam a idolatria devido a tantos outros “fundamentos” que se têm lançado. Não é a toa que Paulo alerta: “Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo.” II Cor 11:3 .

Como nós evangélicos temos nos afastado da simplicidade que há em Cristo. Nós já temos, em Cristo, tudo que precisamos para enfrentarmos qualquer provação, tentação, dificuldade com as quais possamos nos deparar nesta vida. Mesmo o recém convertido possui recursos suficientes para cada neceissade espiritual que possa ter. A partir do momento da salvação, cada cristão está em Cristo ( II Cor.5.17), e Cristo está nele (Cl.1.27). O Espírito Santo habita no cristão (Rm 8.9), e o cristão é seu santurário (I Cor 6.19). Portanto, cada cristão é um depósito de riquezas espirituais divinamente outorgadas. Nenhuma outra coisa (segredo oculto, doutrina) pode levar o cristão a um nível mais elevado de vida espiritual. (II Pe.1.3)

Ocorre que se tem lançado tantos outros fundamentos fora de Cristo e por isso, muitos de nós se tornado idólatras. Podemos constatar isso mediante aos falsos ensinos e heresias que estão se alastrando dentro das igrejas. Se pregam por aí, tantas “abobrinhas e chuchus", valendo-se de passagens bíblicas fora de contexto e interpretações equivocadas. Até parece que o sacrifício vicário de Jesus Cristo não há mais valor, pois damos mais espaço para outras formas de redenção e justificação.

Como se tem induzido o povo a confessar os seus pecados cometidos desde a infância, e aonde fica nossa total redenção conquistada lá na Cruz? E o perdão e a vida nova em Cristo ? Não existe mais? O que falar do ensinamento que devemos nos “judaizar”; tocar shofar; guardar os sábados; adorar réplicas mal feitas da arca da aliança, como se o véu do santuário não estivesse rasgado e como se o Santo dos Santos já não estivesse aberto para nós - através do sangue de Cristo.

A Bíblia é bem clara e nos nos revela as maravilhas de Deus através de Jesus, porém muitos preferem os rituais e as técnicas e tantos outros fundamentos fora do Salvador.

“E o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo”. Mc 15:38

“Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, PELO SANGUE DE JESUS, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é , pela sua carne;” Hb 10:19-20.

Como se fosse pouco a barbaridade de tentar anular a Graça e lançar o fundamento da lei, muitos corrompem o Evangelho e acentuam a ganância do homem lançando outro fundamento, que é a cobiça.

A teologia da prosperidade tem colocado dentro das igrejas um altar para o deus da riqueza, Mamom. Toda sorte de barganhas e negociações têm sido ensinada aos cristãos, inclusive atribuindo o tamanho da “bênção de Deus” aos bens materiais que se possui, como se nossa herança não fosse eterna.

Inúmeros amuletos e elementos de idolatria também têm sido valorizados em nosso meio, como se esses, em si mesmos, possuíssem poder para liberar bênçãos divinas. Podemos iniciar a lista dos patuás gospel com o “óleo ungido”, atual água benta dos evangélicos, utilizado como “ativador” de unção e milagres, vendidos de várias formas em pequenos vidrinhos com instruções para “ungir” paredes, portas, comida e até cuecas dos maridos mais assanhados.

Na onda do sincretismo religioso, encontramos também as pulseiras proféticas, saquinhos milagrosos contendo areia da terra santa, garrafinhas com água do Rio Jordão, fogueiras santas, rosas ungidas, sal grosso, sabonetes da cura, a chave que abre portas e tantas outras práticas ocultistas e supersticiosas com roupagem evangélica. E o que falar da meia do "apóstolo Valdomiro"? Não há o que falar, só se lamentar por tamanha ignorância e meninice desse homem. Que tal trocarmos as meias desse homem pecador, pelo sangue de Cristo Jesus, que é gratuido? Esse sim poderoso e milagroso.

“Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho; O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema.” Gálatas 1:6-9

Submeter-se a vontade de Deus é a pedra fundamental da vida cristã. Pense nisso!

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