terça-feira, 16 de outubro de 2012

Onde está teu irmão?

Em outubro de 2001, Deus me concedeu a rica oportunidade de participar do 3º Congresso Brasileiro de Missões (CBM), realizado na cidade de Águas de Lindóia, SP. Foi enriquecedor ter estado lá. Pude ouvir várias ministrações que me desafiaram como pastor de uma igreja local a realmente procurar envolver a nossa comunidade na obra de missões mundiais.

Uma das palestras que mais me chamou a atenção foi proferida por um pastor indígena chamado Luiz Bittencourt. Depois de contar várias de suas experiências missionárias e depois de compartilhar da Palavra de Deus com os presentes, o querido pastor em questão leu ainda um texto que incomodou não só a mim, como também, creio eu, todos os presentes. O texto é Gênesis 4.9, que diz: “Disse o Senhor a Caim: Onde está Abel, teu irmão? Ele respondeu: Não sei; acaso, sou eu tutor de meu irmão?”. O pregador aplicou este texto, fazendo referência ao fato de que os povos indígenas brasileiros não alcançados pelo evangelho são nossos irmãos, são brasileiros também, e Deus nos questiona: “Onde está teu irmão igreja brasileira? Onde estão teus irmãos indígenas, que são teus vizinhos e ainda não foram alcançados pelo evangelho?” 

Todavia, depois de ouvir esta palavra eu fiquei refletindo no fato de que, em certo sentido, esta palavra não se aplica apenas aos povos indígenas brasileiros. Esta palavra se aplica a cada povo não alcançado da face da terra, pois, em última análise, somos todos irmãos, somos todos iguais, criados todos pelo mesmo Deus, feitos à Sua imagem e semelhança, independentemente da cor da nossa pele, do idioma que falamos, da roupa que vestimos ou da cultura que temos! Somos todos irmãos! E Deus continua perguntando àqueles que já fazem parte de sua igreja, àqueles que já têm desfrutado da gloriosa salvação que há em Cristo Jesus: “O teu irmão, onde está?” E nós, como igreja, temos somente duas opções de resposta.

Primeira opção: assumir a nossa responsabilidade como igreja e não medir esforços para que, da maneira que nos for possível (mesmo que fazendo aparentemente pouco), obedeçamos à grande comissão de Jesus que é: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16.15).

Segunda opção: podemos imitar Caim, que foi completamente indiferente à pergunta que Deus lhe fez, dizendo: “… acaso, sou eu tutor (guardador) de meu irmão?”. A pior resposta que alguém pode dar a Deus é a indiferença. Pior ainda, em minha opinião, do que uma resposta negativa direta. Mas antes de imitar Caim, talvez devamos pensar no que Deus disse a Ezequiel: “Quando eu disser ao perverso: Certamente, morrerás, e tu não o avisares e nada disseres para o advertir do seu mal caminho, para lhe salvar a vida, esse perverso morrerá na sua iniqüidade, mas o seu sangue da tua mão o requererei” (Ez 3.18). Deus nos está chamando para uma grande obra. Não vamos e nem podemos resolver todo o problema missionário do mundo, mas certamente podemos contribuir com o avanço da proclamação da Palavra de Deus entre as nações. Não fique indiferente. Abrace esta visão. Abra o seu coração e deixe-o pulsar na mesma intensidade que o coração divino, pois Missões está no coração de Deus!

Pr. Ronaldo Guedes Beserra
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