sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Geração Millenium

Uma entrevista de Simon Sinek, autor e conferencista britânico, sobre a geração Millenium (ou milenial), provocou muitas reações a favor e contra. Embora suas afirmações sejam realmente controvertidas, não deixam de nos ajudar a entender um pouco da geração atual.

O ponto de partida de sua discussão é a seguinte: Os líderes estão perguntando aos milenials: O que vocês querem? E para Sinek, existem quatro áreas que merecem atenção: criação familiar, tecnologia, impaciência e ambiente.

Quanto à criação esta geração escutou o tempo todo que era especial e que podia ter o que quisesse na vida. Só porque queria! Algumas crianças ganharam medalhas até mesmo por chegar em último lugar, porque não podiam se sentir mal. Então, quando terminam a universidade, entram no mercado de trabalho e no mundo real e instantaneamente descobrem que não tem nada de especial e suas mãezinhas não vão dar-lhes nenhuma promoção no trabalho e que não se ganha nada por chegar em último e, aliás, não terá o que deseja somente porque quer, e assim as suas auto-imagens são destruídas, e cria-se uma geração inteira que crescendo com auto-estima muito menor que gerações anteriores.

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Quanto à tecnologia, esta geração está crescendo no mundo do Facebook e Instagram, e por isto é boa para colocar filtros nas coisas, e em mostrar às pessoas que a vida é uma maravilha! Mesmo que esteja deprimida, dá impressão que é forte e que sabe o que fazer, mas na realidade não há tanta força assim e a maioria não sabe o que está fazendo e pro resolver este dilema, resolve adicionar tecnologia... conta as curtidas, fica olhando o celular e se seu Instagram está parado pensa que fez algo errado e “ninguém gosta mais de mim”. Há basicamente uma geração inteira que tem acesso a um entorpecente viciante pelo hormônio dopamina através de redes sociais e celulares sem qualquer laço profundo que ajude a atravessar estresse e adversidades. Amaioria admite que muitas das amizades são superficiais, não conta nem confia nos amigos. Não há relações profundas, por isto, passa mais tempo no Facebook e é mais suscetíveis à depressão.

Sinek ainda afirma que se acordamos de manhã e antes de dizer bom dia para a pessoa ao lado, a primeira reação for acessar o celular, é porque estamos viciados, e como todo vício, vai destruir relações, tomar tempo, custar dinheiro e tornar a vida pior! Ele vê nisto a razão de existir toda uma geração crescendo com baixa auto-estima, sem mecanismos para lidar com estresse.

Outro aspecto abordado por ele é o senso de impaciência. Esta geração cresceu num mundo de gratificação instantânea. Sequer comprar algo, vai na Amazon e chega no dia seguinte. Quer assistir um filme, faz o login e o assiste. Não há necessidade de esperar semanas. Recompensa instantânea... não precisa aprender habilidades sociais. Tudo que quer... recompensa instantânea... exceto, satisfação no trabalho e carência de relações humanas fortes, porque não há aplicativo para isso.

Para Sinek, esta geração tem que aprender a ter paciência com coisas que realmente importam... como amor e realização no trabalho, prazer e amor à vida, auto-confiança, habilidade... todas essas coisas tomam tempo e algumas vezes é possível agilizar algumas partes mas a viagem toda é árdua, longa e difícil e se não pedir ajuda vai cair da montanha, e no pior caso, pensar em suicídio. Por isto percebe-se um aumento de overdoses de ácido e drogas e mais jovens pedindo licença ou mesmo abandonando as escolas por causa da depressão.

Se este tema lhe interessar, recomendo que assista o vídeo deste autor. Sua palestra é vibrante, instigante e provocativa e está disponível no youtube.

Rev. Samuel Vieira
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