Coutinho é batizado em casa pelo pastor Tiago Brunet

Philippe Coutinho. (Foto: Reprodução / Instagram) A esposa do atleta e uma funcionária da casa também foram batizadas na banheira do imó...

Lição 4° – A Celebração da Primeira Pascoa

A Celebração da Primeira Páscoa - Alexandre Coelho. Neste capítulo veremos de que forma os acontecimentos de uma noite mudaram a história dos egípcios e do povo de Israel. A celebração da Páscoa teve significados distintos para hebreus e egípcios, pois na noite em que foi instituída, houve lamento no Egito, mas a seguir ocorreu a libertação prometida por Deus para os seus filhos.

A Páscoa e seus Significados 

Para os egípcios

Para que possamos entender o significado da Páscoa para os egípcios, é preciso que recordemos o que ocorreu nos últimos dias antes de ela acontecer.

Moisés já havia falado com Faraó sobre ele libertar Israel, mas o rei não cedeu, mesmo com o envio de pragas assustadoras que atacaram profundamente a vida dos egípcios. Entretanto, Deus ainda tinha mais um julgamento contra o Egito, um julgamento tal que aquela nação entraria em prantos: a morte dos primeiros filhos de cada família egípcia.

A Páscoa foi um duro julgamento de Deus para com as atrocidades cometidas pelos egípcios contra os meninos hebreus. Não podemos nos esquecer de que, no início do livro de Êxodo, Faraó ordenou que as parteiras Sifrá e Puá matassem os meninos recém-nascidos. Como

elas não o fizeram, a ordem foi dada a qualquer egípcio. Isso significa que qualquer egípcio poderia entrar numa casa hebreia, ver se ali havia algum menino e, caso o encontrasse, poderia pegar o bebê e levá-lo para ser jogado no Rio Nilo, onde se afogaria ou seria alimento para os crocodilos.

Se nessa época as casas dos hebreus poderiam ser invadidas, na Páscoa as casas dos egípcios não poderiam proteger os seus primogênitos, pois o anjo da morte entraria em cada residência e executaria o mandado de Deus. Sem dúvida essa história poderia terminar de outra forma se Faraó deixasse ir o povo embora. Mas por causa da dureza de coração do rei, seus súditos pagaram um alto preço.

Lembremo-nos de que Moisés tinha advertido a Faraó antes, deixando claro que o povo sairia com as crianças e o gado (Faraó não queria que isso acontecesse), e a última resposta do rei para Moisés, antes da Páscoa, foi: “Vai-te de mim e guarda-te que não mais vejas o meu rosto; porque, no dia em que vires o meu rosto, morrerás” (Êx 10.28). Por essa resposta, entendemos que Faraó deu por encerrado o diálogo com Moisés e com Deus, e assinou a ordem divina para a morte dos primogênitos. Ele não quis obedecer às ordens de Deus, e isso lhe custaria a vida do próprio filho.

Para os israelitas

Se para os egípcios a noite da Páscoa foi uma noite de desgraça, para os hebreus a noite era de expectativa em relação ao que Deus dissera por intermédio de Moisés. Havia uma ordem para que os judeus matassem um cordeiro, comessem-no com ervas amargas e pão sem fermento, e não se esquecessem de colocar o sangue daquele animal nas ombreiras e na verga da porta. E essa ordem era seguida de uma promessa: “vendo eu sangue, passarei por cima de vós” (Êx 12.13). Deus tem dado muitas ordens em sua Palavra que são acompanhadas de promessas que Ele mesmo vai cumprir. Naquela noite, obedecer a Deus fez toda a diferença para os israelitas. Moisés repassou essa informação ao povo: “Porque o Senhor passará para ferir aos egípcios, porém, quando vir o sangue na verga da porta e em ambas as ombreiras, o Senhor passará aquela porta e não deixará ao destruidor entrar em vossas casas para vos ferir” (Êx 12.23).

Para eles, obedecer ao mandamento de Deus foi um ato de fé. Charles Swindoll comenta acerca das ordens de Deus em relação a passar o sangue do cordeiro nos umbrais da porta:

Pare e pense um momento sobre essas instruções. Que razão lógica havia para fazer essas coisas com o sangue do cordeiro? Você diz: “Deus mandou fazer isso”. E verdade. Essa é a resposta. Nesse ponto, essa era a única razão de que precisavam. Não havia poder no sangue seco de um cordeiro morto. Todavia, em sua sabedoria insondável, Deus preparou um plano que só exigia uma coisa — obediência.

O que Deus espera hoje de nós que esperava dos israelitas no Egito? Obediência.

Essa palavra muitas vezes tem colocado nossos pensamentos confrontando nossas atitudes. Não raro, sabemos como obedecer a Deus. Sabemos também que Deus espera que não apenas saibamos como proceder em nossa vida, mas espera que saibamos obedecer a Ele integralmente.

Se você acha que obedecer a Deus não faz muita diferença, desejo relembrar-lhe o caso de Saul, o primeiro rei de Israel. Saul foi escolhido por Deus para ser o primeiro governante da nação, mas a cada ordem recebida de Deus, resolvia fazer do seu próprio jeito, o que acarretava em desobediência completa ao que Deus lhe havia dito.

Em uma dessas ordens dadas a Saul, Deus lhe disse que se lembrava do que os amalequitas tinham feito contra os israelitas quando estavam no deserto. Chegara a hora da retribuição divina às atitudes dos ama- lequitas, que seriam destruídos por Saul. A ordem foi dada, mas Saul poupou o rei daquela nação e o seu gado, e ainda acreditou que estava obedecendo ao que Deus disse acerca dessa situação. Todavia, não foi o que aconteceu: “Então, veio a palavra do Senhor a Samuel, dizendo: Arrependo-me de haver posto a Saul como rei; porquanto deixou de me seguir e não executou as minhas palavras” (1 Sm 15.10, 11).

Como Deus disse que Saul não executou as ordens dadas? Ele não estava sendo exagerado nesse quesito? Não! Depois de poupar o rei e o gado, veja o que aconteceu:

Veio, pois, Samuel a Saul; e Saul lhe disse: Bendito sejas tu do Senhor; executei a palavra do Senhor. Então, disse Samuel: Que balido, pois, de ovelhas é este nos meus ouvidos, e o mugido de vacas que ouço? E disse Saul: De Amaleque as trouxeram; porque o povo perdoou ao melhor das ovelhas e das vacas, para as oferecer ao Senhor, teu Deus; o resto, porém, temos destruído totalmente. (1 Sm 15.13-15)

Deus havia pedido que Saul trouxesse animais para holocaustos? Não. A ordem dada não fora cumprida integralmente, e isso para Deus foi uma desobediência completa. Samuel chamou Saul e lhe perguntou se o Senhor tinha mais prazer em ofertas do que tinha prazer na obediência de seus servos.

Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros. Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e o porfiar é como iniquidade e idolatria. Porquanto tu rejeitaste a palavra do Senhor, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei. (1 Sm 15.22, 23)

A obediência tem um preço, e a desobediência também. No caso de Saul, seu reino foi rejeitado porque ele não estava mais seguindo ao Senhor. E Saul aprendeu da pior forma a diferença entre obedecer e desobedecer a Deus: se ele fosse obediente, seu reino seria confirmado para sempre. O nome dele entraria para a história como o grande rei que Deus escolheu para ser coluna em Israel. Ele seria lembrado como o homem que obedeceu a Deus e que jamais teria sua memória apagada de Israel.

Além disso, ninguém disse a Saul que Deus preferia receber sacrifícios a obediência, pois isso seria ilógico. É o mesmo que dizer: “Não preciso obedecer a Deus completamente. Basta oferecer a Ele alguma coisa e sua ira vai ser deixada de lado”. Deus não pode ser comprado por objetos ou oferendas. Ele pode receber nossa obediência por um ato de fé.

Para Saul, obedecer parcialmente ao que Deus mandara lhe custou o reino. Para os israelitas, obedecer integralmente ao que Deus mandara preservaria a vida de todos os seus primogênitos. Obedecer faz a diferença tanto quanto desobedecer.

Obedecer faz diferença. Para os israelitas no Egito, a obediência preservou a vida do filho mais velho de cada família israelita. Já pensou se sua obediência a Deus preservasse seu filho, se você é pai ou mãe, e a sua desobediência lhe custasse seu primogênito?

Charles Swindoll continua seu pensamento:

Ele nunca pediu que refletissem sobre isso. Nunca pediu que conversassem sobre a ordem. Nunca pediu que considerassem a ideia e decidissem se concordavam com ela. Ele simplesmente lhes disse o que fazer e quando. A seguir, disse a eles o que aconteceria como resultado de sua estrita obediência às suas ordens.1

Que atitudes dos pais israelitas fez com que seus primogênitos fossem salvos? A fé no que Deus disse e a obediência ao que Ele disse. Fé e obediência precisam caminhar juntas.

Para nós

A Páscoa do Senhor, como assim é chamada, tem um grande significado para nós. Ela deve nos fazer recordar de Jesus, nosso Cordeiro Pascal. Ele entregou-se a si mesmo para que eu e você tivéssemos a vida eterna e o acesso a Deus. A nossa vida foi preservada porque Ele nos amou até a morte. 1 SWINDOLL, Charles. Moisés. Série Heróis da Fé. Sáo Paulo: Mundo Cristão, 2008, p. 226. 

É evidente que não temos de celebrar a Páscoa com um cordeiro assado, com pães asmos e ervas amargas. Para nós, cristãos, esses elementos fazem parte da cultura judaica, e que serviriam por todas as gerações de israelitas como uma lembrança da libertação do Egito.

Além disso, a Páscoa foi chamada de “páscoa do Senhor” (Ex 12.11), pois ela deveria ser comemorada em homenagem ao Deus de Israel. Não é um momento que deveria ser lembrado pelos israelitas posteriormente sem que tivessem em mente que era uma lembrança sobre Deus e sobre o que Ele havia feito.

Os Elementos da Páscoa

Na noite em que seria a última dos hebreus no Egito, Deus os preparou para uma saída repentina, mas não sem se alimentarem. A ordem divina aos hebreus não foi apenas para que sacrificassem um cordeiro e colocassem o sangue dele na entrada da casa, mas também para que se alimentassem de pão sem fermento, ervas amargas e do próprio cordeiro.

Cada um deles tinha uma representação para os hebreus, que deveria ser passada de geração a geração, para que se lembrassem do quanto Deus operou grandemente em prol dos filhos de Israel.

O pão

De acordo com a descrição bíblica, o pão deveria ser sem fermento. A massa não deveria passar pelo processo de fermentação, ou seja, seria levada ao fogo tão logo estivesse pronta, sem ter de esperar para crescer. A ideia era mostrar que os israelitas teriam pouco tempo para preparar sua última refeição como escravos, pois logo sairiam para uma grande jornada. E evidente que o uso do fermento poderia fazer com que a massa dobrasse seu tamanho e alimentasse mais pessoas, mas a orientação divina indicava a pressa com que os judeus iriam comer para saírem logo do Egito.

As ervas amargas

As ervas amargas, conforme se entende, dão a entender que eram uma representação da amargura com que os israelitas foram tratados no Egito. Não era o tipo de iguaria que provavelmente trazia alegria em uma mesa, mas sua utilização naquela refeição mostrava aos israelitas o sofrimento pelo qual haviam passado, coisa que, se dependesse dos planos de Deus, jamais se repetiria.

O cordeiro

Deveria ser um animal macho, de um ano, sem manchas no corpo e sem defeitos físicos. Esses eram requisitos para a celebração da Páscoa, mas a colocação do sangue nos umbrais da porta é que foi eficaz para que o anjo da morte não passasse nas casas dos israelitas: “E aquele sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga de mortandade, quando eu ferir a terra do Egito” (Êx 12.13).

Observe que obedecer à ordem de Deus integralmente fez a diferença na Páscoa. De nada adiantaria separarem o cordeiro perfeito, prepararem-no como uma refeição que deveria ser comida nos moldes designados e simplesmente se esquecerem de que o sangue vertido do cordeiro deveria ser colocado na porta da casa. Essa ordem era de pouca valia? Pense você mesmo: Se fosse pai ou mãe judeu com vários filhos e, ao se esquecer desse pequeno detalhe, perdesse seu primeiro filho? Portanto, os israelitas levaram a sério essa ordem divina.

Aprenda que quando Deus dá detalhes para que sigamos em uma empreitada, esses detalhes devem ser seguidos com rigor, sob pena de perdermos algo muito custoso para nós mesmos. O sangue do cordeiro deveria estar na porta das casas. Ele impediria a morte no lar da família que temia ao Senhor.

Cristo, nossa Páscoa 

Jesus, o pão da vida

Um pão pode ter mais de um sabor. Pode ter mais de uma forma. Pode ser feito com diversos ingredientes. Pode ser barato ou caro. Pode ser mais leve ou mais pesado. Mas sua função mais importante é saciar a fome. É para isso que eles são feitos. Por que Cristo é considerado o pão da vida? 

Porque Ele mesmo disse isso: “Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome” (Jo 6.35). Ele promete saciar a necessidade humana no que concerne às questões da vida e à relação com Deus, ao perdão dos pecados e à vida eterna. A fome que temos de Deus é saciada em Cristo Jesus.

"Um pão pode ter mais de um sabor. Pode ter mais de uma forma. Pode ser feito de diversos ingredientes. Pode ser barato ou caro. Pode ser leve ou mais pesado. Mas a sua função mais importante e saciar a fome".

O sangue de Cristo

Há uma semelhança clara, no estudo da Páscoa, entre o cordeiro oferecido no Egito e o Senhor Jesus Cristo, nosso Cordeiro Pascal.

Da mesma forma que o cordeiro pascal foi sacrificado, o Senhor Jesus Cristo também o foi. A diferença reside no fato de que o cordeiro de Êxodo não foi voluntário para verter seu próprio sangue. Jesus Cristo se ofereceu para esse sacrifício:

Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido. Assim como o Pai me conhece a mim, também eu conheço o Pai e dou a minha vida pelas ovelhas. Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; também me convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho e um Pastor. Por isso, o Pai me ama, porque dou a minha vida para tomar a tomá -la. Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar e poder para tornar a tomá-la. Esse mandamento recebi de meu Pai. (Jo 10.14-18)

O sacrifício de Cristo nos trouxe vida, da mesma forma que o sacrifício do cordeiro no Egito preservou a existência dos primogênitos israelitas. A diferença é que o sacrifício de Cristo oferece vida não apenas aos filhos mais velhos de cada família, mas a todos que aceitarem pela fé o sacrifício de Cristo, se arrependerem de seus pecados e nascerem de novo. 

A Santa Ceia

Recordemos um pouco sobre a Santa Ceia. Ela é citada em pelo menos dois textos centrais: no Evangelho de Lucas e na Primeira Carta de Paulo aos Coríntios.

Lucas 22 mostra Jesus ceando com seus discípulos antes de ser entregue nas mãos daqueles que o haviam de matar. “Desejei muito comer convosco esta Páscoa, antes que padeça” (Lc 22.15). Ele sabia que em pouco tempo seria morto, mas fez questão de ter um momento de comunhão com aqueles que iriam dar prosseguimento à sua obra na terra. Aquela refeição mostrou o traidor, mas mostrou também a importância que o Senhor deu em falar que o Reino de Deus não terminaria com sua morte. Foi um momento reservado aos que eram próximos do Senhor.

Se em Lucas nos é mostrado o momento do Senhor com seus discípulos antes de sua morte, em Coríntios Paulo descreve sua tristeza para com os crentes daquela igreja sobre vários aspectos, e a Ceia do Senhor era um desses motivos. Há indícios de que os crentes que tinham mais posse levaram evidentemente mais recursos para a ceia, e os mais pobres, menos recursos. Esses alimentos deveriam ser reunidos para que todos pudessem ter uma refeição em conjunto, em comunhão, mas esse sentimento era desconhecido naquela igreja. Os que tinham levado mais comida pegavam antecipadamente o que tinham levado e o comiam, e o mesmo o faziam os que tinham levado pouca comida. Eles não sabiam dividir seus recursos para que todos comessem juntos e na mesma medida. Paulo diz que “assim um tem fome, e o outro embriaga-se” (1 Co 11.21). O versículo 22 dá a entender que essa atitude partia dos crentes mais abastados: “Não tendes, porventura, casas para comer e para beber? Ou desprezais a igreja de Deus e envergonhais os que nada têm?” De qualquer forma, foi necessário que Paulo corrigisse os desvios na Ceia do Senhor, ordenando que esperassem uns pelos outros.

Os coríntios deveriam aprender que a Ceia do Senhor é um momento sublime, em que somos motivados a lembrar da morte do Senhor até o seu retorno. Não é um momento de manifestação de egoísmo, e ninguém pode participar dela de forma indevida, sem ter em mente que o sangue de um inocente foi dado em nosso lugar, para que tivéssemos vida. Mais que isso, é um momento de anúncio do sacrifício de Cristo até que Ele retorne.

A Páscoa nos traz diversas lições espirituais, como obediência, sacrifício e comunhão. Que possamos atentar para essas lições e ter em mente que Deus preza por todos eles hoje.

Uma Jornada de Fé Livro de Apoio a Lição conta com o apoio dos escritores

SILAS DANIEL É pastor, jornalista, chefe de Jornalismo da CPAD e escritor. Autor dos livros Reflexão sobre a alma e o tempo, Habacuque a vitória da fé em meio ao caos, História da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, Como vencer a frustração espiritual e A Sedução das Novas Teologias, todos títulos da CPAD, tendo este último conquistado o Prêmio Areté da Associação de Editores Cristãos (Asec) como Melhor Obra de Apologética Cristã no Brasil em 2008

ALEXANDRE COELHO GALDINO É ministro do evangelho, licenciado em Letras e Teologia. Professor universitário, ministra aula de Grego, Novo Testamento e Exegese na FAECAD. É chefe do Setor de Livros da CPAD, acadêmico em Direito e cursa MBA em Gerenciamento de Projetos na Fundação Getúlio Vargas.

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