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Ao longo da história, em vários lugares, em diversas ocasiões, o povo de Deus substituiu a obediência pelos rituais religiosos. Foram zel...

Bons pais corrigem erros, pais brilhantes ensinam a pensar

Esse hábito dos pais brilhantes contribui para desenvolver: consciência crítica, pensar antes de reagir, fidelidade, honestidade, capacidade de questionar, responsabilidade social.


Bons pais corrigem falhas, pais brilhantes ensinam os filhos a pensar. Entre corrigir erros e ensinar a pensar existem mais mistérios do que imagina nossa vã psicologia. Não seja um perito em criticar comportamentos inadequados, seja um perito em fazer seus filhos refletirem.

As velhas broncas e os conhecidos sermões definitivamente não funcionam, só desgastam a relação.

Quando você abre a boca para repetir as mesmas coisas, detona um gatilho inconsciente que abre determinados arquivos da memória que contêm as velhas críticas. Seus filhos já saberão tudo o que você vai dizer. Eles se armarão e se defenderão. Consequentemente, o que você disser não ecoará dentro deles, não gerará um momento educacional. Esse processo é inconsciente.

Quando seu filho erra, ele já espera uma atitude sua. Se o que você diz não causa um impacto na sua emoção, o fenômeno RAM não produzirá um registro inteligente, e, consequentemente, não haverá crescimento, mas sofrimento. Não insista em repetir as mesmas coisas para os mesmos erros, para as mesmas teimosias.

Às vezes, insistimos anos a fio dizendo as mesmas coisas, e os jovens continuam repetindo as mesmas falhas. Eles são teimosos e nós, estúpidos. Educar não é repetir palavras, é criar ideias, é encantar. Os mesmos erros merecem novas atitudes.

Se nossos filhos fossem computadores, poderíamos repetir a mesma reação para corrigir o mesmo defeito. Mas eles possuem uma inteligência complexa. Diariamente, pelo menos quatro fenômenos leem a memória e, em meio a bilhões de opções, produzem milhares de cadeias de pensamentos e inúmeras transformações da energia emocional. Não é objeto deste livro estudar os quatro fenômenos que leem a memória; aqui apenas os citarei: o gatilho da memória, a janela da memória, o autofluxo e o EU, que representa a vontade consciente.

A personalidade das crianças e dos jovens está em constante ebulição, porque nunca se interrompe a construção de pensamentos. É impossível parar de pensar, até a tentativa de interrupção do pensamento já é um pensamento. Nem ao dormir interrompemos os pensamentos, por isso sonhamos. Pensar é inevitável, mas pensar demais, como estudaremos, gera um desgaste violento de energia cerebral, prejudicando drasticamente a qualidade de vida.

Não seja um manual de regras

Os computadores são pobres engenhocas comparados à inteligência de qualquer criança, mesmo das crianças especiais. Mas insistimos em educar nossos filhos como se fossem aparelhos lógicos que precisam apenas seguir um manual de regras. Cada jovem é um mundo a ser explorado. Regras são boas para consertar computadores. Dizer “faça isso” ou “não faça aquilo”, sem explicar as causas, sem estimular a arte de pensar, produz robôs e não jovens que pensam.

Creio que 99% das críticas e das correções dos pais são inúteis, não influenciam a personalidade dos jovens. Além de não educar, elas geram mais agressividade e distanciamento. O que fazer? Surpreendê-los! Pais brilhantes conhecem o funcionamento da mente para educar melhor. Eles têm consciência de que precisam ganhar primeiro o território da emoção, para depois ganhar o anfiteatro dos pensamentos e, em último lugar, conquistar os solos conscientes e inconscientes da memória, que é a caixa de segredos da personalidade. Eles surpreendem a emoção com gestos ímpares. Deste modo, geram fantásticos momentos educacionais.

Os pais podem ler durante décadas minha teoria, as ideias de Piaget, a psicanálise de Freud, as inteligências múltiplas de Gardner, a filosofia de Platão, mas, se não conseguirem encantar, ensinar a pensar e conquistar o armazém da memória dos seus filhos, nenhum estudo terá aplicabilidade e validade.

Surpreender os filhos é dizer coisas que eles não esperam, reagir de modo diferente diante dos seus erros, superar as suas expectativas. Por exemplo: seu filho acabou de levantar a voz para você. O que fazer? Ele espera que você grite e o castigue! Mas, em vez disso, você inicialmente se cala, relaxa e depois diz algo que o deixa pasmo: “Eu não esperava que você me ofendesse desse jeito. Apesar da dor que você me causou, eu amo e respeito muito você.” Após dizer essas palavras, o pai sai de cena e deixa o filho pensar. A resposta do pai abalará os alicerces de sua agressividade.

Se você quiser causar um impacto enorme no universo emocional e racional dos seus filhos, use de criatividade e sinceridade. Você conquistará os inconquistáveis. Se aplicar esses princípios no trabalho, tenha certeza de que você envolverá até os colegas mais complicados. Entretanto, não é apenas com um gesto que você garantirá a conquista, mas através de uma pauta de vida.

Se você educa a inteligência emocional dos seus filhos com elogios quando eles esperam uma bronca (Goleman, 1996), com um encorajamento quando eles esperam uma reação agressiva, com uma atitude afetuosa quando eles esperam um ataque de raiva, eles se encantarão e registrarão você com grandeza. Os pais se tornarão assim agentes de mudança.

Bons pais dizem aos filhos: “Você está errado.” Pais brilhantes dizem: “O que você acha do seu comportamento?” Bons pais dizem: “Você falhou de novo.” Pais brilhantes dizem: “Pense antes de reagir.” Bons pais punem quando os filhos fracassam; pais brilhantes os estimulam a fazer de cada lágrima uma oportunidade de crescimento.

Geração do hambúrguer emocional

A juventude sempre foi uma fase de rebeldia às convenções dos adultos. Mas a atual geração produziu um feito único na História: matou a arte de pensar e a capacidade de contestação da juventude. Os jovens raramente contestam o comportamento dos adultos. Por quê? Porque eles amam o veneno que produzimos. Eles amam o sucesso rápido, o prazer imediato, os holofotes da mídia, ainda que vivam no anonimato. O excesso de estímulo gerou uma emoção flutuante, sem capacidade contemplativa.

Até seus modelos de vida têm de ter um sucesso explosivo. Querem ser personagens como artistas ou esportistas que, do dia para a noite, conquistam fama e aplausos. Os jovens vivem a geração do “hambúrguer emocional”. Detestam a paciência. Não sabem contemplar o belo nas pequenas coisas da vida. Não lhes peça para admirarem as flores, os entardeceres, as conversas singelas. Para eles tudo é uma chatice. As críticas dos pais e dos professores são insuportáveis, raramente eles as ouvem com atenção.


Como ajudá-los? Saia do lugar-comum. Uma das coisas mais importantes na educação é levar um filho a admirar seu educador. Um pai pode ser um trabalhador braçal, mas, se encanta seu filho, será grande dentro dele. Um pai pode ser grande no meio empresarial, ter milhares de funcionários, mas, se não encantar seu filho, será pequeno em sua alma. Seja um mestre da inteligência, ensine-os a pensar. Deixe-os fotografar a pessoa brilhante que você é. Será que este clamor encontrará um eco?

Fonte: Escola da Inteligencia

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