terça-feira, 1 de outubro de 2013

A Atualidade da sabedoria bíblica - uma análise dos livros de Provérbios e Eclesiastes - Parte 2/2

Os livros de Provérbios e Eclesiastes, ambos da autoria de Salomão, são classificados como “Literatura Sapiencial”, isto é, de Sabedoria. São livros recheados de conselhos e máximas que revelam um saber divino para vida cotidiana!

Leia também a parte 1/2

Se há sete temas específicos sobre os quais Salomão dar conselhos nos Provérbios, em seu livro de Eclesiastes encontramos pelo menos cinco deles:

1. O uso do tempo

Salomão fala primeiramente sobre a transitoriedade da vida. A vida é efêmera, passageira (Ec 1.4). Sendo vida tão curta, “que proveito tem o homem de todo o seu trabalho, com que se afadiga debaixo do sol?” (Ec 1.3). É o que o Pregador procurará responder. Muitos procuram driblar e viver fugaz com as mais várias formas de satisfação. Há aqueles que acham que possuir muita sabedoria resolveria o problema (Ec 1.16-18; 2.12-16); enquanto outros buscam no prazer essa mesma resposta (Ec 2.1-3); ainda outros procuram compensar isso com uma vida cheia de posses (Ec 2.4-11) e por último há aqueles que buscam suas realizações no próprio trabalho (Ec 2. 17-23). Tudo é vaidade! O centro de realização e satisfação não está nessas coisas.

2. Obrigações, votos e orações.

Salomão discorre no capítulo 5 de Eclesiastes sobre a adoração em um contexto onde se contrastam a obrigação e a devoção. Como devotos temos direitos, mas também possuímos deveres. E essas obrigações não se limitarão apenas ao mundo religioso, mas também ao universo político-social. Eclesiastes mostrará que essas obrigações serão melhores compreendidas quando vistas à luz dos os atributos de Deus, tais como: Santidade, transcendência e imanência. Essas obrigações, portanto, são de natureza político-social e também espiritual. Diante dos homens e também diante de Deus.

3. O justo e o ímpio

Uma das constatações feitas por cristãos piedosos ao longo da história é a de que os justos sofrem e os ímpios prosperam. Essa verdade vem confirmar as palavras de Salomão. Mas como Salomão, os cristãos piedosos chegaram a conclusão que a justiça é sempre melhor do que a injustiça e é preferível ser sábio do que estulto. E isso por uma razão bem simples – seremos medidos pela régua da eternidade e não pelas contingências da vida.

4. Empreendedorismo e missões

Salomão exorta seus leitores sobre a necessidade de se tomar uma atitude na vida e os convida a lançar o pão sobre as águas. Para ele nada adiantava ficar parado vendo a vida passar. Era preciso viver a vida com atitude e propósito. O sábio está dizendo: vá, não fique aí parado! Viva a vida com propósito! Viva a vida com uma atitude. Por outro lado, somos embaixadores ou representantes de Deus numa missão oficial (Is 6.8; Jr 1,7; Ez 2.34; Jz 6.8).

5. Temor a Deus

Na conclusão das suas reflexões sobre o viver debaixo do sol, Salomão faz uma reflexão contrastante sobre a vida e seus diferentes momentos. São estágios bem definidos: Juventude e velhice; alegria e tristeza; vida e morte; presente e futuro; o temporal e o eterno. Ele fala da juventude, mas é a partir de uma análise nua e crua da velhice. Fala da vida, mas é com os olhos fitos na morte; ele fala do presente, mas é a partir do futuro; fala do temporal, mas seus olhos estão voltados para o eterno; fala da criatura, mas seu alvo é o Criador; fala do nosso aprazimento aqui, mas sem perder de vista o julgamento final.

José Gonçalves, pastor da Assembleia de Deus em Água Branca, Piauí, escritor e comentarista de Lições Bíblicas de Jovens e Adultos da CPAD
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