sábado, 16 de junho de 2012

Lição 12 – O Juízo Final - 5

Capítulo XX

 1. “E VI descer do céu um anjo, que tinha a chave do abismo, e uma grande cadeia na sua mão”.
 I. “...um anjo, que tinha a chave do abismo”. O Arcanjo Miguel deve está em foco nesta passagem. Ele é o anjo guerreiro, citado sempre em conexão com a guerra (Dn 10.21; 12.1; Jd v.9; Ap 12.9). Mas dessa vez sua tarefa é infinitamente maior. Ele deve amarrar ao próprio Satanás. Naturalmente não poderia fazer isso, exceto pela autoridade e poder de Deus. De acordo com Ap 1.18, é Cristo o possuidor das chaves: da morte e hades, a dimensão dos mortos. Portanto, nesta passagem, o uso dessas chaves é concedido ao elevado poder angelical por delegação divina.

1. O Abismo. Essa expressão é equivalente a “Hades”, “Sheol” e outros termos que são traduzidos dentro do mesmo conceito. São palavras usadas tanto pelos escritores do Antigo como do Novo Testamentos. E agora, o “abismo” servirá de prisão durante mil anos para Satanás. “Hades” em sentido lato, quer dizer “escondido”. A Bíblia também o descreve como sendo um “lugar” (At 1.25). Ele é realmente uma prisão contendo portas e ferrolhos (Jó 17.16; Mt 16.18), e ainda chaves que presentemente estão nas mãos de nosso Senhor Jesus Cristo. “O abismo ou abysus (grego) ou poço do abismo, ou tártaro no grego é a “escuridão” onde está localizada a prisão dos espíritos maus. Jd v.6”. (Ver notas expositivas sobre isso, em Ap 9.2).
 2. “Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos”.
 I. “...ele prendeu o dragão”. Muitos têm dificuldade em aceitar a prisão de Satanás no sentido literal. Mas nós temos na Bíblia outras passagens falando de “...espíritos em prisão” (1Pd 3.19; 2Pd 2.4; Jd v.6). As algemas que o agrilhoarão são de fabricação divina. Não há, pois, razão para o sentido literal da “cadeia” e “prisão” de Satanás, pois a palavra grega usada para “cadeia” (hálusis), é a mesma usada nas passagens de (At 12.7; 28.20; 2Tm 1.16; T. Nestlé). Em todas essas passagens a significação é literal. Essas precauções contra o grande inimigo de Deus mostram-nos a grande e perigosa força desse inimigo; segurar, prender, lançar no abismo, fechá-lo, pôr selo sobre ele!. Os mil anos de Satanás no abismo não produzirão nenhuma mudança em seu caráter maligno. Uma vez que seja liberto, provará ser o mesmo antigo diabo. Isso prova, que prisão não “transforma” mas “deforma”. Mas enquanto estiver preso a terra se sentirá aliviada, e o reino milenial de Cristo trará paz e justiça por mil anos.
 3. “E lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que mais não engane as nações, até que os mil anos se acabem. E depois importa que seja solto, por um pouco de tempo”.
 I. “...e pôs selo sobre ele”. Devemos observar que, além da chave e da corrente, haverá também alguma “espécie de selo” posto sobre ele impedindo-lhe espaço para qualquer movimento ou ação maléfica de sua pessoa , já estamos bastante familiarizados com o (“selo”) como sinal de autoridade e respeito (Dn 6.17; Mt 27.66), como instrumento de marcar ou de fechar, com um pouco de cera ou metal, que conserva fechado algum receptáculo ou livro. Este selo posto sobre Satanás o colocará na condição de uma “múmia”, o qual como “sombra” apenas em seu sentimento perverso se revolverá ao redor da prisão. É possível que, nesta passagem, devamos entender a selagem da entrada do abismo, para que dali Satanás não possa sair.
1. Até que os mil anos se acabe. Neste capitulo chegamos a “sétima” e última “dispensação da plenitude dos tempos” (o Milênio). Nesta secção encontramos seis vezes expressão (“mil anos”): vs. 2, 3, 4, 5, 6, 7, com respeito ao Milênio. O termo derivado do grego “chilliad”, e do latim “millenium”; aponta para o futuro governo sobre a terra, exercido pelo “Príncipe da Paz” durante mil anos. Jerusalém será o centro de adoração para todos os povos e a Capital religiosa do mundo (Jr 3.17; Zc 14.16 e ss): Assim o Reino do Messias será universal.
 4. “E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus e que não adoravam a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos”.
 I. “...e vi tronos”. O livro do Apocalipse, em sua divisão menor tem 404 versículos do presente texto, sendo, porém, o maior deles (62 palavras). Este versículo nos fala de tronos e juízes. Devem ser os mesmos personagens vistos no capítulo 4.4 deste livro; sem dúvida alguma, o que falou Jesus em Mateus 19.28: “...quando, na regeneração, o Filho do homem se assentar no trono da sua glória, também vós (os doze Apóstolos) assentareis sobre doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel”. (Ver notas expositivas sobre “tronos”, em Ap 2.13).
1. As almas daqueles que foram degolados. Essas são as mesmas que João viu “debaixo do altar”, em Ap 6.9: (são os mártires da Grande Tribulação), eles agora terão o direito de “viver”. Os tempos dos verbos gregos usados nesta passagem reforçam o significado do pensamento. O Dr. MacDowell nos fornece a seguinte sugestão: “Viveram (ezesam, aoristo ingressivo) e reinaram com Cristo, etc.”. “...Os outros mortos não reviveram (ezesam, aoristo ingressivo) até que os mil anos se acabaram”. Assim a expressão: “...e viveram”quer dizer: “...e ressuscitaram” por Cristo.
 5. “Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição”.
 I. “...Mas os outros mortos não reviveram”. Justino Mártir, que viveu em Éfeso cerca de 135 d. C., escreveu acerca do Apocalipse de João “E, além disso, um homem entre nós, de nome João, um dos apóstolos de Cristo, profetizou em uma revelação que feita, de que aqueles que confiassem em Cristo passariam mil anos em Jerusalém, e que depois viria a ressurreição universal e eterna de todos, como também o juízo final”. As Escrituras usam pelo menos três expressões sobre ressurreição:
1. RESSURREIÇÃO (“de”) MORTOS. Esta compreende pela ordem: O filho da viúva de Sarepta (1Rs 17.21-22); O filho da Sumamita (2Rs 4.34-35); O homem que tocou os ossos de Eliseu (2Rs 13.43-44); O filho da viúva de Naim (Lc 7.11-17); A filha de Jairo (Lc 8.54-55); Lázaro de Betânia (Jo 11.43-44); Tabita (At 9.40-41); Um jovem por nome Êutico (At 20.9-12).
2. A RESSURREIÇÃO (“dentre”) OS MORTOS. Esta compreende “...cada um por sua ordem...” (1Co 15.23). Esta ordem de ressurreição, cronologicamente é mais ou menos assim: (a) Cristo as primícias. 1Co 15.20, 23; (b) Os que ressuscitaram por ocasião da ressurreição do Senhor. Mt 27.52-53; (c) Os que são de Cristo na sua vinda. 1Co 15.23 a 24; (d) As duas testemunhas escatológicas Ap 11.11-12; (e) Os mártires da Grande Tribulação. Ap 20.4.
3. A RESSURREIÇÃO (“dos”) MORTOS. Esta é geral e abrangente. Ela compreende todos os mortos que morreram em seus delitos e pecados (cf. Dn 12.2; Jo 5.28-29).
 6. “Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição: sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos”.
 I. “...parte na primeira ressurreição”. A “Bem-aventurança” do presente versículo é aplicada à “ressurreição dos santos”. O bem-estar espiritual, ou a felicidade dos mártires advém da primeira ressurreição. Assim, receberam a “vida última”. O Novo Testamento, em seu conceito geral, jamais encerra a “vida eterna” como tendo lugar apenas nesta vida, mas ele declara que após a morte física, o ser humano continuará vivendo na eternidade. Sobre os participantes da primeira ressurreição, podemos inferir que finalmente eles têm sido perdoados e não aparecem no último juízo (cf. Jo 5.24). Admite-se contudo, que a inferência mencionada por último não seja tão estranha como parece ser para alguns estudiosos da Bíblia, isto é, dos cristãos serem “sacerdotes”, e “reis” no Milênio. Para nós, isso não estranho, pois isso sugere que há um ministério para eles cumprirem na última dispensação: a milenial (cf. Ez capítulo 40-48).
 7. “E, acabando-se os mil anos, Satanás será solto da sua prisão”.
 I. “...Satanás será solto”. Com a soltura deste terrível ser, a geração da nova, como foi provado Adão, no jardim do Éden (Gn capítulo 3). Não seria mais necessário o homem agora aderir a Satanás a despeito de tudo que Cristo já realizou por sua pessoa, porém, aqui, fica demonstrada a natureza humana. “A humanidade já foi provada sob todas as condições possíveis, e falhou em cada prova. Falhou debaixo da lei, e ainda mais debaixo da graça, e agora, “na dispensação da plenitude dos tempos” (o Milênio), quando o Senhor é conhecido em tudo o mundo e reina a justiça em toda a terra, torna a falhar, não correspondendo à graça de Deus, a ele oferecida...”. Esta dispensação, que pela ordem cronológica é a sétima e a última. Não será um tempo de graça, mais de justiça divina para todos; será o tempo em que “...os reinos do mundo” serão só de nosso Senhor e do seu Cristo (11.15). Cumprir-se-á finalmente Daniel 7.13-14, suas palavras são aplicáveis a esse tempo do fim.
 8. “E sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha”.
 I. “...Gogue e Magogue”. Ezequiel 38-39 fala de Gogue, Magogue, Mezeque e Tubal. Geograficamente falando, “São regiões ocupadas pelos antigos citas e tártaros, correspondendo aos modernos russos. Josefo diz que Magogue são os citas ou tártaros, correspondendo aos modernos russos. Josefo diz que Magogue são os tártaros que são os russos”. Mezeque converteu-se em Moskva (Moscou), como diz em russo, e Tubal é o moderno nome de Tobolsk. Profeticamente falando, essa nação do norte é inimiga de Israel. Em nossos dias, como é sabido, essa nação vem orando a Deus, para que o mesmo impeça uma invasão de Gogue à Terra Santa.
1. “No dia 28 de novembro (1983), 25 judeus ortodoxos foram a Hebrom, para interceder diante de Deus junto ao túmulo de Abraão para que “a chegada de Gogue e Magogue ainda seja adiada”, pois alguns deles tiveram um sonho: “Gogue e Magogue estariam prestes a vir”. Já o rabino-chefe, diante do Muro das Lamentações considerou que “verdadeiros cabalistas não deveriam orar pelo adiamento da vinda de Gogue e Magogue, mas pelo seu rápido aparecimento, pois, assim, seria apressada a vinda do Messias”. Porém, é evidente que a investida de Gogue e Magogue na passagem em foco, não se refere àquela mencionada em Ez capítulo 38-39. Uma está distante da outra, pelo menos, 1000 anos. Os nomes “Gogue e Magogue” em Ezequiel, se referem aos poderes do norte, chefiados pela Rússia; após o Milênio, porém, os nomes “Gogue e Magogue” são empregados metaforicamente para representar (“as nações que estão sobre os quatro cantos da terra”).
 9. “E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; mas desceu fogo do céu, e os devorou”.
 I. “...desceu fogo do céu, e os devorou”. O comandante do norte na sua invasão a Terra Santa, não chegou a cercar “...o arraial dos santos” (ISRAEL) nem “...a cidade amada” (JERUSALÉM), mas foi derrotado por Deus nas montanhas da Judéia; e, ainda por um ato de misericórdia divina teve um (“lugar de sepultura”) ao oriente do mar Morto (Ez 39.11). Nesta secção porém, Gogue e Magogue aqui, representados, serão tragados por fogo que “desceu do céu”, e os devorou. “No sentido mais profundo, o Apocalipse é um livro de divindade. É um livro acercar de Deus; é um livro sobre os atos de Deus. Por igual modo, a derrota das forças do mal é um ato divino. Os habitantes da cidade amada descobrirão que Deus terá feito a causa dele e a causa deles. Eles terão armas suficiente poderosas para aquela batalha final. Mas Deus proverá seu fogo destruidor dos céus”.
 10. “E o diabo que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre”.
 I. “...o diabo, que os enganava”. Aqueda de Satanás nesta secção, aludi, profeticamente, à queda de todos os poderes do mal, conforme se depreende na secção seguinte. Ele tinha já passado mil anos no abismo, mais isso foi uma ação intermediária. Agora, entretanto, ele sofrerá sua derrota final e irá para seu destino. Finalmente a cabeça da serpente é ferida para sempre (Gn 3.15). A vitória conseguida sobre o diabo no calvário agora recebe operação completa. Sua queda será gradual. Ele será expulso dos ares para a terra e o mar no período da Grande Tribulação (12.9 e ss). Será aprisionado por mil anos (20.2 e ss). E então, no texto em foco, derrotado completamente pela ação poderosa e imediata de Deus, mesclada de ira. Este capítulo do Apocalipse é a consolidação, no que diz respeito a toda e qualquer revolta ou rebelião do ser humano ou de hostes espirituais do mal. O bem triunfará, e o Cordeiro de Deus, tirará definitivamente “...o pecado do mundo” (Jo 1.29), e só existirá no Universo a semente do bem.
 11. “E vi um grande trono branco, e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles”.
 I. (“...UM GRANDE TRONO BRANCO”). Já tivemos ocasião de frisar em notas expositivas nos capítulos 2.13 e 20.4 deste livro, a palavra “trono” ou “tronos”. Ela, no grego, é (“thonos”). É usada no Novo Testamento com o sentido de “trono real” (cf. Lc 1.32, 52), ou com o sentido de “tribunal judicial” (cf. Mt 19.28; Lc 22.30). Também há alusão aos “tronos” de elevados poderes angelicais, ou governantes humanos (cf. Cl 1.16). O trono do presente texto, é grande! É de vastíssimas dimensões enchendo o campo inteiro de nossa visão; expulsa da vista todos os outros elementos. Ameaça; deixa a mente atônita. Trata-se de um infinito julgamento, diante do qual está que é finito: o pobre humano, morto. O trono é branco! Resplandece de pureza e de santidade, o que exije justiça! Castigo! Julgamento! Purificação! Retribuição! Tudo isso descreve uma cena fora da história humana! É o juízo Final!
 12. “E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida: e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras”.
 I. “...grandes e pequenos”. O Filho se assentará juntamente com o Pai, em seu trono, para julgar. Mas o Pai é quem figura majestaticamente em todas as seguintes referências: (At 17.31; Hb 1.3; Ap 4.2, 9; 5.1, 7, 13; 7.10; 19.4; 21.5), e por meio de Jesus todos ali serão julgados (Jo 5.22). Duas classes de seres, ali serão julgados: “...os grandes” (os anjos caídos). 2Pd 2.4; Jd v.6, e os “...pequenos” (os homens em sentido geral). Sl 8.5; Hb 9.27. Todos ali “...postos em pé” diante do trono. Fica assim subentendida no expressivo a “segunda ressurreição”, isto é, dos incrédulos (20.5).
1. Os mortos foram julgados. Entre os muitos julgamentos ou juízos mencionados na Bíblia, sete têm significação especial, como é descrito por C. I. Scofield em seu SCOFIEL REFERENCE BIBLE:
(a) O julgamento dos pecados do crente na cruz de Cristo. Jo 13.31. Ele foi aí justificado porque Cristo, havendo levado os seus pecados sobre a cruz, foi feito por Deus justiça. 1Co 1.30:
(b) O crente julgando-se a si mesmo, para não ser julgado com o mundo. 1Co 11.31:
(c) O julgamento das obras dos crentes diante do Tribunal de Cristo, logo após o arrebatamento. Rm 14.10; 1Co 3.12; 2Co 5.10:
(d) O julgamento das nações vivas, na “parousia” de Cristo com poder e grande glória. Mt 25.32 e ss:
(e) O julgamento de Israel, na volta de Cristo. Ez 20.33 e ss; Mt 19.28, etc.
(f) O julgamento descrito por Paulo em 2Tm 4.1, que se dará “...na sua vinda e no seu reino”.
(g) O julgamento do “Grande Trono Branco” aqui mencionado nesta secção (20.11-15)
 13. “E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras”.
 I. “...deu o mar os mortos que nele havia”. Estes mortos saídos do mar, são aqueles que foram tragados na hecatombe provocada quando “... desceu fogo do céu”. (v. 10); Eles não passaram pela ação “intermediária” do Hades, visto que concomitantemente foi estabelecido o juízo final. João observa que não necessário no julgamento um anjo assistente “abrir” os livros. Eles se abriram movidos por uma força sobrenatural emanada do supremo Juiz: observe-se a frase: “...e abriram-se os livros...” (v.12). Podemos observar a exposição excepcional do versículo 15 desta secção, ela demonstra um julgamento individual, confirmando o versículo 13: “...e foram julgados (“cada um”) segundo as suas obras”. Deus julgará cada um segundo as suas obras”. Deus julgará cada um segundo as suas obras, porque no inferno há também grau elevado de sofrimento (Ez 32.21-23; Hb 10.29); após uma acurada investigação do Justo Juiz, nas obras, feitos, motivos, memória e consciência, confrontando tudo com o que está escrito em cada livro (Jo 12.48). Ali agora só há uma sentença: “Apartai-vos de mim!”. Alguém se estremecerá, mas ali não haverá margem para erro, para indecisão, equivoco ou modificação.
1. Existe uma pergunta no meio da cristandade e até fora dela baseada nos versículos 11-15 que termos nesta secção: (“como serão julgados aqueles que morreram sem ouvir o Evangelho?”). Essa pergunta quando dentro da lógica da visualização do homem pode ultrapassar qualquer possibilidade de entendimento da mente humana. Mas é evidente que, Deus tem falando e vem falando ao homem de “muitas maneiras” (Hb 1.1). Paulo diz que o Evangelho foi “pregado a toda criatura que há debaixo do céu” (Cl 1.23). Deus pode alcançar através de seus métodos a todos os homens; vejamos alguns dos métodos de Deus:
(a) DEUS fala através do Universo: “Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento (“anuncia”) a obra das suas mãos... Sem linguagem, sem (“fala”), ouvem-se as suas vozes, em (“toda a extensão da terra”), e as suas palavras até ao fim do mundo”. Sl 19.1-4:
(b) DEUS fala através da percepção: “Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles (nos homens) se manifesta, porque Deus lho manifestou. Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder... se entendem, e claramente se (“vêem”) pelas coisas que estão criadas, para que eles (os homens) fiquem inescusáveis”. Rm 1.19-20:
(c) DEUS fala através da consciência: “Porque, quanto os gentios, que não têm lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei. Os quais mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência, e os seus pensamentos, que acusando-os, quer defendendo-os; no dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Jesus Cristo”. Rm 2.14-16:
(d) DEUS fala através da vida dos animais: “Mas, pergunta agora às alimárias, e cada uma delas to ensinará; às aves dos céus, e elas to farão saber; ou fala com a terra; e elas to ensinará até os peixes do mar to contarão. Quem não entende por todas estas coisas que a mão do Senhor fez isto?”. Jó 12.7-9:
(e) DEUS fala através dos meios geográficos: “...Deus anuncia agora a (“todos os homens”), e em (“tudo o lugar”), que se arrependam; Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo...”. At 17.30-31:
(f) DEUS fala através dos sonhos: “Antes Deus fala uma e duas vezes, porém ninguém atenta para isso. Em sonho ou visão de noite, quando cai sono profundo sobre os homens, e adormecem na cama. Então (“abre os ouvidos dos homens”), e lhes sela a sua instrução. Para apartar o homem do seu desígnio, e esconder do homem a soberba; Para desviar a sua alma da cova, e a sua vida de passar pela espada”. Jó 33.14-18:
(g) DEUS fala através dos anjos: “E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar (“aos que habitam sobre a terra”), e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo”. Ap 14.6:
(h) DEUS fala através de seu Filho: “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho”. Hb 1.1:
(i) DEUS fala através de sinais e milagres: “Testificando também Deus com eles, por sinais, e milagres, e várias maravilhas e dons do Espírito Santo...”. Hb 2.4a. Perguntamos agora: havendo Deus falado tanto e de muitas maneiras, chegará alguém inocente diante do Grande Trono Branco? (Êx 34.7). Segundo se depreende do significado do pensamento, aqueles que não viveram de acordo com a (“FÉ”). Rm 4.5-6; Hb 10.38; serão ali julgados de acordo com as (“OBRAS”). Jn 3.10. Deixemos o assunto com o Senhor – O Justo Juiz (Dt 29.29; Rm 4.15).
 14. “E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo: esta é a segunda morte”.
 I. “...foram lançados no lago de fogo”. Naturalmente, é provável que este versículo seja o cumprimento real, daquilo que profetizou Is 25.8, e citado por Paulo em seu argumento sobre a ressurreição, em 1Co 15.26, onde é descrito que o “...último inimigo que há de ser aniquilado é a morte”. Isso significa um triunfo total de Cristo e dos santos. A morte, como aliada do pecado, será destruída juntamente com o pecado; o Hades não envolverá mais terrores, para os santos nos céus. Não haverá mais temor da morte (Hb 2.15) ela não existirá (21.4). O ciclo temível do juízo agora está completamente terminado. O Anticristo e seu consorte já haviam sido lançados no lago de fogo (19.20). Satanás sofreu essa mesma sanção (20.10). Agora a morte e o inferno, são ali lançados. E no versículo 15, chegará a vez dos perdidos. É realmente a sorte dos ímpios, e todas as gentes que se esquecem de Deus (Sl 9.17). Os anjos maus foram também ali lançados (Mt 25.41).
 15. “E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo”.
 I. “...aquele que não foi achado escrito”. É evidente que os salvos, que comparecerão diante do trono branco, cujos nomes “se encontram no livro da vida”, não é a Igreja (isso não afasta a possibilidade de ela estar presente, mas não para ser julgada, e, sim, tomar parte no julgamento), e sim, aqueles que foram fiéis a Deus durante o Reino Milenial de Cristo. “Diante do Trono Branco estarão multidões incalculáveis que, durante o Milênio, creram em Jesus e foram fieis, e permaneceram até o fim. Quando Satanás, pela última vez, rebelou-se contra Deus, esses não o acompanharam e, agora, estão diante do Trono Branco, sabendo que seus nomes estão no Livro da Vida”.
1. O Lago de Fogo. É este o lugar onde o bicho não morre e o fogo nunca se apaga. (Cf. Mc 9.46). “A palavra hebraica que descreve este lugar, como no Antigo Testamento, é “Tofete” (Is 30.33; Jr 7.31-32). Mas a palavra grega é “Geena” (Mt 5.22, 29, 30; 10.26; 23.14, 15, 33). “Geena” refere-se literalmente ao “Vale do filho de Himom”, vale, este, fora da cidade de Jerusalém que servia de Monturo da cidade e onde queimavam seus filhos em sacrifícios a Moloque, o deus pagão. Jesus empregou o termo “Geena” 11 vezes, sempre no sentido literal. Ali sempre havia fogo aceso, servindo desta maneira para figurar o Lago de Fogo que arde eternamente. A palavra encontra-se em Mt 5.22, 29, 30; 23.15, 33; Mc 9.43, 45, 47; Lc 12.5; Tg 3.6. Em cada caso, com exceção do último, a palavra sai dos lábios do Senhor Jesus em solene aviso das conseqüências do pecado. Ele descreve como o lugar onde o seu bicho não morre, e o fogo nunca se apaga. A expressão é idêntica à que temos aqui: “o lago de fogo”. 
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