segunda-feira, 29 de julho de 2013

Elias: Um Homem, de Heroísmo e Humildade - Charles Swindoll

A história menciona poucos relatos de personagens que se destacaram em seu momento histórico por reunirem duas virtudes aparentemente paradoxais: o heroísmo e a humildade. Elias, um homem simples e provindo de uma pequena cidade quase que desconhecida, integra esse seleto grupo de personalidades. Em Elias: Um Homem, de Heroísmo e Humildade, Charles Swindoll consegue explorar com rara habilidade a fascinante vida de Elias como profeta de Deus, sem contudo encobrir sua fraqueza humana. Trata-se de um retrato fiel e honesto de um homem comum que Deus transformou em seu porta-voz para confrontar a idolatria e o mal reinantes numa sociedade que se esquecera do verdadeiro Deus e perdera o rumo por falta de uma liderança piedosa e equilibrada. Embora Elias tenha se tornado um poderoso instrumento divino de confrontação e um grande homem de Deus, convicto do poder de seu Senhor, não deixou de ser também humano, com as falhas e fraquezas que o caracterizam. Por isso, embora tenha sido capaz de um ato heroico que poucos homens empreenderiam - especialmente sozinhos momentos depois esse grande profeta de Deus correu e escondeu-se como um menino assustado, temendo as represálias de uma mulher. No entanto, Elias revelou-se um homem valioso para Deus, pois era humilde o suficiente para curvar-se à vontade de seu Senhor, sem jamais desobedecer-lhe, independentemente da missão que lhe era confiada.

Dr. Charles R. Swindoll é pastor e presidente do Seminário Teológico de Da/las. É autor de mais de 40 livros, entre os quais vários bestsellers. Ele e sua esposa, Cynthia, moram na cidade americana de Dallas, Texas.

DEDICATÓRIA

Desde que comecei minha carreira de escritor em 1975, tenho buscado dedicar cada um de meus livros à pessoa que melhor se encaixa no perfil do tema abordado. E adequado, portanto, que eu dedique este volume àquele que era um excelente modelo das características que descrevo aqui: o falecido e grande Thomas Wade Landry 1924-2000. Este senhor gentil e cristão exemplar não foi apenas jogador e treinador de futebol americano de nível internacional, mas também integrou por 23 anos nosso Corpo de Membros Associados do Seminário Teológico de Dallas. Foi meu amigo de longa data e um de meus heróis pessoais mais estimados. Digo a todos que o mundo foi um lugar melhor para se viver enquanto ele esteve entre nós. Todos nós sentiremos a falta deste legítimo exemplo de heroísmo discreto e de humildade.

INTRODUÇÃO

Elias, um homem de heroísmo e humildade
com uma vívida lembrança de cenas militares em mente, vejo-me atraído àqueles que têm bom desempenho sob a pressão da batalha. Algumas batalhas provocam-me maior interesse que outras. Por alguma razão, por toda a minha vida adulta tenho me intrigado com os líderes americanos que se mantiveram firmes durante o conflito mais triste e sangrento de nossa nação: a infame Guerra entre os Estados ou também chamada de Guerra Civil. E difícil imaginar a enormidade da tensão que atormentou os corações daqueles bravos soldados e homens de Estado que, mesmo engajados na guerra, perceberam que o inimigo era ninguém mais senão os próprios compatriotas americanos... em alguns casos, aquele que fora um amigo próximo, ou até mesmo membros de uma mesma família. Dentre os muitos deste período de nossa história, nenhum soldado tem maior destaque que Robert E. Lee, um impecável modelo de caráter e, hoje, de admiração universal. A simples menção de seu nome traz à mente o termo “cavalheiro” . As virtudes e os defeitos dos contemporâneos de Lee, tanto do Norte quanto do Sul - Davis, Longstreet, Grant, Scott, Pendleton, Sherman, Stuart, McClellan, Hood e até mesmo Lincoln — são questionáveis.Isso não acontece com Lee. De algum modo ele escapou da censura e da crítica. Nas mentes daqueles que estudam seriamente a Guerra Civil, ele continua sendo um excelente modelo de pelo menos duas qualidades de caráter raramente encontradas numa mesma pessoa, em especial num grande líder: heroísmo e humildade. Embora de caráter enérgico, aquele homem permaneceu sensível de alma. Em seu excelente livro Call ofDuty: The SterlingNobility ofRobert E. Lee, J. Steven Wilkins capturou um instantâneo daqueles traços contrastantes no calor da batalha de Petersburg, onde Lee se viu diante de fogo intenso. Ordenou que os homens a seu redor buscassem abrigo e, então, embrenhou-se no campo de batalha para pegar um filhote de pardal que havia caído de uma árvore. Lee seguiu seus homens somente depois de ter colocado o pássaro de volta em seu ninho.1 Lee não era general de ficar atrás da linha de batalha. Preferia correr perigo, munido de um imperturbável espírito de invencibilidade. Ele cumpriu sua missão - e fez muito mais que isso - diante do medo. Calmo e confiante, ele conduziu sua vida de modo seguro, debaixo da sempre providencial mão de Deus, em quem ele confiava com inteireza de coração. Ao mesmo tempo que não rejeitava um chamado para lutar por aquilo que ele realmente cria ser o certo, nunca chamava atenção para si mesmo ou fazia uso da pompa e do prestígio de sua patente ou posição, nem buscava o aplauso de seus admiradores.

Quando olho para o alvorecer deste século XXI, pergunto a mim mesmo: “Onde se encontra este tipo de líder nos dias de hoje?” Inflexivelmente forte, mas cheio de autocontrole. Disciplinado, mas perdoador. Audaciosamente corajoso, mas gentil. Heroico no calor da batalha, mas humilde depois de seu final. É senso comum que existem alguns homens e mulheres assim, mas há um lado triste dessa constatação: a lista é tragicamente curta. Uma das maiores esperanças que tenho em meus últimos anos de vida é encorajar mais e mais pessoas a engrossar as fileiras dos líderes semelhantes a Lee. Isso, mais do que muitas outras coisas, tem sido minha motivação para pegar uma caneta e retomar à série Heróis da Fé para retratar a vida de um personagem bíblico. Só consigo pensar em alguns poucos que possam servir de modelo desses valiosos traços mais fortemente que Elias, cujo chamado foi qualquer outra coisa, menos calmo e livre de conflitos. Apesar disso, como estamos prestes a descobrir, aquele homem tipificou o verdadeiro heroísmo e a genuína

humildade no meio da incansável pressão da batalha.
No entanto, antes de começarmos, permita-me fazer uma pausa e expressar minha gratidão àqueles que desempenharam papéis importantes na elaboração deste volume. Enquanto a pesquisa e a redação do livro foram minhas, sou devedor a três outras pessoas que tomaram meu trabalho, composto apenas por palavras, e lhe deram asas, de modo que ele pudesse ir muito além das paredes levantadas pelo meu estudo. Primeiramente, minha atenciosa e visionária editora, Judith Markham, auxiliada por Mary Hollingsworth, as quais me ajudaram muito na finalização do manuscrito para publicação, e Julie Meredith, minha auxiliadora nas autorizações e nos direitos das notas. Essas mulheres diligentes e competentes merecem uma longa salva de palmas, em pé.

Também preciso agradecer a alguns colegas que já me ajudam há bastante tempo na área de publicações: Joey Paul e Lee Gessner, da Word Publishing. Esses dois homens, mais que quaisquer outros que eu possa mencionar, permaneceram como fontes de energia, determinação e confiança encorajadora nos momentos em que o projeto lutava para continuar vivo. A disposição de Joey em ajustar sua agenda em função de minha infindável lista de exigências adicionou graça a um projeto que, de outro modo, teria sido opressivo, também me trazendo grande alívio. E um prazer publicar livros por meio de um empresa tão bem dirigida por homens como estes. Por fim, quero reconhecer o apoio dado nos bastidores por vários grupos de amigos próximos e familiares que oraram por mim e que me amam. Refiro-me ao corpo docente, à administração, à liderança executiva e ao Corpo de Membros Associados do Seminário Teológico de Dallas, aos diretores da Insight for Iiving, aos anciãos, diáconos, diaconisas, diretoria, pastores auxiliares e congregação da recém reformada Comunidade de Stonebriar na cidade de Frisco, Texas, e aos membros de minha família (sem deixar de lado meus dez fabulosos netos!), incluindo minha esposa, companheira de 45 anos, Cynthia. Não haveria outra maneira — repito, não haveria outra maneira — de cumprir os prazos (e manter minha sanidade!) sem o consistente apoio intercessório dessas pessoas queridas a quem eu devo muito e com quem desfruto de um relacionamento de harmonia, lealdade e amor. Todas as pessoas aqui mencionadas se juntam a mim na esperança de que Deus use meus pensamentos expostos em Elias, Um Homem de Heroísmo e Humildade para estabelecer profundamente em seu íntimo um desejo de lutar com firmeza por aquilo que é certo, ao mesmo tempo que se humilha diante de Deus, aquele que é digno de toda a nossa confiança e obediência. Em um mundo que perdeu o rumo - em parte pela falta de uma liderança piedosa e equilibrada — sentimos, mais do que nunca, a necessidade de ter alguns Elias - tanto homens quanto mulheres - que não tenham medo de viver corajosamente diante de seus colegas enquanto caminham humildemente com seu Deus. Chuck Swindoll Dalias, Texas, EUA

Extraído do livro
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

NOSSA PAGINA

VOCÊ ESPECIAL

GOOGLE +