sábado, 7 de setembro de 2013

Lição 11: Uma vida cristã equilibrada.- Qualidades para uma Vida Cristã Equilibrada

O controle da mente pelo Espírito Santo propiciará a ocupação de pensamentos sadios. Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.
O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco. Ora, muito me regozijei no Senhor por, finalmente, reviver a vossa lembrança de mim; pois já vos tínheis lembrado, mas não tínheis tido oportunidade. (Filipenses 4.8-10)

Na escritura dos versículos 8 a 10 temos, na verdade, um complemento da Carta, uma vez que no versículo 7 ele dá a impressão de estar concluindo. A mente de Paulo foi despertada por alguns pensamentos que não podia deixar de comunicar com a igreja de Filipos Não eram pensamentos comuns, mas pensamentos que tiveram a contribuição e inspiração do Espírito Santo. O autor Lindolfo Weingartner, teólogo luterano, escreveu sobre esse texto o seguinte: “Ele não prega nenhum ‘poder da mente’, pois ele sabia que a mente humana é tão somente um campo de batalha no qual Cristo obteve a vitória e no qual agora reina a paz”. Precisamos saber que a vida em Cristo significa mudança de pensamento. Antes, sob a égide da carne, mas agora, sob o domínio do Espírito.

O cristianismo é uma religião de princípios que regem os cristãos no comportamento cotidiano, em relação às pessoas, na igreja, na família, na sociedade e em relação a Deus. Paulo apresenta uma lista de virtudes que deixam de ser meras prescrições e exigências que emanam de um código de leis, mas são virtudes que surgem espontaneamente numa vida transformada pelo evangelho. O evangelho tem o poder de mudar a vida de uma pessoa e torná-la apta para obedecer aos princípios cristãos. Na Carta aos Romanos 1.16, Paulo escreveu que o evangelho “é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê”.

Mediante a compreensão sobre mente e fé, podemos saber que o cristianismo é não só espiritual, mas também racional.

O que Deve Controlar a Mente do Cristão

1. O que é a mente de um ser humano?

Para sabermos como controlar a nossa mente, precisamos conhecer o que contém a mente humana. Por trás da mente de cada pessoa está o cérebro, que é o mecanismo mais complexo do mundo e o órgão do corpo que mais influência exerce sobre a vida da pessoa. Nossa mente, dentro do cérebro, pensa, recorda, ama, odeia, sente, raciocina, imagina e analisa. Nosso cérebro, através da mente, supervisiona tudo o que fazemos. Controla nossa audição, visão, olfato, a fala, o alimentar, o descanso, a capacidade de aprender. Nossa mente controla e determina a função de outros órgãos e sistemas no corpo humano. Nossos hábitos individuais, nosso temperamento, personalidade, caráter, tudo é controlado pela mente. Nossa forma de pensar resulta do poder da mente (intelecto) sobre o que herdamos de nossos pais, da escola, da igreja, através do ouvimos, o que lemos e o que vemos. O autor de Provérbios há muito tempo disse: “Porque, como imaginou na sua alma, assim é” (Pv 23.7). A alma é um elemento moral representada pela mente (intelecto), pelas emoções e pela vontade. O coração é, figuradamente, o centro das emoções do ser humano. Não se refere a um órgão físico, visível ou palpável. Trata-se de algo que não tem forma e neurologicamente está unido a todos os órgãos do corpo. Não se pode dimensionar, nem ser detectado em algum lugar do corpo. E a mesma coisa em relação à vontade, que faz com que o homem seja único entre os seres vivos criados por Deus. E com a mente que o homem escolhe o bem ou o mal. Mediante essa realidade, o apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, apela e diz: “Nisso pensai” (4.8).

2. A batalha da mente

Na batalha da mente, o ser humano recebe muitas impressões exteriores, tanto do campo científico quanto do campo espiritual. O cristão, na sua conversão, recebe uma limpeza total dos antigos pensamentos do homem natural e carnal. O Espírito entra em sua vida operando uma limpeza total, mas o cristão regenerado não está imune aos ataques do mundo espiritual na sua mente (2 Co 5.17). Satanás procura romper a proteção de nossas mentes com pensamentos fúteis e carnais para que não pensemos nas coisas que são de cima, isto é, do céu. Paulo exortou os colossenses: “Pensai nas coisas que são de cima e não nas que são da terra” (Cl 3.2).

Nossa mente absorve muitas coisas do que se vê, se ouve e do que se faz no dia a dia. Por isso, precisamos ter controle sobre a nossa mente. Mentes ocupadas por pensamentos maus produzem coisas más. Porém, mente ocupada com coisas boas produz coisas boas.

3. O que é que ocupa a nossa mente? (Fp 4.8)

Antes de considerar o versículo 8, precisamos entender a expressão do versículo 7 quando diz: “guardará os vossos corações” .No contexto dessa expressão, a palavra “coração” é a figura da alma humana. E uma palavra que representa o “homem verdadeiramente”, não apenas o seu intelecto, sentimentos e volição. Quando Paulo fala da paz com poder de guardar os corações, está se referindo àquela virtude poderosa da paz de Deus que age com poder protetor e pacificador. O coração, nesse contexto, representa o homem interior, e a guarda do coração tem a ver com a proteção divina daquilo que somos interiormente. Por isso, uma vez guardado o nosso coração das coisas más, podemos pensar, agir, fazer boas coisas. Entretanto, o versículo 8 nos ajuda a colocar nosso homem interior sob a custódia do Espírito Santo para sentir e pensar positivamente.

4. Esvaziando a mente de coisas fúteis

A grande lição desse texto é que devemos esvaziar nossa mente de pensamentos fúteis e enchê-la com pensamentos que se harmonizem com o evangelho. Devemos, em todo o tempo, fazer uma triagem constante dos conceitos e ideias manifestos no nosso dia a dia e dos quais tiramos conclusões e decisões. Então, a pergunta é: O que é que ocupa a nossa mente?

A tradução da ARA enfatiza e exorta dizendo: “seja isso o que ocupe o vosso pensamento”. A experiência de salvação em Cristo significa mudança de pensamento contínuo, no sentido de que passamos a evitar as futilidades que ocupam tantas cabeças no mundo secular e passamos a ocupar a mente com coisas úteis e maduras. O apóstolo Paulo disse aos coríntios: “Mas nós temos a mente de Cristo” (1 Co 2.16). O que é que ocupa a nossa mente nos tempos atuais? Neste novo século nos deparamos com uma geração magnetizada pela vida secular quando as coisas da vida moderna ocupam o seu pensamento. A Bíblia fala dos “amantes do século presente” e a palavra “século” é ayon no grego bíblico, e refere-se ao “pensamento do mundo presente”. Como evitar que nossas mentes sejam invadidas pelo pensamento do século presente? A resposta está no conselho do apóstolo Paulo quanto ao que pensar hoje (Fp 4.8).5. A concentração dos nossos pensamentos nas coisas espirituais

Na Carta aos Colossenses, Paulo foi enfático quando escreveu à igreja, dizendo: “Pensai nas coisas que são de cima e não nas que são da terra” (Cl 3.2). Naturalmente, essa expressão não significa deixar de viver uma vida cristã racional. Também não significa ter a mente livre ou ser bitolado por pensamentos impostos pelo cristianismo. Não! Significa, sim, dominar a própria mente e selecionar o que é melhor para uma vida feliz e equilibrada. Aprendemos nessa escritura que o modo mais equilibrado de viver uma vida vitoriosa em Cristo Jesus é equilibrar coração e mente, priorizando as coisas espirituais. Os maus pensamentos são frutos de uma vida não regenerada. Ser cristão é uma questão de inteligência, porque aprendemos a pensar e ter domínio sobre as coisas do século. Mente e sentimento interagem, ajudados pelo Espírito Santo, para uma vida cristã feliz e vitoriosa.

As Coisas que Devem Ocupar a Mente do Cristão (4.8)

Para entendermos o versículo 8, precisamos absorver a ideia de segurança e estímulo do versículo 7, quando diz: “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus” (Fp 4.7). Essa escritura interliga coração e mente. A Bíblia interpreta a palavra coração, nessa passagem, de forma metafórica, porque o coração é entendido como o centro das motivações da mente, da vontade e dos sentimentos de uma pessoa. A mente é a sede do raciocínio e do entendimento. Da vontade da pessoa advêm as decisões, e dos sentimentos, todas as emoções da vida pessoal. Paulo disse que o Senhor “guardará nossos corações e nossos sentimentos” para sejam motivados por coisas boas. A paz de Deus é como um muro de proteção; é como uma torre de vigia que avisa a nossa mente contra inimigos externos, que são os maus pensamentos. Porém, os pensamentos alimentados por uma mente cristã têm coisas boas. Essas coisas boas se manifestam representadas por pelo menos seis qualidades ou virtudes que devem ocupar a mente do crente e que devem ser praticadas. Dizem os filósofos que “o homem é aquilo que ele pensa”. Ora, o que guardamos em nossa mente? Devemos fechar a nossa mente para tudo quanto é vil e pernicioso. Para o que devemos abrir os portais da nossa mente?

1. “Tudo o que é verdadeiro”

Podemos inverter a posição da frase “nisso pensai” (ARC) que está no final do texto (v. 8). Prefiro a tradução da ARA, que diz: “seja isso o que ocupe o vosso pensamento”. Ralph P. Martin, em Filipenses: Introdução e Comentário, escreveu: “Este versículo é governado pelos verbos seja isso o que ocupe o vosso pensamento, em grego, um único verbo ‘logizesthe’, que significa mais que ‘ter em mente’. O sentido é: ‘levar em consideração’ (logos), ou mesmo ‘fazei destas coisas o logos de seu universo pessoal’, isto é, ‘refleti nessas qualidades da vida e permiti que as mesmas modelem a vossa conduta”’ (p. 172). Na verdade, Paulo deseja que os filipenses tenham em mente as melhores coisas que contribuam para o crescimento moral e espiritual da vida de cada um.

A expressão “tudo o que é verdadeiro” tem na palavra “verdadeiro”, conforme está no grego bíblico como “alethe” que significa “verdade” e refere-se àquilo que opõe ao que é falso, que é irreal e ao que não contém substância. Vivemos em um mundo de mentiras que influencia a vida da humanidade. O papel do cristão é não só proclamar a verdade, mas viver a verdade no seu comportamento cotidiano. Lamentavelmente, a mentira está presente na vida de cristãos e líderes cristãos, e vem maquiada de falsa imagem da verdade, escondendo a realidade moral e espiritual por baixo dessa maquiagem. Deus sempre abominou a mentira. A igreja de Jesus Cristo não pode e não deve permitir que o espírito de mentira domine sua mente (Cl 3.9). Mentes dominadas por sentimentos carnais fantasiam seus pensamentos com mentiras. Deus abomina a mentira e a sua Palavra diz em Salmos 119.163: “Abomino e aborreço a falsidade”.É verdadeiro aquilo que é autêntico e não se baseia em suposições, boatos, mentiras e coisas sem comprovação. O espírito de mentira tem entrado no seio da igreja e produzido grandes males. E triste quando percebemos a malícia de alguns cristãos que difamam e espalham rumores negativos de outros irmãos, com a intenção de prejudicar alguém que se constitui um estorvo no seu caminho. Atitudes verdadeiras têm a ver com o caráter de quem as pratica. Paulo começa sua lista com o que é verdadeiro. Na mente judaica, a verdade é aquilo que se opõe à falsidade e à mentira. No pensamento grego da época (Platão), a verdade é aquilo que se opõe ao que é aparente ou passageiro. No pensamento do apóstolo Paulo, naquele contexto, “aquilo que é verdadeiro” era aquilo que era reto e fazia oposição ao que era irreal, falso e que não tinha substância.

2. “Tudo o que é honesto”

A palavra “honestidade” na língua grega do Novo Testamento sugere três termos: kalos, que significa “aquilo que é excelente” e, nesse sentido, “bom”, e semnos, referindo-se àquilo que é “venerável, honorável”. O terceiro termo grego é euschemonos, que significa “decente, decoroso”. Aristóteles, filósofo grego, definiu a palavra semnos significando “honesto” ou “honestidade”. Essa definição portuguesa é identificada como “uma gravidade amena e decente”.

Existe uma relação entre “ser honesto” e “ser digno” para falar de postura decente, respeitosa, digna de respeito, reverência e honra. Ora, ser honesto e pensar em coisas honestas equivalem a pensar em coisas dignas e que merecem o respeito das pessoas ao nosso redor.

Quando Paulo diz que se deve pensar “em tudo o que é honesto” está, de fato, exortando aos cristãos de Filipos que a conduta deles seja transparente e decorosa. Seja como algo feito à luz do dia (Rm

13.13). O mundo precisa notar essa diferença no comportamento do crente. Qual a nossa reação quando somos caluniados e ofendidos por alguém? O primeiro ímpeto é o da nossa natureza carnal que requer vingança e que induz o ofendido a tramar uma vingança.Entretanto, quando ocupamos nossa mente com o que é respeitável e honesto, temos a ajuda do Espírito Santo para acalmar e apagar as chamas da ira no coração. E desse modo que a paz de Deus é demonstrada para perdoar e não agir com sentimento vingativo. Em síntese, as coisas honestas são merecedoras de respeito e referência.

3. “Tudo o que é justo”

Na língua grega, a palavra “justo” é dikaios, que implica praticar as coisas certas e retas. Significa fazer tudo aquilo que não prejudique o seu irmão, o seu próximo. Significa não buscar atalhos nem ter atitudes iníquas para fazer e proceder o que é correto. A Bíblia diz que o homem iníquo maquina o mal na sua cama durante a noite para fazer o mal durante o dia. O profeta Amós profetizou a esse respeito e aclara a nossa mente sobre o pensar justo. Ele disse:

Ouvi isto, vós que anelais o abatimento do necessitado e destruís os miseráveis da terra, dizendo: Quando passará a lua nova, para vendermos o grão? E o sábado, para abrirmos os celeiros de trigo, diminuindo o efa, e aumentando o siclo, e procedendo dolosamente com balanças enganadoras, para comprarmos os pobres por dinheiro e os necessitados por um par de sapatos? E, depois, vendermos as cascas do trigo. (Am 8.4-6)

Esse é o retrato do pensar e do agir injustamente. Pensar e ocupar a mente em tudo o que é justo significa desenvolver uma relação positiva com Deus e com os homens. Os padrões de justiça de Deus norteiam o comportamento moral em relação a Deus e às pessoas. O cristão verdadeiro cumpre as leis de justiça e equidade na vida da família, da sociedade e da espiritualidade. Temos uma história bíblica acerca de Acabe, rei de Israel, que se deitou com a ideia fixa e má de adquirir a vinha de Nabote, porque este havia se recusado a negociar sua vinha com o rei. Em vez de pensar com atitude de justiça e respeitar o seu semelhante, mesmo sendo um súdito do seu reino, ele deu vazão aos maus pensamentos. A mulher de Acabe,Jezabel, tão má quanto ele, planejou e ordenou a morte de Nabote e tomou posse da sua vinha, apenas para satisfazer um desejo ego- ístico do coração injusto de Acabe. Porém, a justiça de Deus não os deixou impunes e pagaram caro pelo ato de injustiça que nasceu de pensamentos maus (1 Rs 21.17-26).

4. “Tudo o que é puro”

Pureza implica limpeza, algo não contaminado ou poluído. Na língua grega do Novo Testamento, a palavra “puro” advém de hagnos. Essa palavra grega sugere e descreve aquilo que é moralmente puro e livre de sujeiras, de manchas, assim como os sacrifícios de gratidão que faziam parte dos rituais sacerdotais do povo de Israel tinham que ser limpos, perfeitos e puros de qualquer impureza, antes de serem colocados sobre o altar. Desta forma, também, tudo que fazemos para Deus e tudo quanto oferecemos a Deus precisa ser puro. Uma mente pura significa uma mente casta. A primeira ideia de “ser puro” é ser inocente em relação a ter pensamentos, palavras e ação puros. O crente deve permitir ao Espírito a limpeza contínua no coração, na consciência, nas afeições e nos motivos da vida. Toda sorte de impureza deve ser eliminada no meio do povo de Deus (Ef 5.3). Ora, a que se refere a expressão “tudo o que for puro?”. Refere-se a ter pureza na vida pessoal: coração purificado, consciência pura, pensamentos puros, afeições puras, possessões puras, sem motivos impuros. Precisamos ser puros na palavra e nas ações cotidianas para termos uma vida equilibrada em Cristo Jesus.

5. “Tudo o que é amável”

Ora, tudo o que é amável é tudo aquilo que se pode amar para sermos dignos de sermos amados por aquEle que nos amou com amor profundo (Jo 3.16; Rm 5.8). As coisas amáveis são coisas que atraem e causam prazer a todas as pessoas. Significa

pensar naquilo que promove o amor fraternal e à amizade.Amizade representa o que mais valorizamos na vida, por isso, “tudo o que é amável” é tudo quanto constrói emocional e espiritualmente nas relações entre os irmãos. Aquilo que é amável não é aquilo que desmerece os outros, que desqualifica os irmãos ou aquilo que faz discriminação.

6. “Tudo o que é de boa fama”

A expressão “boa fama” aparece no grego bíblico como euphe- mos, um adjetivo que sugere um sentido ativo de “falar bem de” em vez de “ter boa reputação” como a maioria interpreta. A tradução da NVI traduz a expressão como “aquilo que é admirável”. O sentido é simples e objetivo porque se refere ao cuidado com as palavras e ações em relação às pessoas do nosso convívio. Por isso, o que é de boa fama é o que é digno de louvor, de elogio e gracioso. Algumas versões traduzem a expressão “boa fama” por “bom nome”. Um bom nome significa a representação daquilo que uma pessoa é. Ter um bom nome significa ter um bom caráter. Muito mais que admirar alguém pelo seu caráter, o pensar em coisas de boa fama significa rejeitar na mente qualquer coisa ou pensamento que desonrem ou que tragam descrédito às outras pessoas. Devemos, sim, pensar em tudo o que é “de boa fama”. Aquele que ocupa sua mente com coisas boas acerca de seu irmão “não folga com a injustiça, mas folga com a verdade” (1 Co 13.6). A inveja, o ciúme, a presunção são elementos que permeiam a mente de crentes carnais que não conseguem pensar bem acerca do seu irmão.

7. se há alguma virtude” (4.8)

A palavra “virtude” refere-se à excelência, bondade moral e ética, que rejeite qualquer inversão de valores. As coisas excelentes são coisas elevadas e devem permear a mente do cristão. No mundo que vivemos, percebe-se a falta de virtudes que enobrecem a vida moral e espiritual. O cristão tem por obrigação demonstrar para o mundo a excelência no seu modo de viver e pensar 8. "... se há algum louvor”(4.8)

Por que não louvar atitudes dignas que merecem elogios? As ações positivas das pessoas que contribuem para a elevação da moral devem ser proclamadas e recomendadas.

Paulo se Apresenta como Modelo de Vida Cristã Equilibrada (4.9)

Paulo seria incompreendido em nossos tempos como alguém arrogante e presunçoso por se apresentar como referencial de comportamento. Entretanto, ele nos dá a lição de alguém humilde que não teme demonstrar e colocar sua vida numa vitrine para ser visto.

Depois de ter apresentado as virtudes que devem nortear a vida do cristão, Paulo sabia que muitas outras virtudes cristãs merecem apreciação. Porém, nessa escritura ele citou apenas algumas delas, mas faz uma ressalva quando diz: “Se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (4.8). Todas as coisas excelentes que promovem a paz e uma boa relação humana e cristã devem permear a mente do cristão.

1. Cinco verbos como modelos de vida

No texto do versículo 9, Paulo usa cinco verbos que promovem ação: aprender, receber, ouvir, ver e fazer (4.9). Ele os utiliza como se abrisse uma janela do seu interior para que os irmãos filipenses pudessem perceber. Ele assume o papel de referencial para ser imitado. Ele queria que os irmãos filipenses seguissem o seu exemplo. Não há nenhuma presunção da parte de Paulo, mas há uma transparência e exposição, no sentido de que ele não esconde nada dos seus irmãos em Cristo. E uma qualidade pastoral que precisa ser vivida na experiência de muitos líderes cristãos hoje.

2. A prática pelo exemplo de Paulo

Ele diz: “O que também aprendestes... em mim” (4.9) nos ensina que é importante termos referenciais, modelos que podemos imitar.No ministério cristão, é indispensável que tenhamos esses referenciais. Quando fui para o Instituto Bíblico de Pindamonhangaba - SP, em 1964, meu sonho de realização focava o exemplo de homens de Deus especiais que me marcaram com o testemunho de suas vidas. Paulo tinha a coragem moral de incentivar aos seus filhos na fé, nas igrejas plantadas por ele, que o imitassem, em termos de vida e testemunho cristão. Paulo envia essa carta aos filipenses e os lembra de tudo quanto haviam aprendido com ele. Por isso, ele podia declarar com segurança: “Sede meus imitadores, como também eu, de Cristo” (1 Co 11.1).

A lição que aprendemos com o apóstolo Paulo nessa Carta é que todo ministro de Deus deve ser transparente. Assim como o Deus da graça o alcançou e o perdoou em Cristo para ser um servo exemplar, assim também o mesmo Deus de paz estará com os demais cristãos fiéis.

Devemos praticar o que temos aprendido dos obreiros antigos e fiéis que serviram a Cristo com fidelidade. Paulo deu o mesmo conselho aos filipenses, dizendo-lhe: “isso praticai” (4.9, ARA). Devemos tomar posse dessas qualidades que exprimem o comportamento que deve nortear o cristão


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