O TIÇÃO TIRADO DA FOGUEIRA

"... e vós fostes como um tição arrebatado da fogueira; contudo, não vos convertestes a mim, diz o Senhor" (Amós 4:11).
Nestes dias de balanço de minha vida, andei me lembrando do meu sermão de prova para licenciatura, pregado perante o antigo Presbitério de Leste, numa de suas reuniões na Terceira Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo. Foi em janeiro de 1965, quando eu estava prestes a completar meus quarenta e três anos. Canhestramente, preguei sobre a experiência de Isaías no templo, quando foi comissionado para profetizar (Is 6:1-8). Aquele "envia-me a mim" não foi por mim cumprido, a não ser por doze anos do meu ministério. Desviei-me para o ensino e a ele me dediquei até hoje. Contudo, é Deus quem julga.

Hoje, lembranças do passado juntam-se comparativamente aos acontecimentos do presente, em que uma espécie de terror cósmico funciona como pano de fundo de fatos políticos e sociais ameaçadores para o futuro do planeta. Falamos em paz e temos guerra, falamos em prosperidade e somos amedrontados por possível catástrofe que comprometerá a sobrevivência da humanidade. Debates intensos sobre questões éticas e morais como aborto voluntário, eutanásia, células-tronco, clonagem e maioridade penal são insistentes nos meios de comunicação. Coisas estas que envolvem todos os segmentos da sociedade, desde indivíduos até corporações representativas, como partidos políticos, associações diversas e, principalmente, religiosas.

Desde o passado mais remoto, a religião é considerada como fundamental para as instituições de qualquer sociedade, nação, ou qualquer comunidade humana. Assim já afirmara, num passado distante, o conhecido historiador francês Fustel de Coulanges em sua célebre obra A Cidade Antiga (1864). Mas, onde está a religião diante do que está acontecendo no mundo e no Brasil?

Os jornais e a televisão noticiam todos os dias atos da sociedade e do Governo que bem merecem, ou mesmo exigem, pronunciamentos serenos e, em alguns casos, enérgicos, dos segmentos sociais responsáveis pela moral e pela ética e, neste caso, principalmente as igrejas cristãs. Mas, onde estão elas? A igreja ainda hegemônica, tanto numérica quanto culturalmente, a Igreja Católica, se limita a tímidos pronunciamentos enquanto usa o aparelho do Estado para subvencionar inconstitucionalmente a visita do papa com montante de recursos não revelado. Leia-se, com a contribuição dos muitos que não são católicos. Por isso, para ela não interessa entrar em choque direto com o Estado. Para completar cria, com a canonização de um mais um santo, mais uma respeitável fonte de riqueza com o futuro turismo religioso em Guaratinguetá- SP. A Igreja venderá velas e uma profusão de pílulas e medalhinhas milagrosas através do intenso comércio que se estabelecerá, ao mesmo tempo em que multidões encherão hotéis e restaurantes da cidade. Por outro lado, para vergonha dos evangélicos, apóstolos e bispas são presos por crime de malversação de dinheiro. Este é um exemplo do que ocorre em outras igrejas do mesmo gênero. Por outra porta, o Estado subvenciona de maneira absurda competições esportivas, como o próximo Pan-Americano no Rio de Janeiro, assim como já anuncia imensos gastos com a Copa do Mundo em 2014.

Há cristãos sinceros e honestos em todas as igrejas, inclusive católicos, que lançam protestos contra a repressão de teólogos, como o caso recente do jesuíta salvadorenho Jon Sobrino, disciplinado pelo Vaticano, cerceado portanto em sua liberdade de pensamento. Muitos evangélicos tradicionais também devem estar incomodados com a inércia de suas igrejas diante do caos moral do País.

Mas, e as igrejas onde estão? Estão tirando tições da fogueira, isto é, envidando esforços para atrair pessoas dos perigos do mundo para o seu abrigo seguro, longe da desordem que o assola. As igrejas inverteram o vetor de sua missão: em lugar de ir para o mundo como fermento e sal da terra (Gl 5, 9; Mt 5, 13), encolhem-se como fins em si mesmas. Escondem o fermento e o sal do Reino de Deus como um tesouro particular.

Não estaria na hora de as igrejas evangélicas históricas se unirem para assumir posição diante dos desafios do nosso tempo e, particularmente, do nosso País? Estariam acomodadas na irrelevância??

Autor (A): Antonio Gouvêa Mendonça
Antonio Gouvêa Mendonça é Professor Emérito do Programa de Mestrado e Doutorado em Ciências da Religião - UMESP. E Professor do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião da Univ. Presb. Mackenzie - São Paulo. E-mail: agmendonca@mmol.com.br

O QUE FAZER QUANDO NÃO SE SABE O QUE FAZER

O rei Josafá está encurralado por adversários medonhos e insolentes. Uma grande multidão, fortemente armada estava pronta para atacar Jerusalém. Não dava tempo para reagir nem Josafá tinha recursos para resistir àquele aparato militar que pretendia varrer Jerusalém do mapa. Ao saber da tragédia, humanamente irremediável, Josafá teve medo e pôs-se a buscar o Senhor, convocando a nação para orar e jejuar. Em sua oração, o rei disse: "Ah! Nosso Deus, acaso, não executarás tu o teu julgamento contra eles? Porque em nós não há força para resistirmos a essa grande multidão que vem contra nós, e não sabemos nós o que fazer; porém os nossos olhos estão postos em ti" (2Cr 20.12). Diante da situação tão desesperadora, Josafá admite sua incapacidade; reconhece que não sabe o que fazer, mas põe os seus olhos em Deus. Desse episódio podemos tirar quatro lições:



1. Quando você não souber o que fazer, busque a Deus em oração e jejum (2Cr 20.3) - Há momentos em que os problemas vêm sobre nós como uma torrente caudalosa, como uma avalanche avassaladora, como um terremoto assustador. Nessas horas, nossos recursos são absolutamente insuficientes para enfrentarmos a situação e nada podemos fazer senão recorrermos ao Deus do céu, e clamar por sua ajuda e socorro. A oração e o jejum são recursos sobrenaturais, são armas espirituais à disposição do povo de Deus. Quando agimos por nossa própria destreza e fiados em nossos próprios recursos, ficamos sujeitos a derrotas acachapantes. Mas, quando buscamos a Deus em oração e nos humilhamos sob sua onipotente mão, então, seu braço onipotente sai em nossa defesa e nos concede vitória.



2. Quando você não souber o que fazer, confie nas promessas de Deus (2Cr 20.4-12) – Não basta orar, precisamos orar como convém. Não basta pedir, precisamos conhecer aquele a quem pedimos. Josafá reconhece que Deus é o soberano Senhor nos céus e domina sobre todos os reinos da terra. Ele ora consciente de que nas mãos de Deus estão toda força e poder e não há quem lhe possa resistir. Quando compreendemos a grandeza de Deus, nossos grandes problemas se apequenam. Mas, Josafá deu um passo além em sua oração: ele fulcrou sua súplica nas promessas de Deus. Ao mesmo tempo em que buscou a Deus em oração, abriu as Escrituras para orar e fundamentar sua petição no alicerce firme das promessas de Deus. Oramos com eficácia quando ancoramos nossas petições nas promessas daquele que tem zelo pela sua Palavra e fidelidade em cumpri-la.



3. Quando você não souber o que fazer, ouça e obedeça a Palavra de Deus (2Cr 20.13-19) - Quando todos os homens, mulheres e crianças se reuniram para falar com Deus em oração, Deus se manifestou e falou com eles, trazendo-lhes sua Palavra. Por intermédio da oração falamos com Deus; por meio da Palavra Deus fala conosco. A Palavra divina que veio ao povo encorajou-o a não olhar para as circunstâncias e não temer as ameaças do inimigo. Deus lhes acalmou o coração dizendo que pelejaria por eles e lhes daria a vitória. A Palavra gerou fé no coração deles e tirou seus olhos do problema para colocá-los no Deus que está acima e no controle da situação.



4. Quando você não souber o que fazer, louve a Deus com confiança (2Cr 20.20-30) – Quando o povo ouviu a voz de Deus, o medo foi substituído pelo louvor. Eles enfrentaram os exércitos inimigos não com armas carnais, mas com louvor. Eles não louvaram depois que o inimigo foi derrotado; louvaram para derrotar o inimigo. O louvor não é apenas conseqüência da vitória, mas é a causa da vitória. "Tendo eles começado a cantar e a dar louvores, pôs o Senhor emboscada contra os filhos de Amom e de Moabe e os do monte Seir que vieram contra Judá, e foram desbaratados" (2Cr 20.22). O louvor é o brado de triunfo dos filhos de Deus no campo de batalha. Quando os problemas parecerem insolúveis, faça o que fez Josafá: ore, jejue, obedeça, e louve ao Senhor, e o inimigo será desbaratado.

PRINCÍPIOS PARA VERMOS MILAGRES EM NOSSAS VIDAS

O QUE É UM MILAGRE?

- Milagre é algo extraordinário, fora do comum, do normal.
- É sobrenatural ( acima do natural )
- É excepcional ( especial,exceção )
- É um evento marcante e surpreendente que acontece pela direta intervenção de Deus.
- É a suspensão temporára de leis comuns da natureza e a intervenção de um poder sobrenatural.
QUANDO ACONTECE?
- Quando a situação foge do nosso controle, quando todos os recursos humanos se esgotam.
II REIS 4:1 a 7
Havia uma mulher, viúva de um profeta, discípulo de Eliseu que estava passando por necessidades, com dívidas e que não tinha como pagar. Segundo o costume da época, se uma pessoa devia e não tinha como pagar, os credores vinham e levavam os filhos e eles ficavam como escravos até a dívida ser paga.
Aquela mulher necessitava desesperadamente de um milagre!!!
PRINCÍPIO 1 - (Vs 1) O MILAGRE DEVE SER BUSCADO EM DEUS:
- Essa mulher foi até o profeta de Deus, a quem realmente poderia solucionar o seu problema.
- Muitas pessoas correm de um lado para o outro, atrás de soluções mágicas, mas não vão à fonte inesgotável de suprimentos , que é Deus.
- Outra coisa no verso 1b, é que aquela família temia ao Senhor e o servia; "quem serve a Deus , tem um argumento para ir à sua presença, para reinvindicar o milagre".
PRINCÍPIO 2 - (Vs 2)DESCUBRA O QUE HÁ DE MELHOR EM VOCÊ E DEDIQUE AO SENHOR:
- O que temos para oferecer é a matéria-prima do milagre. Ex:(Mt 14:15 a 21) - 5 pães e 2 peixes.
- O milagre também vai requere a nossa participação.
- O que você tem para oferecer, para que Deus possa realizar o milagre?
* Um pouco de fé?
* Disposição para mudar, naquilo que está impedindo o milagre? (Deus vai nos mostrar).
* Um pouquinho de dinheiro para pagar uma dívida enorme?
* Disposição para pagar o preço em jejum e oração?
PRINCÍPIO 3 - (Vs 3) SEGUIR A DIREÇÃO DE DEUS:
- Deus vai nos mostrar o que devemos fazer.
- Vai nos dar estratégias para o milagre.
- Fique atento ao direcionamento de Deus.
PRINCÍPIO 4 - (Vs 4) FECHAR A PORTA PARA A INCREDULIDADE:
- O milagre acontece num ambiente de fé.
- Precisamos procurar nos cercar de pessoas que crêem, que falam a mesma linguagem. Ex:(Lc 8:49 a 56) - A ressurreição da filha de Jairo.
- É preciso preparar o ambiente para se receber o milagre.
- Repreenda toda palavra contrária em nome de Jesus.
PRINCÍPIO 5 - (Vs 5) O MILAGRE É IMPULSIONADO POR FÉ:
- Aquela mulher creu na palavra do profeta.
- A fé é o ingrediente mais precioso para o milagre.
AINDA NO VERSO 5 - O MILAGRE REQUER OBEDIÊNCIA:
- Ela fez aquilo que o profeta disse, sem questionar.
- Nós oramos pedindo a direção e as estratégias de Deus, e Ele vai nos dar.
- Às vezes, vai parecer absurdo o que Deus vai nos falar; mas, algumas coisas não são para serem entendidas, e sim, para serem cridas e obedecidas.
 PRINCÍPIO 6 - (Vs 6) O MILAGRE É LIMITADO PELA FÉ DO HOMEM, E NÃO PELO PODER DE DEUS:
- O milagre é do tamanho e da proporção da nossa fé.
- Quanto maior a fé, maior será o nosso milagre.
- Qual o tamanho da sua fé?
- Qual o tamanho da sua vasilha?
PRINCÍPIO 7 - (Vs 7) SAIBA ADMINISTRAR O MILAGRE QUANDO ACONTECER:
- Aquela mulher vendeu o azeite e pagou suas dívidas.
- Muitas pessoas não sabem administrar o milagre, e muitas vezes, perdem a sua benção.
Ex: Você ora pedindo um recurso financeiro para pagar uma dívida, mas quando ele chega você o usa para outras finalidades. A oportunidade veio e você a perdeu.
" Deus nos dá o milagre para que o Seu Nome seja glorificado". Precisamos testemunhar do milagre que Deus nos deu, para outras pessoas. Pois o milagre tem o propósito de:
* Edificar a nossa fé ( I Ts 1:5 ).
* Revelar o poder de Deus aos Incrédulos ( Jo 11:42 ).

Os Dez Mandamentos da Qualidade

. Ao acordar, não permita que algo que saiu errado ontem seja o primeiro tema do dia. No máximo, comente seus planos no sentido de tornar seu trabalho cada vez mais produtivo.

Pensar positivo é qualidade

2. Ao entrar no prédio de sua empresa, cumprimente cada um que lhe dirigir olhar, mesmo não sendo colega de sua área.
Ser educado é qualidade

3. Seja metódico ao abrir seu armário, ligar seu terminal, disponibilizar os recursos ao redor. Comece relembrando as notícias de ontem.
Ser organizado é qualidade.

4. Não se deixe envolver pela primeira informação de erro recebida de quem talvez não saiba de todos os detalhes. Junte mais dados que lhe permitam obter um parecer correto sobre o assunto.
Ser prevenido é qualidade.

5. Quando for abordado por alguém, tente adiar sua própria tarefa, pois quem veio lhe procurar deve estar precisando bastante de sua ajuda e confia em você. Ele ficará feliz pelo auxílio que você possa lhe dar.
Ser atenciodo é qualidade.

6. Não deixe de alimentar-se na hora do almoço. Pode ser até um pequeno lanche, mas respeite suas necessidades humanas. Aquela tarefa urgente pode aguardar mais 30 minutos. Se você adoecer, dezenas de tarefas terão que aguardar a sua volta, menos aquelas que acabarão por sobrecarregar seu colega.
Respeitar a saúde é qualidade.

7. Dentro do possível, tente se agendar (tarefas comerciais e sociais) para os próximos 10 dias. Não fique trocando datas a todo momento, principalmente a minutos do evento. Lembre-se de que você afetará o horário de vários colegas.
Cumprir o combinado é qualidade.

8. Ao comparecer a estes eventos, leve tudo o que for preciso para a ocasião, principalmente suas idéias. E divulgue-as sem receio. O máximo que poderá ocorrer é alguém poderoso ou o grupo não aceita-la. Talvez mais tarde, em dois ou três meses, você tenha nova chance de mostrar que estava com a razão. Saiba esperar.
Ter paciência é qualidade.

9. Não prometa o que está além do seu alcance só para impressionar quem lhe ouve. Se você ficar devendo um dia, vai arranhar o conceito que levou anos para construir.
Falar a verdade é qualidade.

10. Na saída do trabalho, esqueça-o. Pense como vai ser bom chegar em casa e rever a família ou os amigos que lhe dão segurança para desenvolver suas tarefas com equilíbrio.
Amar a família e os amigos é a maior qualidade

JESUS, A ESPERANÇA DOS DESESPERANÇADOS II- Marcos 5.21-24 e 35-43

INTRODUÇÃO Todo o contexto deste texto mostra que Jesus é a esperança dos desesperançados. O impossível pode acontecer quando Jesus intervém. Ele acalmou o mar e fez cessar o vento, quando os discípulos estavam quase a perecer (Mc 4.35-41). Ele libertou um homem enjeitado pela família e pela sociedade de uma legião de demônios e fez dele um missionário (Mc 5.1-20). Ele curou uma mulher hemorrágica, depois que todos os recursos humanos haviam se esgotado (Mc 5.25-34). Agora, Jesus ressuscita a filha única de um líder religioso, mostrando que ele também tem poder sobre a morte (Mc 5.35-43).
JESUS VAI COM JAIRO LEVANDO ESPERANÇA PARA O SEU DESPERO
1. Quando Jesus vai conosco podemos ter a certeza que ele se importa com a nossa dor
Jesus sempre se importa com as pessoas: ele fez uma viagem pelo mar revolto à região de Gadara para libertar um homem louco e possesso. Agora, ele caminha espremido pela multidão para ir à casa do líder da sinagoga. Mas, no meio do caminho pára para conversar com uma mulher anônima e libertá-la do seu mal.
Jesus se importa com você. Sua causa toca-lhe o coração. Warren Wiersbe diz que as três palavras de Jesus neste episódio é que fazem toda a diferença.
Em primeiro lugar, a palavra da fé. “Não temas, crê somente” (5.36). Era fácil para Jairo crer em Jesus enquanto sua filha estava viva, mas agora a desesperança bateu à porta do seu coração. Quando as circunstâncias fogem do nosso controle, também somos levados a desistir de crer.
Em segundo lugar, a palavra da esperança. “A criança não está morta, mas dorme” (5.39). Para o cristão a morte é um sono passageiro, quando o corpo descansa e o espírito sai do corpo (Tg 2.26), para habitar com o Senhor (2 Co 5.8) e estar com Cristo (Fp 1.20-23). Não é a alma que dorme, mas o corpo que aguarda a ressurreição na segunda vinda de Cristo (1 Co 15.51-58).
Em terceiro lugar, a palavra de poder. “Menina, eu te mando, levanta-te” (5.41). Toda descrença e dúvida foram vencidas pela palavra de poder de Jesus. A menina levantou-se não apenas da morte, mas também da enfermidade.
2. Quando Jesus vai conosco os imprevistos humanos não podem frustrar os propósitos divinos
Enquanto a mulher com hemorragia recebe graça, o pai da moribunda vive o inferno, diz Adolf Pohl. Jairo deve ter ficado aflito quando Jesus interrompeu a caminhada à sua casa para atender uma mulher anônima no meio da multidão. Seu caso requeria urgência. Ele não podia esperar. Mas Jesus não estava tratando apenas da mulher enferma, mas também de Jairo. A demora de Jesus é pedagógica.
Algumas vezes parece que Jesus está atrasado. Os discípulos já tinham esgotado todos os seus recursos, jogados de um lado para o outro por uma terrível tempestade no Mar da Galiléia. Era a quarta vigília da noite e o naufrágio parecia inevitável. Mas quando a desesperança parecia vencer, Jesus apareceu andando sobre as águas, trazendo vitória para seus discípulos. Quando Jesus chegou à aldeia de Betânia, Lázaro já estava sepultado há quatro dias. Marta pensou que Jesus estava atrasado, mas Jesus levantou Lázaro da sepultura. Nada apanha Jesus de surpresa. Os imprevistos dos homens não frustram os propósitos divinos. Os impossíveis dos homens são possíveis para ele. Quando ele parece estar atrasado é porque está fazendo algo melhor e maior para nós.
3. Quando Jesus vai conosco não precisamos temer más notícias – v. 36
Jairo recebe um recado de sua casa: sua filha já morreu. Agora é tarde, não adianta mais incomodar o mestre. Na visão daqueles amigos as esperanças haviam se esgotado. Eles pensaram: “há esperança para os vivos; nenhuma para os mortos”.
A causa parecia perdida. Jairo está atordoado e abatido. A última faísca de esperança é arrancada do coração de Jairo. O mundo desabou sobre a sua cabeça. Uma solidão incomensurável abraçou a sua alma. Mas Jesus, sem acudir às palavras dos mensageiros que vinham da casa de Jairo, não reconhece a palavra da morte como palavra final, contrapõe-lhe a palavra da fé e diz-lhe: “Não temas, crê somente”. Adolf Pohl diz que no evangelho de Marcos a fé não resulta dos milagres, mas os milagres vêm da fé, sim, do milagre da fé. Exatamente quando a fé se torna ridícula é que se torna séria.
Na hora que os nossos recursos acabam, Jesus nos encoraja a crer somente. As más notícias podem nos abalar, mas não abalam o nosso Senhor. Elas podem pôr um fim nos nossos recursos, mas não nos recursos de Jesus. Jesus disse para Marta: “Se creres verás a glória de Deus”. As nossas causas irremediáveis e perdidas têm solução nas mãos de Jesus.
A morte é o rei dos terrores, mas Jesus é mais poderoso do que a morte. As chaves da morte estão na sua mão. Um dia ele tragará a morte para sempre (Is 25.8). A confiança na presença, na promessa e no poder de Jesus é a única resposta plausível para a nossa desesperança. Quantos as coisas parecem totalmente perdidas, com Jesus elas ainda não estão perdidas. Deus providenciou um cordeiro para Abraão no Monte Moriá, abriu o Mar Vermelho para o povo de Israel passar quando este estava encurralado pelos egípcios. A palavra de Jesus ainda deve ecoar em nossos ouvidos: “Não temas, crê somente”!
No meio da crise, a fé tem que sobrepor às emoções. C. S. Lewis diz que “o grande inimigo da fé não é a razão, mas as nossas emoções”. Tanto Marcos como Lucas falam do temor sentido por Jairo. Há algo temível na morte. Ela nos infunde pavor (Hb 2.15). Quando Jairo recebeu o recado da morte da sua filha seu coração quase parou, seu rosto empalideceu e Jesus viu a desesperança tomando conta do seu coração. Jesus, então, o encoraja a crer, pois a fé ignora os rumores de que a esperança morreu.
4. Quando Jesus vai conosco não precisamos nos impressionar com os sinais da morte – v. 39
Dewey Mulholland diz que os que estão ali lamentando, aqueles que informaram Jairo, e os próprios pais, sabem que a criança está morta. Jesus diz que ela está apenas dormindo, pois ele faz um prognóstico teológico e não um diagnóstico físico. Muitos dizem que a morte é o fim. Mas a morte não é permanente. Do ponto de vista de Deus, é um sono para o qual há um despertar. Mas Jesus promete mais do que isso. Embora esteja morta, sua condição não é mais permanente do que o sono; ele vai trazê-la de volta à vida. O culto à morte é declarado sem sentido e a morte denunciada. “Ela morreu” é uma palavra à qual Deus não se curva. “Deus não é Deus de mortos, e sim de vivos; porque para ele todos vivem” (Lc 20.38; Mc 12.27).
Os homens continuam divertindo-se, referindo-se a fé religiosa como se fosse uma superstição ou um mito. Mas esse abuso não fez Jesus parar. Ao longo dos séculos os incrédulos riram e escarneceram, mas Jesus continua operando milagres extraordinários, trazendo esperança para aqueles que já tinham se capitulado ao vozerio estridente da desesperança.
Nós olhamos para uma situação e dizemos: não tem jeito! Colocamos o selo da desesperança e dizemos: impossível! Então, somos tomados pelo desespero e a nossa única alternativa é lamentar e chorar. Mas Jesus olha para o mesmo quadro e diz: é só mais um instante, isso é apenas passageiro, ainda não é o fim, eu vou estancar suas lágrimas, vou aliviar sua dor, vou trazer vida nesse cenário de morte!
5. Quando Jesus vai conosco, a morte não tem a última palavra – v. 40-42
Os mensageiros que foram a Jairo e a multidão que estava em sua casa pensaram que a morte era o fim da linha, uma causa perdida, um situação irremediável, mas a morte também precisa bater em retirada diante da autoridade de Jesus.
Os que estavam na casa riram de Jesus. Nada sabiam do Deus vivo, por isso, riram o riso da descrença. Mas Jesus entra na risada e a expulsa (5.40). Diante do coral da morte, ergue-se o solo da ressurreição: “Tomando-a pela mão, disse: Talita cumi, que quer dizer: Menina, eu te mando, levanta-te! Imediatamente, a menina se levantou e pôs-se a andar...” (5.41-42). “Talita cumi” era uma expressão em aramaico, que a pequena menina podia entender, pois o aramaico era a sua língua nativa. Assim Jesus estava demonstrando a ela não apenas seu poder, mas também, sua simpatia e seu amor. Jesus não usou nenhum encantamento nem palavra mágica. Somente com sua palavra de autoridade, sem uma luta ofegante, sem meios nem métodos, se impõe à morte. Diante da voz do onipotente Filho de Deus, a morte curva sua fronte altiva, dobra seus joelhos e prostra-se, vencida, perante o criador!
Para Jesus não tem causa perdida. Ele dá vista aos cegos, levanta os paralíticos, purifica os leprosos, liberta os possessos, ressuscita os mortos, quebra as cadeias dos cativos e levanta os que estão caídos. Hoje ele dá vida aos que estão mortos em seus delitos e pecados. Ele arranca os escravos do diabo do império das trevas e faz deles embaixadores da vida. Ele arranca um ébrio, um drogado, um criminoso do porão de uma cadeia e faz dele um arauto do céu. Ele apanha uma vida na lama da imoralidade e faz dela um facho de luz. Ele apanha uma família quebrada e faz dela um jardim engrinaldado e perfumado de singela alegria.
6. Quando Jesus vai conosco, o choro da morte é transformado na alegria da vida – v. 42
Aonde Jesus chega, entra a cura, a libertação e a vida. Onde Jesus intervém, o lamento e o desespero são estancados. Diante dele, tudo aquilo que nos assusta precisa bater em retirada. A morte com seus horrores não pode mais ter a palavra final. A morte foi tragada pela vitória. Na presença de Jesus há plenitude de alegria. Só ele pode acalmar os vendavais da nossa alma, aquietar nosso coração e trazer-nos esperança no meio do desespero.
Marcos registra que imediatamente a menina se levantou e pôs-se a andar. A ressurreição restaurou tanto a vida como a saúde. Nenhum resquício de mal, nenhum vestígio de preocupação. O milagre foi completo, a vitória retumbante, a alegria indizível.
CONCLUSÃO
Jesus é a esperança dos desesperançados. Ele mostrou isso para o homem que não podia ser subjugado (5.1-20); para a mulher que não podia ser curada (5.25-34); e para o pai que recebeu a informação de que não poderia mais ser ajudado (5.21-24,35-43).
Coloque a sua causa também aos pés de Jesus, pois ele ainda caminha conosco e tem todo o poder para transformar o cenário de desesperança em celebração de grande alegria.



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