segunda-feira, 20 de julho de 2015

Lição 4 – Pastores e Diáconos

A Função dos Bispos e Diáconos - Este comentário volta-se para as atribuições ou funções respectivas dos bispos e diáconos, com base na visão que o apóstolo Paulo teve da organização eclesiástica, na igreja em seus primórdios. Sem dúvida, ele estava orientando Timóteo sobre como lidar com uma igreja que não tinha um modelo organizacional definido. A História da Igreja indica que, no princípio, a igreja ia-se implantando, e organizando-se de acordo com a realidade de cada local. Era um desafio imenso organizar uma instituição que crescia rapidamente, agregando novos membros, sem que houvesse uma liderança preparada para tal realidade.

Os bispos ou presbíteros assumiam função de supervisores da obra, enquanto os diáconos os auxiliavam nas diferentes atividades que a igreja local demandava. E não eram poucas.

A exortação de Paulo reveste-se de grande significado. Os bispos eram pastores que cuidavam de todo o rebanho que lhes fora confiado pelo Espírito Santo. O verbo apascentar é emprestado da atividade pastoril, em que os pastores alimentavam as ovelhas e outros animais que necessitavam de alguém que deles cuidassem. Apascentar a Igreja de Deus” não é qualquer tarefa comum, nem confiável a qualquer um que aspire uma função de liderança na igreja. Por isso, ante a confusão que reinava na igreja de Éfeso, em meio à disseminação das heresias gnósticas, Paulo doutrinou sobre as funções ou qualificações dos bispos e dos diáconos. Ele tinha em mente a necessidade de haver ordem na igreja e no culto cristão, a necessidade de ordem no culto (1 Co 14 26.40).

Paulo tinha uma visão de administração eclesiástica. Ele sabia que só pode haver decência e ordem se houver organização. E a organização exige liderança. No Novo Testamento, a palavra bispo toma emprestado o sentido que lhe é dado na área da administração. Bispo é supervisor, administrador. É um líder da organização. O pastor de uma igreja local tem essa função de mordomo dos bens espirituais e materiais da Casa do Senhor.

0 bispo ou pastor de uma igreja local, além de cuidar dos bens espirituais, é o administrador dos bens materiais, do patrimônio adquirido pela comunidade que se congrega ao seu lado.

A função de pastor é eminentemente espiritual. É o homem a quem Deus confia o cuidado das almas que fazem parte da igreja local, visando prepará-las para, um dia, chegar ao céu, ao encontro do Senhor Jesus Cristo. Mas não pode esquivar-se da administração dos bens materiais da igreja local. Com relação aos diáconos, o Novo Testamento nos mostra que sua origem deveu-se às necessidades sociais da igreja nascente. “O crescimento vertiginoso trouxe diversos problemas. Entre os conversos, havia pessoas de outros lugares, além de judeus. Os problemas não tardaram a surgir. O evangelista Lucas, escritor de Atos dos Apóstolos, registrou o que ocorria naqueles dias, quando a comunidade cristã cresceu grandemente e surgiram diversos problemas, inclusive de ordem social (cf. At 6.1-7). E os líderes da Igreja resolveram reunir a assembleia e buscar a solução para o atendimento social aos irmãos carentes. A tarefa era um grande desafio. Ou eles cuidavam da evangelização e do discipulado, ou cuidavam da parte social”1.

1 - QUEM DESEJA O EPISCOPADO

1. Excelente Obra

Esta é uma palavra fiel: Se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja” (1 Tm 3.1). A expressão “uma palavra fiel” sem dúvida alguma é uma declaração positiva em relação à aspiração que alguém possa ter, desejando assumir tão grandes e sérias responsabilidades, no ministério ordenado, na igreja cristã. Em sua missiva a Timóteo, Paulo assevera que almejar o “episcopado” ou o pastorado é desejar uma obra excelente. O episcopado é o conjunto de funções ou atividades dos bispos ou presbíteros. Gordon Fee afirma que “o cargo de presbítero (episcopado) é questão sobremodo significativa, uma “excelente obra”, que deveria ser, na verdade, o tipo de tarefa à qual uma pessoa podia aspirar”.2 Imaginemos o que significava ser um líder da comunidade cristã, nos primeiros séculos de sua história. Tudo era novo, desafiador, relevante e às vezes impactante. Numa sociedade em que havia pouquíssimas classes sociais, ser líder de uma comunidade era posição por demais honrosa e de grande responsabilidade e significân- cia. Por isso, não houve exagero nas palavras de Paulo em considerar o episcopado excelente aspiração.

2. A Chamada

Se, hoje, quando há tantos obreiros aspirando ao ministério, ser um bispo ou presbítero é considerada oportunidade valiosa para quem deseja servir a Deus, à época de Paulo, tinha muito mais significância. Isso porque ter uma função de liderança na obra do Senhor não é para qualquer um. O “candidato” ao episcopado pode desejá-lo, e isso não é nada estranho. Mas, para assumi-lo, é necessário, antes de qualquer requisito, ter a “chamada específica” da parte de Deus. Aquela convocação pode ser interior, por meio da voz de Deus falando ao coração, ou de outras formas externas, como veremos a seguir. O episcopado não deve ser fruto de acordos e arranjos ministeriais, por amizade, família ou condição social ou financeira. Deve ser resultado de um relacionamento sério com Deus, o dono da obra. Paulo foi chamado desde o ventre (G1 1.15). Nem todos são chamados assim. Mas quem é chamado, não só tem a convicção da chamada, mas apresenta um perfil que agrada a Deus. Não há uma única forma da chamada.

1) Chamada direta

Ela ocorre, quando Deus chama a pessoa e, diretamente, lhe dá consciência íntima da missão a ser cumprida. Por exemplo: Abraão (Gn 12.1,2); Isaque (Gn 26.1,2); Jacó (Gn 31.3); Moisés (Êx 3.10). No Antigo Testamento, via de regra, era essa a forma da chamada. Nos dias atuais, ainda é possível ouvir esse tipo de chamada? Certamente, sim. Em sua soberania, Deus se vale dos meios e formas que quiser usar para convidar, ou convocar, alguém para a sua obra.

2) Chamada indireta

Ocorre quando Deus chama alguém por intermédio de um profeta, como no caso de Arão (Êx 4.13-16); Josué (Nm 27.18-23); por intermédio de Jesus, no caso dos apóstolos (Mt 10.1-6); por meio da igreja, como Matias (At 1.23-26); Barnabé e Saulo (At 13.1,2), etc. O que “deseja o episcopado” deve ter a humildade e a serenidade para esperar que Deus confirme sua chamada, de modo direto ou por meio da igreja local, onde há líderes comissionados por Deus, com delegação de autoridade para separar ou consagrar obreiros para o ministério. Não deve lançar-se como um aventureiro em busca de cargo ou de prestígio pessoal. O ministério é sacerdócio e muitas vezes é sacrificial.

3) A convicção da chamada

Seja de modo direto ou indireto, é fundamental que o obreiro tenha a convicção de que é chamado por Deus e não pelos homens. Paulo tinha essa convicção (Ver 1 Cl 1.1; G1 1.1; 1 Tm 1.1). A convicção da chamada dá segurança. Se o obreiro vai bem, o trabalho prospera, ele pode dar graças; se surgem problemas, oposições, críticas, ele pode chegar com confiança diante do Senhor e reivindicar sua intervenção e ajuda, pois está ali porque sabe que foi chamado e enviado.

4) A chamada e o envio

Entre o tempo da chamada e o tempo do envio de um obreiro, há intervalos os mais diferentes. Há pessoas que são chamadas e enviadas imediatamente. Jonas foi chamado e enviado de imediato, ainda que não obedeceu (Jn 1.1,2); os apóstolos foram chamados, mas só foram enviados após aproximadamente algum tempo de aprendizado com Jesus (Mt 10.16; Mc 6.7; Lc 10.1). O caso de Paulo é significativo: foi chamado (At 9.4,6,15), mas não foi reconhecido logo (At 9.26); teve a ajuda de Barnabé (At 9.27), ficou na igreja em Antioquia (At 13.1), e só começou a atuar quando foi enviado pelo Espírito Santo (At 13.4). Há chamadas para o envio de obreiros, e há chamada de Deus para uma missão, cargo ou função, na igreja local. Fato muito comum, em todas as igrejas cristãs.

Diante de todos esses requisitos, o bispo ou líder de uma igreja precisa reconhecer que é Deus quem dá a liderança à igreja, mas não dá igreja a nenhum líder. A Igreja é dEle: “E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo” (Ef 4.11).

II - ATRIBUIÇÕES E QUALIFICAÇÕES DOS BISPOS E DIÁCONOS (3.1-13)

1. Atribuições dos Bispos (1-7)

Considerando a importância e a amplitude do episcopado, Paulo discriminou uma lista de qualificações e atribuições dos bispos, presbíteros ou pastores, líderes da igreja local. E indispensável compreendermos que qualidades ou qualificações deve ter aquele que é chamado por Deus para exercer funções tão importantes na obra do Senhor.

Para alcançar a posição de um bispo, presbítero ou pastor, o aspirante ao episcopado necessita conhecer quais atribuições e qualificações precisa ter e desenvolver ao longo de sua vida ministerial. No texto de 1 Timóteo 3.1-7, vemos algumas qualificações, que podem ser resumidas num conjunto de indicações, que por sua vez podem ser divididas em três grupos:

1.1. Qualificações espirituais e ministeriais

1) Ter condições de pregar a Palavra de Deus, sendo “apto a ensinar” (3.2 ; 2 Tm 2.1);
2) Ter bom testemunho diante da igreja e dos descrentes (3.7);
3) Não ser neófito, novato, inexperiente (3.6);
4) Ser vigilante, atento ao que se passa ao seu redor (3.2);
5) Saber depender de Cristo para cumprir a missão (Jo 15.5; Fp 4.13).

1.2. Qualificações familiares

1) Ter vida conjugal ajustada, ser “marido de uma mulher” (3.2); não só isso, mas amar a esposa, “como Cristo amou a Igreja e a si mesmo se entregou por ela” (Ef 5.25);
2) Demonstrar que governa bem sua família (3.4);
3) Ter autoridade sobre a esposa (Ef 5.23);
4) Ter autoridade sobre os filhos (3.4,5).

1.3. Qualificações morais e emocionais

1) Ser “irrepreensível” (3.2), que não pode ser acusado de algo que desabone sua conduta;
2) Ser honesto, sincero, verdadeiro (3.2);
3) Ser “hospitaleiro”, ou acolhedor, que sabe tratar bem as pessoas (3.2);
4) “Não dado ao vinho”, não usuário de bebidas alcoólicas (3.3);
5) “Não espancador”, ou seja, não violento, agressivo (3.3; G1 5.22);
6) Não cobiçoso Nem gananciosos (3.3);
7) Ser “sóbrio” (3.2), simples, moderado (3.3);
8) “Não contencioso” (3.2; 2 Tm 2.24); 9) “Não avarento” (3.3; 6,10).

2. Atribuição dos Diáconos — a Diaconia (8-13)

O ministério ou serviço dos diáconos (gr. diakonia) surgiu a partir de uma bênção, de um problema e de uma murmuração. A bênção foi o crescimento extraordinário dos que criam em Jesus e o aceitavam como Salvador, deixando o judaísmo e outras religiões e tornando-se cristãos. O problema foi causado pela situação social de muitos que aceitavam a fé, especialmente envolvendo viúvas dos gregos ou gentios, que aceitavam o evangelho. A murmuração foi a reclamação desses, que se julgavam discriminados pelos líderes da igreja em relação ao atendimento de suas necessidades básicas (cf. At 6.1-7). Os diáconos tiveram papel muito honroso na igreja em seus primórdios. Os bispos e os diáconos eram líderes da igreja. Paulo usou o termo diáconos como favorito para si e para seus cooperadores (cf. Rm 16.1; 1 Co 3.5 — “ministros”; Cl 1.23 — “ministro”; Cl 4.7 — “fiel ministro”). Todos esses termos correspondem a “diácono”.

Além das qualidades exigidas em Atos 6.1-7, Paulo indica outros importantes requisitos para o diaconato. Após enumerar as qualificações para bispo ou presbítero, Paulo aproveita o ensino para discorrer sobre as qualificações dos diáconos ou ministros que serviam nas igrejas. E o faz de modo imediato, sem lacuna ou pausa em sua ministração, dizendo que os diáconos, “da mesma sorte” que os bispos ou presbíteros, deveriam ter as seguintes qualificações (1 Tm 3.8-10,11-13), que têm o mesmo sentido espiritual, moral e eclesiástico do que é exigido para os bispos, mas com alguns requisitos específicos:

2.1. Qualificações morais

1) Serem honestos (3.8);
2) Homens de palavra, “não de língua dobre” (3.8);
3) Não sejam usuários de bebida alcoólica (3.8);
4) Não sejam cobiçosos ou gananciosos (3.8).

2.2. Qualificações espirituais e familiares

1) Que saibam guardar “o mistério da fé em uma pura consciência” (3.9);
2) Serem provados, no seu viver e trabalho, e serem irrepreensíveis (3.10).
3) As mulheres (diaconisas) devem ser “honestas, não maldi- zentes, sóbrias e fiéis em tudo” (3.11);
4) Sejam homens fiéis a suas esposas (3.12);
5) Que saibam ser líderes em sua casa, e “e governem bem seus filhos e suas próprias casas” (3.12).

III - SERVIÇO — A BASE EVANGÉLICA PARA EXERCER O MINISTÉRIO

1. O Serviço Cristão

Todo cristão é chamado para ser servo de Deus. Como tal, sua atividade e missão deve ser contribuir com sua vida, seu testemunho e seu serviço para o engrandecimento do Reino de Deus. Paulo enfatizou o trabalho dos diáconos, chamando a atenção para aqueles que se comportam à altura da função diaconal (1 Tm 3.13). As tarefas do servo (diáconos) chama-se diakonia, que inclui as diversas atividades desempenhadas junto à comunidade cristã, visando à sua organização e cumprimento da missão que Cristo confiou à sua Igreja. No sentido amplo, todo crente é um diácono, pois ninguém deixa de ser “servo” pelo fato de galgar ou ser levado a funções ministeriais de maior responsabilidade. Um presbítero continua sendo servo; um evangelista ou pastor não deixa de ser servo no Reino de Deus.

A palavra diácono “também quer dizer um servo ou um ‘ministro’. Para a nossa cultura eclesiástica, parece difícil admitir que um diácono seja um ministro. No seu significado etimológico, essa palavra tanto se refere a um servidor subalterno, que trabalha como servo de um senhor, como a “um assistente, um discípulo (Jo 12.26); a ministros, mestres das coisas de Deus e que atuam em favor de Deus (1 Co 3.5;

2 Co 3.6; 11.23; Ef 6.21; 1 Ts 3.2)”.3 “Em especial, uma referência a um mestre ou pastor cristão (em sentido técnico, um diácono ou dia- conisa): diácono, ministro, servo ... Substantivo com o significado de ‘ministro’, ‘servo’, ‘assistente’.”4

2. O Exemplo de Jesus como Servo

Jesus Cristo foi exemplo para a Igreja em todos os aspectos. Em sua diaconia, Ele foi “apóstolo [...] da nossa confissão” (Hb 3.1); foi profeta (Lc 24.19); foi evangelista (Lc 4.18,19); foi pastor (Jo 10.11). E também foi diácono. Ele demonstrou seu caráter e sua personalidade, dando exemplo de humildade. Para cumprir sua missão sacrificial em favor dos homens, Jesus despojou-se temporariamente de sua glória plena (Jo 17.14). Paulo diz que Ele assumiu a forma de servo, mais que isso, a forma de “escravo”. Jesus, “sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz” (Fp 2.6-8).

Esse texto indica que Jesus não se comportou como um servo comum. Mas como um escravo, um servo do nível mais humilde na escala social. A palavra para servo, no trecho destacado acima, não é diácono (um servente, um garçom, um empregado), mas doulos, que denota a condição de “um escravo”, “referindo-se a um serviço involuntário: um escravo, em contraste com um homem livre (1 Co 7.21; G1 3.28; Cl 3.11; Ap 6.15)”.5 Ele deu prova disso quando, na véspera de sua morte, reuniu seus discípulos para a ceia. E “levantou-se da ceia, tirou as vestes e, tomando uma toalha, cingiu-se. Depois, pôs água numa bacia e começou a lavar os pés aos discípulos e a enxugar-Uws com a toalha com que estava cingido” 0o 13.4,5 - grifo nosso). Aquela ação era dever de um escravo (doulos) da casa. Ele não pediu a ninguém para ajudar. Tomou a toalha, pôs água na bacia, lavou os pés dos discípulos e os enxugou com a toalha!

Seus discípulos ficaram admirados, sem dúvida. O Mestre, o Rabi, o Raboni! Fazendo serviço de um serviçal! Pedro, sempre impaciente, com seu temperamento sanguíneo, a princípio, não quis aceitar que o Mestre lhe lavasse os pés. Mas, ao saber que se não o fizesse, não teria parte com Ele, pediu que lhe desse um banho 0o 13.6-9).

Com esse comportamento Jesus quis dizer que, se Ele, “Senhor e Mestre”, dispôs-se a se colocar na posição de servo, de escravo (doulos), seus discípulos também deveriam assumir a posição de servos uns dos outros.

3. A Expectativa de Paulo

A distância entre amigos e irmãos causa sentimentos os mais variados. Para uns é causa de tristeza; para outros, de saudade; e, para outros, o desejo do encontro, ou o reencontro fraternal, para o estreitamento dos laços de amizade e amor. Paulo era o mentor espiritual de Timóteo. A ele, o jovem discípulo, o apóstolo escreveu duas cartas. Já na primeira, ele demonstrava sua ansiedade e expectativa de tornar a ver pessoalmente o seu discípulo amado (1 Tm 3.14,15). Paulo conhecia bem suas possibilidades e limitações. Desejava o mais breve possível reencontrar Timóteo, mas admitia a hipótese de um retardamento em viajar ao encontro do seu amigo.

E fez solene advertência e admoestação, lembrando a Timóteo que lhe escrevera, para que, se tardasse, ele soubesse “como convém andar na casa do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade”. Fazia parte dos ensinos de Paulo a Timóteo inculcar-lhe na mente o valor sagrado da igreja local, ou mesmo do templo, em que se adora ao “Deus vivo”.

Por isso é preciso muito cuidado para não transformar o templo de Deus em lugar de culto à personalidade, onde a figura principal é o pastor, e não Cristo. E deve-se evitar ou coibir práticas ilícitas à luz da Palavra de Deus. Jesus virou as mesas dos cambistas e dos que vendiam animais para os sacrifícios, dentro do recinto do Templo. Se necessário for, os pastores devem agir com rigor, dentro dos limites da ética, para resgatar o valor e o sentido do templo, do edifício construído para a adoração a Deus.

CONCLUSÃO

As funções ministeriais de diácono e de presbítero são muito relevantes e necessárias à boa ordem no ambiente de adoração e culto a Deus. São estabelecidas, com base bíblica, para que as atividades das igrejas locais sejam bem organizadas e contem com uma liderança eficiente e responsável. Os bispos ou pastores são aqueles que cuidam das definições mais amplas da missão da igreja. Os diáconos são obreiros, instituídos, biblicamente, para auxiliar os líderes cristãos, que se dedicam ao estudo e à ministração da Palavra de Deus. Que o Senhor nos faça entender que, sejam bispos, sejam diáconos, que “todos sejam um” 0o 17.21), sem hierarquização formalista, num sistema de poder. Mas que todos tenhamos a mentalidade de servos a serviço dos servos de Deus.

1 DE LIMA, Elinaldo Renovato. Dons espirituais e ministerais, p.140.
2 Gondon D. FEE. Novo comentário bíblico contemporâneo. 1 & 2 Timóteo e Tito, p. 90.
3 CPAD. Bíblia de estudo palavras-chave, p. 2142.
4 Ibid., P. 2142.
5 Ibid., P. 2156. Nota 1401.




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