domingo, 5 de abril de 2015

Onde estão os pais?

Com a fragmentação familiar e a competitividade do mercado de trabalho, a figura do pai está se tornando cada vez mais ausente e distante. Faltam pais no mercado! Gente comprometida em ser mentor e guia de seus filhos. Faltam referências familiares, e os filhos tem sofrido de forma lastimável esta ausência paterna.

Mãe possui uma relação uterina com o filho, mas ele não pode ser chamado sempre de “menininho da mamãe!”, ou “que gracinha!”. Pais precisam assumir seu papel e afirmar a masculinidade do filho. Feminilidade não transmite masculinidade.

Pouco se tem falado hoje dos riscos da ausência paterna ou alienação parental. No entanto, a pergunta mais essencial no coração de um menino só pode ser respondida pelo pai: “Tenho algum valor?” Filhos querem saber o que o pai pensa deles e anseiam pela companhia paterna. O momento mais feliz de um filho na tenra infância é a hora que o pai chega do trabalho. O afastamento intencional ou não pode se tornar um grande problema na personalidade da criança. 

Chuck Colson foi assessor do Presidente Richard Nixon e o pivô do escândalo Watergate. Julgado e na prisão teve um encontro pessoal com Jesus. Durante estes anos, viu o sofrimento dos presos, distanciados de seus familiares e criou a ONG Prison Fellowship, que procura dar apoio aos presos e familiares, para uma população carcerária que somente nos EUA Unidos chega a quase 2 milhões de pessoas.

Alguns anos atrás esta ONG providenciou papéis, envelopes e selos para os presos que quisessem enviar cartões no dia das mães. O resultado foi um sucesso. Milhares de presos mandaram cartas e cartões e por isto resolveram ampliar a idéia para o Dia dos Pais. No entanto, o resultado foi um fracasso. Raros foram os presos que decidiram enviar cartas para seus pais.

Isto revelou o fato que há um sentimento vago, ambíguo e até mesmo hostil entre pais e filhos. A grande maioria dos presos não tinha uma idéia clara de paternidade. Havia uma ausência paterna. A cadeia é um destino comum para quem nunca teve pai.

Historicamente, a maneira tradicional de criar filhos, sempre foi ensinando-os a mesma profissão, andando ao lado, conversando, fazendo flechas, caçando e pescando. O Pai levava consigo os filhos em sua companhia. Havia mentoria.

A ferida mais profunda no coração de um filho é infligida pela ausência emocional ou geográfica dos pais ou nas palavras que são ditas (ou não ditas). Tais feridas são recebidas de forma ativa ou agressiva, e nem sempre podem ser percebidas de forma imediata, tornando-se com um câncer que se desenvolve de forma lenta. Bly afirma: “Um pai ausente, indiferente ou distante, que só pensa em trabalhar, é uma ferida”.

Alguns pais ferem pelo silêncio. Estão fisicamente presentes, mas emocionalmente ausentes. O silêncio é ensurdecedor. No caso de pais silenciosos os filhos estão perguntando: “Quem sou eu?”; “eu significo algo?”. O silêncio é também ambíguo: “Não sei, talvez sim...” A dor mais profunda surge nas palavras ou atitudes, que dizem sem dizer: “Incapaz, burro, incompetente, mocinha”. Excesso de trabalho, culpa e abandono roubam a identidade positiva. Meninas também precisam de afirmação. Muitas garotas correm para o braço de outros homens, buscando a afirmação que lhes foi negada em casa, na busca do abraço masculino inexistente em casa. Filhas amadas aprendem a se esquivar e a fazerem boas escolhas para o casamento, porque aprenderam um sadio modelo de masculinidade em sua casa.

Filhos precisam de pais!

Rev. Samuel Vieira
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