segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Lição 10: As Setenta Semanas

“As revelações de Deus são dadas apenas a quem reconhece a soberania de Deus e a Ele se submete em oração” Dn 9.1-27 O capítulo 9 é, indiscutivelmente, a profecia mais importante do livro de Daniel. Neste capítulo a profecia ganha um sentido histórico especial e ao mesmo tempo escatológico, tanto em relação a Israel, quanto em relação ao mundo.
Diferentemente dos capítulos anteriores, esta revelação não se preocupa com os poderes mundiais, mas trata de uma revelação especial sobre o futuro de Israel que afeta, indiscutivelmente, todo o mundo. Nos capítulos anteriores, tais como os capítulos 2,4, 7 e 8, se percebe que Deus utilizou figuras diferentes do mundo mineral (metais), bem como, figuras do mundo animal para ilustrar os acontecimentos futuros do mundo. Na realidade, Deus usa elementos neutros como os metais (ouro, prata, cobre, ferro e barro), e elementos do mundo animal, para tratar de aspectos políticos, morais e espirituais. Todos esses capítulos tem uma relação especial com Israel que é o alvo da profecia.

No capítulo 9, Deus revela a Daniel fatos futuros do povo de Israel utilizando número de semanas, dias e anos. Esses números ganham uma linguagem especial na sua interpretação em relação ao povo de Israel. Daniel, ao rever o livro do profeta Jeremias descobriu uma profecia literal que estava chegando ao seu cumprimento. O período de 70 anos predito para um tempo de escravidão e exílio do povo judeu em terras estrangeiras estava chegando ao fim. Porém, Deus toma esta circunstância histórica para revelar outra verdade futura acerca do seu povo. Seria outro período de 70 semanas de anos totalizando 490 anos literais, sob o qual Israel experimentaria a força da soberania de Deus sobre Israel que afetaria o mundo inteiro. Depois da visão estarrecedora dos capítulos 7 e 8, quando Daniel visualiza espiritualmente o futuro com “um rei feroz de semblante” que prefigura numa perspectiva escatológica o futuro Anticristo, ou seja, “o homem do pecado”, Daniel enfraqueceu física e emocionalmente e lhe restou, tão somente, orar e buscar o socorro de Deus.

I - DANIEL ORA A DEUS PELO SEU POVO

Daniel examina o tempo da profecia de Jeremias (9.1 -4)

“No ano primeiro de Dario,filho deAssuero, da nação dos medos” (9.1). Em 539 a. C., Daniel já tinha mais de 80 anos de idade. Era um ancião respeitado por mais de 60 anos em reinos anteriores, mas ainda exercia atividades políticas sob o domínio de Dario. Dario era filho de Assue- ro, rei conhecido pelo nome que não pode ser confundido com o rei Assuero da história de Ester (Et 1.1). Entretanto, o rei Dario de Dn 5.31; 6.1 e 9.1 é a mesma pessoa, a quem Ciro da Pérsia o designou para ser o rei da Babilônia. E interessante notar que o rei Dario de 9.1 é o que veio a ser rei sobre o reino dos caldeus (Babilônia).

(9.2) Daniel entende que o número de anos da profecia de Jeremias havia chegado. Ele disse: “entendi pelos livros que o número de anos, de quefalou o Senhor ao profeta feremias”. Consultando a profecia, Daniel descobre o que Deus disse ao profeta Jeremias: “quando se cumprirem os setenta anos, castigarei a iniquidade do rei da Babilônia”(]v 25.11,12). Uma vez que a punição já havia acontecido contra a Babilônia, Daniel entendeu que o momento de cessarem as assolações de Jerusalém havia chegado. Ele descobre que a profecia que o tempo dos 70 anos de cativeiro estava chegando ao fim, “Setenta anos” era o tempo da indignação divina contra Jerusalém e as cidades de Judá conforme falou Zacarias 1.12, que disse: “Então o anjo do Senhor respondeu e disse: O Senhor dos Exércitos, até quando não terás compaixão de Jerusalém e das cidades de Judá, contra as quais estiveste irado estes setenta anos?” Outra profecia está descrita em 2 Cr 36.21 que diz: “para que se cumprisse a palavra do Senhor, pela boca de Jeremias, até que a terra se agradasse dos seus sábados; todos os dias da desolação repousou, até que os setenta anos se cumpriram”. No texto de Daniel 9.2, o servo de Deus orou com todas as suas forças pedindo a Deus que cumprisse a promessa da sua graça sobre Israel, restaurando o seu reino e a sua cidade.

Daniel ora objetivamente a Deus: “e eu dirigi o meu rosto ao Senhor” (9.3). Daniel demonstrou que a oração precisa ter ousadia e temor de Deus no coração. Ele dirigiu seu rosto ao Senhor, isto é, ele não usou de subterfúgios para falar com Deus, mas expôs sua face para se apresentar ao Senhor. A oração foi o meio providencial para que se cumprisse o que já estava determinado por Deus (Is 42.24,25; 43.14,15; 48.9-ll;Jr 49.17-20; 50.4,5,20).

Daniel orou e intercedeu pelo seu povo. “E orei ao Senhor, meu Deus, e confessei... ” (9.4-6). Daniel teve a humildade de confessar o pecado do seu povo incluindo ele mesmo. Ele não viu apenas a culpa da sua gente, mas a sua também. Ele usa a expressão: “pecamos cometemos iniquidade” (9.5). A despeito de ser homem íntegro, não foi presunçoso diante da justiça de Deus. mas colocou-se debaixo da mesma culpa pedindo perdão a Deus. Daniel teve uma atitude de intercessão que dominou seu coração diante de Deus. Essa atitude em favor do seu povo foi demonstrada com total humildade. Ele estava convencido da soberania de Deus e seu poder para manifestar o seu perdão, mas acima de tudo, para cumprir a sua palavra. Daniel sabia que não podia adiantar nem atrasar o cumprimento dos desígnios divinos para com Israel. Ele preferia colocar-se diante de Deus como alguém que sabia da incapacidade do seu povo para entender que a disciplina do Senhor estava se cumprindo, mas que havia algo futuro que ainda se cumpriria na história de Israel. Daniel depois de haver expressado seu reconhecimento da grandeza de Deus, se volta para si mesmo e para seu povo, se identificando com os pecados de Israel (Dn 9.5,6).

Daniel reconheceu a justiça de Deus (9.7)

“A ti, Senhor, pertence a justiça” (9.7). Esta é uma declaração teológica que dá sustentação à nossa fé. Em relação aos homens, toda justiça é relativa, porque nossas justiças são como trapos de imundícia. Porém, em relação à natureza divina, a justiça de Deus faz parte da sua essência, isto é, a justiça “é a maneira ou modo pela qual sua essência é expressa para com o mundo”. A santidade é sua essência, por isso, a justiça é a retidão da natureza divina que o revela como um Deus justo. Deus sendo Deus, ele é o que ele é, e não precisa ser nem se esforçar. Quando Daniel confessa e declara que a “justiça pertence a Deus”está, de fato, proclamando a perfeição dessas qualidades morais como intrínsecas a Deus. No caso da oração de confissão de Daniel sobre o seu povo, mesmo que não pudesse entender totalmente a manifestação da justiça de Deus contra sua gente permitindo sua humilhação e extradição, Daniel sabia que a justiça de Deus é perfeita. Ele mesmo diz: “A ti, Senhor, pertence a justiça” (9.7).

“mas a nós, a confusão de rosto” (9.7). Ora, o que isto quer significar? “Confusão de rosto” significa “corar de vergonha”, ficar com a cara vermelha de vergonha. Por quê? Por causa dos pecados enumerados por Daniel e que estavam na sua memória, tanto para as tribos do norte como as tribos do sul. Todo o Israel, por causa dos seus pecados foi deportado para fora de sua terra. Porque “a confusão de rosto”? Na oração, Daniel é específico e diz: “Porque pecados contra Ti” (9.8). O pecado de Israel em toda a sua dimensão de prevaricação, desobediência, impiedade, e toda sorte de pecados que afastou Israel dos mandamentos divinos, provocou a manifestação da justiça de Deus.

“A solução para o pecado”. “Ao Senhor, nosso Deus, pertence a misericórdia e o perdão”(9.9,10). Esta declaração enfática do profeta revela que a justiça de Deus manifesta-se em ações de misericórdia e perdão. Jeremias contribui com este conceito, quando diz: “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos; porque as suas misericórdias não têm fim”(Lm 3.22). Subtende-se por estes versículos que Israel não tinha nada que pudesse evitar a punição divina, senão a misericórdia e o perdão, que são manifestações do caráter de Deus. Não há nada que justifique Israel dos seus pecados e Daniel sabia disso. Então, apelou ao caráter de Deus para perdoar e restaurar o seu povo.

(9.11-14) “Daniel reconhece a soberania de Deus sobre todas as coisas. No versículo 7, Daniel vê a Deus como Deus justo em sua natureza divina, e no versículo 9, ele o vê como alguém que sabe perdoar e usar de misericórdia. Nos versículos 10-14, Daniel mostra os pecados do seu povo e declara que a maldição por isso, trouxe o exílio, a opressão, a perda de sua terra, a exploração estrangeira e, permitindo tudo isso, Deus estava ensinando Israel a manter a sua fidelidade para com Ele.

(9.15-19) Daniel intercede pelo seu povo e relembra a libertação milagrosa do Egito (v. 15).No versículo 16, ele ora e intercede pela sua cidade de Jerusalém que ficou sob o domínio dos inimigos estrangeiros. No versículo 17, Daniel ora pela restauração do Templo de Jerusalém, que foi destruído por Nabucodonosor no ano 586 a. C. Esses versículos revelam a oração de Daniel que se apresenta diante de Deus sem apelar para própria justiça, mas amparado nas “muitas misericórdias” de Deus. No versículo 19, Daniel pede a Deus “que não tarde em responder” a sua oração. Esse pedido é típico do homem em relação a Deus. Sempre temos pressa em nossa angústia e desejamos respostas imediatas. Mas Deus não tarda nem se atrasa em suas respostas. Ele é Deus Soberano e absoluto sobre todas as coisas.

A resposta de Deus a Daniel (9.20)

“Estando eu ainda falando, e orando... ”(9.20). No versículo 19, Daniel orava a Deus e pedia urgência na resposta à sua oração. No tempo de Deus, a resposta cabia perfeitamente no canal de resposta divina. Daniel ainda estava orando quando a resposta de Deus chegou até ele, para sua surpresa e alegria (v. 20). Mais uma vez a intervenção e resposta vêm através de um anjo de Deus. Os anjos sempre tiveram uma participação ativa delegada por Deus na resposta às orações dos seus servos na terra. A resposta divina foi imediata e veio por intermédio do mesmo anjo que esteve com ele na visão junto ao rio Ulai (8.1,2). Esse anjo volta para revelar coisas mais sublimes e sérias acerca da intervenção divina na vida de Daniel (9.20,21). Gabriel veio para instruir e aclarar a visão na mente de Daniel afirmando-lhe que a resposta da sua oração estava vindo porque “era muito amado” do Senhor (9.23).

O texto diz que o anjo “veio voando rapidamente” (9.21). Quem pode imaginar a rapidez de locomoção dos anjos? Nada e ninguém! Ainda que eles não possam estar em dois lugares ao mesmo, porque não são onipresentes, eles possuem um poder de locomoção incalculável, uma vez que as leis de gravidade e da física não podem retê-los nem podem envolvê-los. Segundo a Bíblia, eles voam como a rapidez de um relâmpago (Mt 28.3). Gabriel é um anjo que exerce uma atividade especial delegada por Deus, especialmente, o vemos sempre comunicando a vontade divina para os servos de Deus na terra.

(9.22,23) O comunicado da resposta a Daniel. “No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem”(v. 23). O anjo Gabriel assegurou a Daniel que Deus ouvira a sua oração desde o momento em que ele começou a orar, porque ele gozava da intimidade e do amor de Deus de um modo especial, a ponto de comunicar a Daniel o seguinte: “eu vim para to declarar, porque és muito amado”. Sem dúvida, Daniel pode ser comparado a outros homens na Biblia que gozavam do amor, da amizade e da intimidade de Deus, tais como: Enoque (Gn 5.22); Abraão, o amigo de Deus (2 Cr 20.7; Is 41.8); Paulo, o apóstolo dos gentios (At 9.15) e, por último, Daniel, o qual era muito amado por Deus. Jesus, na realidade, era “o Filho amado de Deus”(Mt 3.17). Esse privilégio não discrimina ninguém. Apenas requer a mesma atitude de devoção para com Deus à semelhança desses exemplos.

II - DEUS REVELA A DANIEL, PELA ORAÇÃO O FUTURO DO SEU POVO 

A revelação das setenta semanas (9.24)

“setenta semanas estão determinadas...” (9.24). A profecia ganha um sentido especial, porque depois que Daniel descobriu que o profeta Jeremias, seu contemporâneo, havia profetizado que o exílio de Israel duraria setenta anos, ele entendeu que esse número tinha um significado especial (Jr 25.11-13; 19.10). Não se tratava de um tempo aleatório, mas, de fato, significava um tempo especial de anos que envolveria o seu povo Israel. O número setenta, então, ganha um sentido escatológico, para significar, na linguagem bíblica, cada dia da semana significando um ano, e assim, cada semana pode referir-se a um período de sete anos. Portanto, as setenta semanas compreendem, a 70 x 7 = 490 anos. A contagem dessas setenta semanas teria o seu início a partir do decreto de Artaxerxes (445 a.C.). No versículo 24 está escrito que estas semanas “estão determinadas” por Deus.

A profecia divide as “setenta semanas” em três períodos distintos. O primeiro período de “sete semanas”, é equivalente a 49 anos, ou seja, sete períodos de sete anos. O segundo período seria de sessenta e duas semanas. Subtende-se que se trata de 62 x 7= 434 anos. Essas sessenta e duas semanas, somadas às sete primeiras semanas, chegariam ao tempo da restauração de Jerusalém até a vinda do Messias. O terceiro período implica em “uma semana”, ou seja, sete anos, quando haverá uma invasão do Anticristo e se iniciará um tempo de tribulação para Israel. E o período denominado como “o da grande tribulação”(9.27).

Revelados três príncipes mencionados na profecia (9. 25,26)

O anjo Gabriel explica os elementos especiais da visão para melhor entendimento de Daniel.

O primeiro príncipe é chamado Messias (9.25) e o segundo príncipe é aquele que aparecerá posteriormente e destruirá a cidade de Jerusalém e o santuário (9.26). O príncipe Ungido (Messias) aparecerá depois de cumpridas as 69 semanas, e se trata de Jesus Cristo, o qual foi rejeitado pelos judeus, condenado e morto no calvário. Jesus é o Ungido de Deus, o qual veio para que se cumprisse a pena capital contra o pecado condenatório. Seu papel foi o de “fazer cessar a transgressão, dar fim aos pecados e expiar a iniquidade” (9.26).

O segundo príncipe tem um caráter físico referindo-se “ao príncipe que há de vir” (9.26) e refere-se, especificamente, aTito, o príncipe romano, filho do Imperador Vespasiano, enviado para destruir Jerusalém e o templo (“o santuário”).Tito, com suas milícias romanas entrou em Jerusalém no ano 70 d.C. e destruiu tudo, profanando o santuário de Israel e desterrando totalmente ao povo judeu. A partir dessa destruição, os judeus deixaram de ser um povo estabelecido como nação, espalhan- do-se pelo mundo inteiro. Jesus profetizou e chorou sobre a cidade de Jerusalém e a sua destruição (Lc 19.41-44; 21.20-24).

O terceiro príncipe surgirá no futuro na última semana profetizada (9.27). Esse príncipe não é o Messias “cortado” (9.26), mas subtende-se que se trata de um personagem mais forte que Antíoco Epifanio e, também,Tito. Está implícito na frase “o príncipe que há de vir” uma interpretação que obedece a lei de dupla referência, porque inevitavelmente, aponta para o futuro. Esse príncipe é mencionado em Dn 8.23 como “o rei feroz de cara” (ou, o rei feroz de semblante” que o apóstolo Paulo o chama de “homem do pecado” e “filho da perdição”( 2 Ts 2.1-8). O apóstolo João o chama de “o anticristo”(l Jo 2.18). Esse príncipe surgirá na “última semana”da profecia de Daniel e diz que ele “destruirá a cidade e o santuário”

A revelação do tríplice período das 70 semanas (9.25-27)

O primeiro período contém “sete semanas” equivalentes a 49 anos literais, que começaram ainda no reino de Artaxerxes, no mês de Nisã (abril) de 445 a.C. O seu início deu-se a partir “da saída da ordem para restaurar e para edificar a Jerusalém” (9.25). Nesse período de 49 anos (sete semanas) foram reconstruídos os muros e a cidade de Jerusalém.

O segundo período contém “sessenta e duas semanas” equivalentes a 434 anos literais (9.25). Esse segundo período refere-se ao tempo do fmal da Antiga Aliança com Israel até a chegada do “Ungido”, o Messias profetizado, revelado, porém ultrajado e rejeitado pelo seu povo, foi morto e foi cortado (9.26).

O terceiro período contém apenas “uma semana” equivalente à “sete anos” quando o 3o príncipe”, identificado no Novo Testamento como “Anticristo” “Jarâ uma aliança com muitos por uma semana” (9.27). Profeticamente, esta “última semana” complementa as “setenta semanas profetizadas”. Entretanto, uma vez cumpridos os dois períodos de sessenta e nove semanas, resta, tão somente, a última semana. Independente das interpretações discordantes, o pensamento pré-tribulacionista, entende que esse período de “uma semana” chegará ao seu cumprimento após um intervalo profético entre a 69a e 70a semanas. Esse intervalo profético é identificado na Bíblia como “o tempo dos gentios” quando a união entre judeus e gentios formaria um novo povo, a igreja (Ef 2.12-16). Estamos vivendo esse tempo da igreja (1 Pe 2.9). Outrossim, esse período de “uma semana” é, também, identificado pelas profecias bíblicas como um tempo de “grande tribulação”, especialmente, para o povo judeu. Nesse tempo virá “o assolador”(Anticristo), ou seja, “o homem do pecado”, “o filho da perdição”, o “anticristo” que virá sobre “a asa das abominações” (Dn 9.27).

A igreja de Cristo não entrará nessa fase das abominações praticadas pelo “homem do pecado”, ainda que sintamos os sinais da sombra desse personagem, a igreja será, antes, arrebatada. Os que esperam entrar na primeira fase da Grande tribulação esquecem que só se justifica o arrebatamento da Igreja pelo fato de que ela não conhecerá o anticristo, nem experimentará a força do seu domínio no mundo (1 Co 15.51,52; 1 Ts 4.14-17).

III -O PROPÓSITO DA SEPTUAGÉSIMA SEMANA

O versículo 27 nos obriga a reconhecer que nem Antíoco Epifânio, nemTito têm cumprido os terríveis presságios da declaração dessa escritura do v. 27. As ações realizadas neste versículo não correspondem ao personagem do versículo 26. Na realidade, a predição do versículo 27 remonta a uma época escatológica.

Revelar o “homem do pecado” (2 Ts 2.3)

A escritura começa com o pronome “ele” (v. 27). Quem? Que personagem será esse? O personagem é identificado, também, como “o rei de cara feroz”;“o chifre pequeno” que surge do “animal terrível e espantoso”, representando o império romano. Do ressurgimento desse antigo império romano surgirá “o príncipe romano” (Dn 7.25). Esse personagem é, também, identificado na linguagem do Novo Testamento como “o anticristo” (1 Jo 2.18;

4.3) e como “a Besta que saiu do mar”(Ap 13.1). O personagem é apresentado numa linguagem figurada mas a sua existência será literal. Ele será um líder mundial que chamará a atenção das nações da terra pela inteligência que demonstrará na diplomacia e na astúcia política. 
Revelar o tempo da Grande Tribulação

O texto diz que “ele fará uma aliança com muitos por uma semana” (9.27). Será, na verdade, uma aliança que Ele fará com Israel. O texto diz: “com muitos”, indicando que ele não terá a unanimidade do apoio israelense, mas o suficiente para se impor com sua liderança política, que inicialmente alcançará sucesso e aceitação. Sua força política será notada e reconhecida no estabelecimento de um sistema político, alavancado e apoiado pelo velho mundo, a Europa, ou seja, o antigo império romano ressurgido. Os três primeiros anos e meio, a metade da semana, serão marcados pela quebra do pacto feito entre esse Líder e Israel, e se iniciará um grande período de sofrimento, perseguição e morte em Israel. Na interpretação pré-tribulacionista. A igreja já não estará na terra, porque antes, ela será arrebatada e estará com Cristo na sua glória nos céus. Portanto, a igreja não entrará na Grande Tribulação. Ela não estará na terra, quando o Anticristo fizer o acordo com Israel (Dn 9.27). 

A Tribulaçao diz respeito ao mundo de então e a Israel especialmente.

Revelar a vitória final na Segunda Vinda de Cristo

Jesus Cristo, o Messias prometido, se revelará de modo especial na sua vinda pessoal e visível sobre o Monte das Oliveiras (Zc 9.9,10).Ele virá e instalará um reino de paz e harmonia no mundo, desfazendo por completo o Anticristo, o falso profeta e ao próprio Diabo (Ap 19.19-21). Na Grande Tribulação, os juízos de Deus serão manifestos sobre Israel, mas na vinda pessoal, Israel será restaurado e governará com Cristo por mil anos (Ap 20.2,5).

CONCLUSÃO

Vivemos tempos de incredulidade quando muitos que se dizem teólogos negam as profecias e preferem alegorizar as revelações de Deus dadas aos seus servos. Entretanto, a igreja não pode se deixar levar pelo engano de falsos mestres que rejeitam as verdades futuras estabelecidas pelo Senhor.
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