terça-feira, 8 de janeiro de 2013

“A TERRA ESTÁ CHEIA DA BONDADE DO SENHOR...” (Salmo 33.5)

Esta expressão é tremenda quando iniciamos mais um ano. Afirmo isto pelo que vi, ouvi e li das retrospectivas que marcaram o ano anterior – “Só desgraças, tragédias, confusões e problemas de todo tipo”. Quando se acompanha tais retrospectivas a impressão que se tem é que o dito bíblico é enganoso. A terra, na verdade, está é repleta de desgraças!

Mas quando olhamos para vida, para o ano, para a terra de uma forma geral, com os olhos de quem conhece a misericórdia de Deus, não há outra expressão a proclamar, senão esta: “A terra está cheia da bondade do Senhor!”

Muito provavelmente este é um Salmo composto por Davi, ainda que não se faça referência ao seu nome no cabeçalho. Todavia este Salmo vem entre dois outros salmos escritos pelo mesmo autor. Davi não viveu dias apenas de glória e alegria. Davi não viveu dias tão somente de vitórias e triunfos. Davi viveu dias de adversidades, dias em que precisou esconder-se no deserto, pois sua vida corria risco de morte. Dias em que necessitou fingir-se de amalucado na presença de outros reis. Dias de exílio entre montanhas desérticas nos quais desejou abastecer-se das águas dos poços da cidade. Como um homem com uma vida tão tumultuada poderia dizer que “a terra está cheia da bondade do Senhor ?”

O Evangelho de João faz menção de sete sinais realizados por Jesus em seu ministério terreno. O penúltimo destes sinais - a cura de um cego de nascença (João 9), pode nos ajudar a entender isso. Neste milagre, Jesus nos mostra que o pior cego é aquele que não quer ver! Jesus e seus discípulos encontraram-se com um homem cego de nascença. A indagação dos discípulos, que bem pensavam enxergar tudo, era sobre o pecado: Quem pecou, ele ou seus pais. Jesus imediatamente os contradiz. Nem ele e nem seus pais...mas foi para que nele se manifestassem as obras de Deus (Jo 9.3). Jesus cura o cego que passa a ser levado de um lado para o outro.

- Primeiro são os vizinhos (v.8). Eles vêem, mas não aceitam que era ele. Parece com ele, mas o que conhecemos era cego.

- Depois são os fariseus, religiosos e senhores da fé daqueles dias. Não pode ser de Deus, pois foi curado no sábado (v. 13-16)

- Os judeus seguiam pelo caminho da incredulidade (v.18-19). Preferível era negar o fato, duvidando que ele nascera cego, do que aceitar a manifestação da bondade do Senhor.

- Trouxeram então os pais do rapaz curado (v.20). Estes ameaçados pela pressão dos religiosos, escamotearam a resposta declarando: Ele é maior de idade, pode responder por si mesmo... mas o fizeram movidos pelo medo que os cegava.

Por fim temos o que fora cego, que revela um fato tremendo – Era o único que na verdade enxergava! Os religiosos o provocaram dizendo – “Dá glória a Deus, este homem é um pecador. Ao que o cego afirma: Se era pecado não sei, só sei que eu era cego e agora vejo... e que Deus não atende a pecadores... mas desde que há mundo, jamais se ouviu que alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença. Se este homem não fosse de Deus, nada poderia ter feito”. (v. 24-33)

O único que via de verdade, era aquela que havia sido visitado pela graça e misericórdia de Deus. Quando lemos a vida com as lentes da graça, só há uma declaração a ser feita: “A terra está cheia da bondade do Senhor!”

Não permita que as pressões do dia a dia te empurrem a uma leitura terreal da vida. Não aceite que os medos, o passado, as influências sociais pautem sua vida. Leia a história com os olhos da misericórdia de Deus e perceberás, em cada canto, em cada pessoa, em cada gesto que a terra está cheia da bondade de Deus! Bom inicio de 2013, sustentados e guiados pela bondade do Senhor!

Pr Carlos Orlandi Jr 


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