segunda-feira, 30 de abril de 2012

Lição 6 – Tiatira, a Igreja Tolerante - 3

Comentário Esperança - Cartas de João e Judas e Apocalipse de João Apocalipse 2.18-29 
À igreja em Tiatira
18 Ao anjo da igreja em Tiatira escreve: Estas coisas diz o Filho de Deus, que tem os olhos como chama de fogo e os pés semelhantes ao bronze polido: 19 Conheço as tuas obras, o teu amor, a tua fé, o teu serviço, a tua perseverança e as tuas últimas obras, mais numerosas (―maiores‖) do que as primeiras. 20 Tenho, porém, contra ti o tolerares que essa mulher, Jezabel, que a si mesma se declara profetisa, não somente ensine, mas ainda seduza os meus servos a praticarem a prostituição e a comerem coisas sacrificadas aos ídolos. 21
Dei-lhe tempo para que se arrependesse; ela, todavia, não quer arrepender-se da sua prostituição. 22 Eis que a prostro de cama, bem como em grande tribulação os que com ela adulteram, caso não se arrependam das obras que ela incita. 23 Matarei (pela peste) os seus filhos, e todas as igrejas conhecerão que eu sou aquele que sonda mentes (―rins‖ [TEB, BJ]) e corações, e vos darei a cada um segundo as vossas obras. 24 Digo, todavia, a vós outros, os demais de Tiatira, a tantos quantos não têm essa doutrina e que não conheceram, como eles (os adeptos de Jezabel) dizem, as coisas profundas de Satanás: Outra carga não jogarei sobre vós; 25 tão-somente conservai o que tendes, até que eu venha. 26 Ao vencedor, que guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei autoridade sobre as nações, 27 e com cetro de ferro as regerá e as reduzirá a pedaços como se fossem objetos de barro; 28 assim como também eu (o) recebi de meu Pai, dar-lhe-ei ainda a estrela da manhã. 29 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.

18 Após a indicação dos destinatários e a ordem para escrever a auto-apresentação do Senhor volta a retomar um elemento do cap. 1: Estas coisas diz o Filho de Deus, que tem os olhos como chama de fogo e os pés semelhantes (―são iguais‖) ao bronze polido (―brasas de bronze‖). Somente aqui o Apocalipse apresenta Cristo como ―Filho de Deus‖. Porém em Ap 1.6 havia um paralelo indireto. Aqui o título parece estar relacionado com o Sl 2.7, uma vez que no final (v. 26,27) esse salmo é extensamente usado. O Filho de Deus é aqui o Juiz dos súditos amotinados. As partes seguintes de Ap 1.14,15, os olhos flamejantes de fogo e os pés ardentes, ressaltam a soberana inquisição judicial e execução da sentença. A presente missiva pode ser entendida como intensificação da mensagem à comunidade em Pérgamo, que também já tinha a ver com idolatria e imoralidade (aqui no v. 20). Contudo, conforme os v. 12,16, estava em questão a sentença judicial. Pérgamo temia tomar posição. Faltava-lhe a força para verbalizar o que era necessário. Agora não somente falta a força, mas também já o conhecimento inequívoco. Parece existir já uma certa concordância com a heresia (v. 20, diferenciando-se do v. 14). Nesse local podemos antecipar outra questão. Tiatira se encontrava sob a influência de Jezabel (v. 20), o personagem da desgraça do tempo do reinado, assim como Pérgamo agia semelhantemente a Balaão. Também nisso se constata uma piora. Ambos representavam a sedução, porém Balaão era estrangeiro, e Jezabel se tornara membro da própria casa real. Isso tornava a situação mais precária e a rejeição mais difícil.

19 Conheço as tuas obras volta a encetar o inquérito judicial. O elogio é desenvolvido com mais força que em outras missivas: teu amor e tua fidelidade e teu serviço e tua perseverança. Aqui aplica-se duas vezes o esquema dentro – fora: amor em direção a Cristo (cf. Ap 2.5), fidelidade no testemunho diante do mundo (cf. Ap 2.13); amor ativo aos irmãos na igreja, perseverança disposta a sofrer até a vinda de Jesus para fora (cf. Ap 2.2). A situação desses cristãos parecia ser inversa à dos de Éfeso, entre os quais o amor e as primeiras obras definhavam. Aqui até aumentavam: as tuas últimas obras, mais numerosas (―maiores‖) do que as primeiras (cf. sobre isso Ap 2.5). Entretanto, de modo tão surpreendente como na mensagem à primeira comunidade intervém agora a acusação 

20 Tenho, porém, contra ti o tolerares (―deixar agir‖) que essa mulher, Jezabel, que a si mesma se declara profetisa, não somente ensine, mas ainda seduza os meus servos a praticarem a prostituição e a comerem coisas (―carne‖) sacrificadas aos ídolos. Os fatos são os mesmos como os de Balaão, talvez com maior provocação e despudor, uma vez que a imoralidade desde já passa a ocupar o primeiro lugar (quanto aos detalhes cf. Ap 2.14). Tampouco falta a propaganda aberta: em Tiatira, parece que se deixou o ensino da comunidade nas mãos da herege pregadora, enquanto os discípulos elogiados por Cristo se recolheram ao campo do discipulado prático (cf. v. 19). Em Pérgamo, ademais, existiam ainda duas linhas de proclamação lado a lado. Com certeza Jezabel é, nesse caso, um nome simbólico (nota 193). Cabe observar amargamente, também em vista da rainha israelita no AT, que ele poderia significar justamente ―a casta‖. Através dela penetrou em Israel o culto sírio da fertilidade (1Rs 16.31-33). Em 1Rs 22.38; 2Rs 9.30 talvez transpareça algo de seu caráter. Na verdade ela não pregou pessoalmente, mas trouxe ao país centenas de profetas da deusa gentílica de fertilidade (1Rs 18.19), exterminou os profetas do Senhor (1Rs 18.4,13) e intimidou Elias. Assim tornou-se paradigma da profecia mentirosa. Em 1Rs 21.25 é mencionado seu papel de sedutora e no v. 26 também se estabelece uma relação com o tempo de Balaão. Também no presente caso ela seduz os meus servos (como consta literalmente em 2Rs 9.7; 17.13). São os membros da igreja que em Ap 1.1 são chamados de ―seus servos‖.

21 Dei-lhe tempo (―prazo‖) para que se arrependesse. Apesar de que At 11.18 diz que Deus ―concede‖ arrependimento, ele não desloca simplesmente para o arrependimento. Ele não o arremessa contra a pessoa, como se lança o reboco contra uma parede. O ser humano não é tratado por Deus como uma parede, o que seria graça sem clemência (qi 46). Ele dá espaço e tempo para a penitência. Ela, todavia, não quer arrepender-se da sua prostituição (―imoralidade‖). Conforme Mt 23.37, Jesus manteve sua boa vontade em vigor por longo tempo: ―Quantas vezes eu quis… mas vocês não quiseram!‖ (BLH). Também em Jo 5.40 lemos: ―Não quereis‖. Do mesmo modo, Israel realmente precisava querer sob a atuação de Elias em prol do arrependimento (1Rs 18.37). A extensão do prazo de clemência é pressuposta em 1Rs 18.21: ―Quanto tempo mancareis de ambos os lados?… E o povo não lhe respondeu nada‖ (tradução do autor). Nem concordância nem discordância. Apresenta-se obstinado na hora da graça.

22 A palavra de advertência subseqüente quanto ao rigor, cf. o exposto sobre Ap 2.16) resume-se tão somente, em relação a ―Jezabel‖, a uma comunicação de penalidade, porque seu prazo de arrependimento já se esgotou: Eis, começa a declaração à semelhança de um juramento. ―Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará‖ (Gl 6.7). É nesse sentido que no presente contexto também se torna evidente a relação entre pecado e juízo (nota 293): Eu a prostro de cama (―a lanço num leito de enfermos‖). O leito da prostituta torna-se leito de doença terminal, assim como a semeadura se torna colheita. Bem como em grande tribulação os que com ela adulteram, caso não se arrependam das obras que ela incita. Esses adúlteros – presumivelmente não se trata de apostasia espiritual apenas, mas também da ruína real de matrimônios – foram outrora ―meus servos‖ (v. 20). A tribulação não vem somente por seguir a Cristo (cf. o comentário a Ap 1.9), mas também pela apostasia e pelo pecado: ―é justo para com Deus que ele dê em paga tribulação aos que vos atribulam‖ (2Ts 1.6; Rm 2.9). Talvez ―Jezabel‖ veio ao encontro do temor humano de sofrer, motivo pelo qual alargara o caminho estreito e prometera levar para uma vida mais feliz. No entanto, conduziu para um sofrimento inconsolável. De seus adeptos, porém, ainda se espera que se arrependam. Entretanto, o tom é terminante como no Sl 2.10-12: ―Sede prudentes; deixai-vos advertir… para que se não irrite, e não pereçais no caminho‖. Um Deus sem ira também seria um Deus que não sabe nada sobre o sofrimento mundial desencadeado pelo pecado. Injustiça e sedução o irritam, como se o atingissem pessoalmente. Tampouco o equilíbrio psíquico daquele que realmente conhece a Deus, quando presencia esses males, permanece inabalável.

23 A palavra de advertência encerra com um anúncio, cuja interpretação não é unívoca: matarei os seus filhos (―e a seus filhos matarei pela peste‖ [tradução do autor). Novamente enseja-se uma relação com a Jezabel do AT, cujos filhos tiveram o destino descrito em 1Rs 21.21,29; 2Rs 10.7. Será que no presente caso também se trata dos filhos físicos dessa mulher, ou de seus alunos? No segundo caso haveria uma afirmação paralela ao v. 22. Ambos os trechos prometem tribulações aos adeptos. Aqui, porém, são ameaçados depois que rejeitaram o arrependimento e não podem mais ser designados de ―servos de Jesus‖, mas se tornaram definitivamente ―filhos‖ da herege. Como o juízo no monte Carmelo em 1Rs 18, o julgamento destes filhos é ao mesmo tempo ação de Deus na igreja toda: e todas as igrejas conhecerão (―reconhecerão‖). Deve voltar à consciência das igrejas o que lhes foi dissipado devido ao seu esquecimento: Eu sou, de maneira tal que acaba todo ―manquejar de ambos os lados‖. Esse ―Eu sou‖ não é pronunciado apenas como sinal de consolo (Ap 1.4,5,17) para a comunidade, mas também uma vez sob o estrondo do juízo. A primeira fonte de reconhecimento com certeza é a bondade de Deus (Rm 2.4). Contudo, quando a bondade de Deus não conduz ao reconhecimento da verdade e da realidade, mas repetidamente ao desconhecimento, à inocuidade de Deus e de seu evangelho, existe ainda essa segunda fonte de conhecimento: o juízo na igreja. Jesus promete acabar com essas distorções do entendimento: Eis!
Ele é o Juiz da comunidade, que sonda mentes (―rins‖ [TEB]) e corações, ou seja, desejos e pensamentos, e vos darei a cada um segundo as vossas obras. Os ―olhos como chama de fogo‖, na auto-apresentação do Senhor (v. 18) já indicavam um processo infalível que atravessa toda a dissimulação espiritual, e os ―pés como fogo‖ indicavam a sagrada execução judicial ―segundo as obras‖ (quanto a pormenores, cf. o comentário a Ap 1.14). ―Segundo as obras‖ é uma expressão bíblica geral (p. ex., Pv 24.12). Ela transparece também em Paulo, p. ex., em Rm 2.6. As fórmulas, no entanto, sempre carecem de interpretação de acordo com o respectivo contexto. Nele contrapõe-se ―eu darei‖ a ―eu dei‖, no v. 21: portanto, quando alguém obtém vida eterna no juízo ―conforme as obras‖, terá de ser glorificado aquele que realizou nele a bondade, paciência e longanimidade de Deus. Não há como afirmar que alguém alcança sua salvação por méritos. Por outro lado, ―eu darei‖ no presente versículo contrapõe-se a ―eu darei‖ nos v. 26,27. As dádivas de salvação ali arroladas ultrapassam qualquer mérito (cf. EXCURSO 1f, no final). Conseqüentemente, nosso versículo se encontra entre as clemências de Deus. Caminhamos de graça em graça e, por isso, estão em jogo, com seriedade máxima, também as obras.

24 Finalmente, porém, o v. 23 analisado também encerra um uma contra-senha contra a orgulhosa devoção aparente, citada na palavra de exortação seguinte (EXCURSO 1d): Digo, todavia, a vós outros, os demais de Tiatira. Parece que essa parte da comunidade é a menor, somente um resíduo, um resto espremido contra a parede, daqueles que preservaram um senso límpido de Cristo. No v. 19, esse grupo foi elogiado, e agora ele é consolado e advertido – apesar da crítica do v. 20! – da mesma forma como as igrejas em Esmirna e Filadélfia, que somente obtiveram elogios. Por que não ouvimos nenhuma ordem enérgica para expulsar os adeptos de Jezabel!? Em determinadas situações isso não é viável, a saber, quando o grupo fiel a Cristo se tornou uma minoria na comunidade. Nesse caso, o próprio Senhor se encarregou da disciplina eclesial (v. 22,23). Os ―restantes‖ nos fazem recordar novamente o conflito de Elias com Jezabel: 1Rs 19.10,14,18. São os ―sete mil, todos os joelhos que não se dobraram a Baal‖ ou os que não têm essa doutrina. Essa doutrina é caracterizada agora: que não conheceram, como eles (os adeptos de Jezabel) dizem, as coisas profundas de Satanás. Talvez essa frase distorça de propósito a palavra de ordem das ―profundezas de Deus‖, que esses hereges afirmam ter reconhecido, formulando-a em ―coisas profundas de Satanás‖. Com isso estaria sendo contestado que foi Deus a quem reconheceram, não importando as experiências de que se gloriem. É uma profundidade de pensamento equivocada ou hipócrita. É bem provável, porém, que se trata de uma palavra de ordem real dos adversários. Gabavam-se: ―Nós temos conhecimento!‖ (1Co 8.1). Para compreender realmente a Deus e sua graça era necessário que, conforme a doutrina deles, se tivesse penetrado nas ―coisas profundas de Satanás‖. Ao que tudo indica, entendiam sob essa experiência, um êxtase, no qual também se transgrediam limites morais. Ter experimentado tudo uma vez era considerado como um sinal de maturidade, do qual eles se gloriavam. Quem não tivesse experimentado uma quantia suficiente de coisas sobrenaturais e satânicas, poderia estar tomado na prática, de sentimentos de inferioridade. Paulo contra-argumentou: ―na malícia… sede crianças!‖ (1Co 14.20). ―Quero que sejais sábios para o bem e símplices para o mal‖ (Rm 16.19). Às vezes obtemos a impressão de que uma sólida superstição prende mais as pessoas que a fé singela em Cristo, que atua no amor. Para esses ―demais‖, portanto, vale a promessa: Outra carga não jogarei sobre vós. Aqui pode residir uma explicação da brandura que com surpresa constatamos no versículo anterior, bem como a ausência de uma palavra de ameaça aos criticados: já sofreram o suficiente. Com isso o assunto está encerrado. Não devem ser impostas outras cargas de castigo ou sofrimento. Já está encerrado não apenas o prazo de clemência para Jezabel (v. 21), mas também o tempo de juízo para os demais.

25 Tão-somente conservai o que tendes, até que eu venha. Manter firme é o que se espera deles do mesmo modo como da igreja em Pérgamo (Ap 2.13). Contudo sua luta é pura luta defensiva. Sua vitória seria que em Tiatira permanecessem verdadeiros cristãos. Não se fala de ganhar terreno.

26 A essa perseverança liga-se também o oráculo do vencedor (EXCURSO 1f). Ao vencedor, que guardar até ao fim as minhas obras. ―Fim‖ está se referindo à vinda de Jesus do v. 25. A luta de Tiatira concentra-se em permanecer fiel até esse fim (cf. o comentário a Ap 2.5). ―Guardar‖, que em Ap 1.3 e tantas vezes é relacionado às palavras de Jesus, refere-se agora às obras de Jesus. Isso não pode ser nenhum acaso. Já o v. 19, apesar de ser detalhado, não noticia nada acerca de uma atividade de pregação dos fiéis em Tiatira. Parece que Jezabel se apropriou inteiramente da proclamação. Ela lidava à sua maneira com as palavras de Jesus, e ninguém tinha condições de enfrentar sua arte de distorcê-las. Diante dessa realidade, uma exortação para que os ―restantes‖ guardassem a palavra de Jesus, isto é, anunciá-la e ouvi-la nos cultos, teria sido ineficaz. Contudo, quem não consegue mais usar da palavra contra um herege ou quem não encontra palavras apropriadas, ainda não está livre de toda a responsabilidade. ―Pelos seus frutos os reconhecereis‖ (Mt 7.20). Palavras pra lá, palavras pra cá – onde estão as obras de Jesus? Como está sendo praticada a sua mentalidade, manifesta em Fp 2.1-11? Quem prossegue com persistência nessa trajetória tem uma promessa: eu lhe darei autoridade sobre as nações. O pensamento de uma nova autoridade missionária no âmbito da história terrena da igreja não cabe no quadro dos oráculos do vencedor, que sempre pressupõem o evento do fim. Cumpre antes considerar a retomada do Sl 2, que já transpareceu na auto-apresentação do v. 18. Autoridade significa, no presente contexto, participação no juízo escatológico de ira por meio do Filho de Deus sobre seus adversários impenitentes. Em outras palavras: o mundo gentílico que agora invade a igreja de forma tão poderosa não a derrotará, mas esse resto aparentemente inferiorizado vencerá. ―Filhinhos, vós sois de Deus e tendes vencido os falsos profetas, porque maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo‖ (1Jo 4.4).

27,28 Na linguagem cheia de metáforas do Sl 2 afirma-se ainda: e com cetro de ferro as regerá (―apascentará‖ [TEB]) e as reduzirá a pedaços como se fossem objetos de barro. Nesse contexto, ―apascentar‖ constitui igualmente uma expressão do juízo (cf. Ap 19.15) e ―cetro de ferro‖ é imaginado como arma. Também despedaçar louças era uma indicação nítida imediata para a pessoa da Antigüidade: em cerimônias egípcias em homenagem ao trono, o rei destroçava vasos de cerâmica como ato simbólico. Da mesma forma ele haveria de quebrar a resistência de outros impérios (cf. Is 30.14; Jr 19.11). Como também eu recebi de meu Pai. Aqui se retoma indiretamente o título de Filho de Deus do v. 18. O Pai lhe deu autoridade (Mt 28.18), mas o Filho a passa adiante e concede participação àqueles que amou, redimiu e chamou (Ap 1.5,6). A segunda dádiva está estritamente ligada à primeira: dar-lhe-ei ainda a estrela da manhã. Ao ser incumbida da sua tarefa (―autoridade sobre as nações‖), a igreja vitoriosa recebe adicionalmente um sinal correspondente. Na Antigüidade, a estrela Vênus era símbolo corrente para vitória e soberania.

29 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas (quanto aos os ditos de gravação, cf. EXCURSO 1e). O que o Espírito de Deus está dizendo à igreja sobre o tema de Jezabel? O mundo gentílico havia vencido uma batalha nessa comunidade, garantia o mando de campo e controlava a palavra. Parecia que estava quase consumada a fusão de Cristo e Baal. Ainda persiste um resto cristão. Neles pelo menos ainda se tornam visíveis diferenças na conduta. Sobre essa comunidade flamejam os olhos do Filho de Deus, que está a caminho da vitória derradeira. Seu Espírito discerne os espíritos: estão aí a empedernida Jezabel, para a qual esgotou-se o prazo de clemência, além do grupo de seus adeptos, por cujo arrependimento ainda se deve esperar, e finalmente há os restantes. Esses últimos ele toma à parte, impõe-lhes a mão – preservando-os, mas também advertindo. Esse grupinho já derrotado pode ser vencedor, i. é, Cristo vencerá a luta contra o mundo gentílico, e eles estarão com ele de modo maravilhoso.
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