Quando a religiosidade toma o lugar da obediência a Deus

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Lição 2 – A Visão de Cristo Glorificado - 1

Texto Áureo: Ap. 1.17,18 – Leitura Bíblica: Ap. 1.9-18

INTRODUÇÃO
Em continuidade à contextualização das Cartas às Sete Igrejas do Apocalipse, destacaremos, na aula de hoje, a visão dada a João, do Cristo Glorificado. A princípio, ressaltaremos a figura do Revelador, que é o próprio Cristo, em seguida, as características da Sua glorificação. E por fim, a reação de João, que deva ser a de todos nós, diante do Cristo Glorificado.
1. CRISTO, O REVELADOR GLORIFICADO
João recebeu de Cristo a ordem para que enviasse às sete igrejas da Ásia menor as visões que lhes seriam reveladas (Ap. 1.9). O Apóstolo Amado estava em espírito, no Dia do Senhor (Ap. 1.10), ao que tudo indica, um dia de domingo, já que esse era o dia em que os primeiros cristãos se reuniam (At. 20.7; I Co. 16.2). “Em espírito” aponta para uma experiência sobrenatural, talvez semelhante ao arrebatamento experimentado por Paulo, registrado em II Co. 12.2. João teve, então, sua primeira visão, sete candeeiros de ouro, que representavam a igreja, tendo em vista que essa é a luz do mundo (Mt. 5.14). No meio dos candeeiros de fogo João viu um semelhante a filho de homem, certamente o mesmo que fora visto por Daniel (Dn. 7.13), a Sua cabeça e cabelos eram brancos como alva lã, como neve, representando Sua santidade e divindade. Os olhos de fogo revelam Sua vitória sobre os inimigos (Ap. 19.12). Seus pés semelhantes ao bronze polido, como refinado numa fornalha destacam Sua força e poderio, pois Ele tinha na mão direita sete estrelas. Sendo Ele a Palavra, sai, da Sua boca, uma afiada espada de dois gumes. A Palavra de Deus que é a espada do Espírito (Ef. 6.17), espada afiada, capaz de discernir as intenções do coração humano (Hb. 4.12). Ele, como aconteceu no princípio, cria uma nova realidade a partir da Sua palavra, como Deus, que, ao falar, a tudo fez (Gn. 1.3).

2. CARACTERÍSTICAS DA GLORIFICAÇÃO DE CRISTO
Essa é uma visão extraordinária, que chamou a atenção de João, inicialmente por Sua supremacia. Jesus é a maior autoridade em meio às igrejas, pois foi Ele quem derramou sangue para resgatá-la (Ap. 1.18,19). Os interesses humanos, inclusive os da liderança cristã, devem submeter-se à voz dAquele que é o Cabeça da Igreja (Ef. 1.22; 5.23; Cl. 1.18). Suas vestes caracterizam a soberania, pois as vestes compridas e o cinto de ouro era uma marca daqueles que tinham autoridade. Após a ressurreição Jesus declarou que todo o poder havia sido lhe dado no céu e na terra (Mt. 28.18). Ele é o Santo, pois não conheceu pecado (Hb. 4.15), o Justo (At. 3.14), o Santo de Deus (Lc. 4.34), nEle não há pecado (I Jo. 3.5). Seu olhar, como chamas de fogo, aludem à capacidade de ver todas as coisas, que se tornam patentes aos Seus olhos (Hb. 4.13). Ele conhece os pensamentos humanos, e os perscruta (Lc. 6.8), bem como os corações (Jo. 2.25), por isso pode se dirigir às igrejas dizendo que as conhece (Ap. 2.2,9,13,19,3.1,8,15). Cristo é graça e amor, mas as igrejas não podem esquecer que Ele, é Fogo Consumidor, que julga o Seu povo através do fogo (I Co. 3.13-15). Por isso aponta os erros das igrejas (Ap. 2.4,14,15,20; 3.1; 3.15, 16). Essas são as características do Cristo Glorificado, que, após a Sua morte e ressurreição, subiu à destra do Pai, recebendo a glória que lhe pertencia antes da fundação do mundo (Jo. 17.5).

3. ADORAÇÃO DIANTE DO CRISTO GLORIFICADO
Diante do Cristo Glorificado, a igreja somente pode prostrar-se e, em submissão, adorar Aquele que é o Primeiro e o Último, que foi morto, mas que está vivo para todo o sempre, o Amém, que tem a chave da morte e do inferno (Ap. 1.17,18). Por isso, João, ao ver o Cristo Glorificado, cai aos seus pés, como morto. Desde a Antiga Aliança, ninguém podia ver a face de Deus (Ex. 33.20), as manifestações divinas provocavam assombro (Ez. 1.28-29; 3.22,23; 44.4). Isaias, no seu chamado para ser profeta, sentiu a miserabilidade do seu pecado, e clamou por perdão (Is. 6.1-5). Saulo, o perseguidor da igreja, não conseguiu ficar de pé diante da revelação e da voz que o impactou no caminho de Damasco (At. 9.3-5). Diante das grandezas das revelações de Cristo, devemos nos humilhar em reconhecimento a Sua potente mão (I Pe. 5.5,6). Muitas igrejas estão perdendo o temor pelo Senhor, não percebem que esse é o princípio da sabedoria espiritual (Pv. 1.7; 9.10; Ec. 12.13). Precisamos atentar para o exemplo de Jó, homem fiel a Deus, que O temia, por isso, se desviava do mal (Jó. 1.8). Quando tememos a Deus a ninguém mais temeremos (Mt. 10.28), pois Ele está no controle de todas as coisas, inclusive da morte e do inferno (Ap. 1.17,18). Isso porque a morte e o inferno não foram capazes de detê-LO. Ele é o Deus Vivo, o mesmo ontem e hoje e eternamente (Hb. 13.8)

CONCLUSÃO
A visão do Cristo Glorificado proporcionou a João a compreensão espiritual dos mistérios de Deus. Podemos ter o entendimento de tais revelações através das páginas da Escritura, no registro bíblico de que as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais, as sete igrejas (Ap. 1.20). Diante de tais verdades, mantenhamo-nos, humildes, pois a Palavra é revelada aos pequeninos (Mt. 11.25), não aos orgulhosos (I Co. 3.1-3). Imbuídos dessa sensibilidade, permaneçamos com os ouvidos espirituais atentos para ouvir o que o Espírito diz às igrejas (Ap. 3.6).

BIBLIOGRAFIA
LADD, G. Apocalipse: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1980.
LAWSON, S. L. As sete igrejas do Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

Prof. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

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