quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Lição 5° O Cuidado com Aquilo que Falamos

Seis coisas o Senhor aborrece, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre irmãos.
A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira. A língua dos sábios adorna o conhecimento, mas a boca dos insensatos derrama a estultícia. O homem se alegra em dar resposta adequada, e a palavra, a seu tempo, quão boa é! O sábio de coração é chamado prudente, e a doçura no falar aumenta o saber. Palavras agradáveis são como favo de mel: doces para a alma e medicina para o corpo. Pv ó.10-19; 15.1,2,23; 10.21,24; 

’1 Meus irmãos, não vos torneis, muitos de vós, mestres, sabendo que havemos de receber maior juízo. 2 Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça no falar, é perfeito varão, capaz de refrear também todo o corpo. 3 Ora, se pomos freio na boca dos cavalos, para nos obedecerem, também lhes dirigimos o corpo inteiro. 4 Observai, igualmente, os navios que, sendo tão grandes e batidos de rijos ventos, por um pequeníssimo leme são dirigidos para onde queira o impulso do timoneiro. 5 Assim, também a língua, pequeno órgão, se gaba de grandes coisas. Vede como uma fagulha põe em brasas tão grande selva! 6 Ora, a língua é fogo; é mundo de iniquidade; a língua está situada entre os membros de nosso corpo, e contamina o corpo inteiro, e não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como também é posta ela mesma em chamas pelo inferno. 7 Pois toda espécie de feras, de aves, de répteis e de seres marinhos sc doma e tem sido domada pelo gênero humano; 8 a língua, porém, nenhum dos homens é capaz de domar; é mal incontido, carregado de veneno mortífero. 9 Com ela, bendizemos ao Senhor e Pai; também, com ela, amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. 10 De uma só boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não é conveniente que estas coisas sejam assim. 11 Acaso, pode a fonte jorrar do mesmo lugar o que é doce e o que é amargoso? 12 Acaso, meus irmãos, pode a figueira produzir azeitonas ou a videira, figos? Tampouco fonte de água salgada pode dar água doce. Tiago 3.1-11

O Uso da Língua de Acordo com Tiago:

Visto que os ensinos de Salomão sobre o uso da língua foram assimilados pelo apóstolo Tiago, mantendo um paralelismo muito próximo com os Provérbios de Salomão, desejo começar com o entendimento que o apóstolo possuía sobre esse minúsculo membro do corpo humano.

O apóstolo Tiago em um primeiro momento é posto em destaque por ele aqueles que verbalizam pensamentos, princípios, preceitos, etc. Estes são os mestres (gr didaskalos). Em um segundo momento ele toca em um ponto sensível da vida humana, mas muitas vezes esquecido pelos cristãos — o devido uso da língua. Na sua análise a língua, se usada indevidamente, põe em risco não somente o indivíduo que dela faz uso, mas até mesmo toda a humanidade (Tg. 3.6). Possuindo uma arma tão poderosa, cabe ao cristão seguir as orientações dadas por Deus para viver em paz.

Advertência aos Profissionais da Fala

Um recado aos mestres
Tiago inicia a sua argumentação com uma exortação direta aos mestres e àqueles que porventura quisessem ensinar. “Meus irmãos, não vos torneis, muitos de vós, mestres, sabendo que havemos de receber maior juízo” (Tg 3.1). Estas palavras de Tiago necessitam ser analisadas dentro do contexto educacional da cultura hebraica e seu desenvolvimento dentro da Igreja Primitiva. As palavras hebraicas para ensinar e suas correlatas ocorrem mais de 270 vezes nas Escrituras do Antigo Testamento. Por outro lado, a palavra grega didaskalos, traduzida por Tiago como mestre, juntamente com aquelas de mesma raiz, ocorrem 211 vezes no texto grego do Novo Testamento. A frequência com que esses vocábulos ocorrem nas Escrituras Sagradas revelam que o mestre ocupava uma posição de destaque na cultura bíblica. É de se notar que a escola de um judeu era primeiramente o seu próprio lar onde recebia instrução de seus pais (Pv 22.6); mas a educação mais formal ficava a cargo dos sacerdotes e profetas. As Escrituras registram, por exemplo, que “Esdras tinha disposto o coração para buscar a Lei do SENHOR, e para a cumprir, e para ensinar em Israel os seus estatutos e os seus juízos” (Ed 7.10). Em outro estágio da cultura hebraica esse ensino mais formal ficaria a cargo dos escribas.

No mundo do Novo Testamento os mestres não eram estranhos. Além da herança cultural judaica, o processo de heleniza- ção promovido por Alexandre, O Grande, solidificaria mais ainda a estrutura educacional. Graças a universalização da língua grega e a popularização do ensino, Paulo podia ser ouvido e entendido em todos os lugares. “Paulo e Barnabé demoraram-se em Antio- quia, ensinando e pregando, com muitos outros, a palavra do Senhor” (At 15.35; 19.9). Os mestres, portanto, passaram a ganhar grande visibilidade, e muitos eram tentados a se tornarem mestres. Muitos, às vezes, não possuíam qualificação para isso, e acabavam ensinando o que não deviam. “Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até o ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição” (2 Pe 2.1). Diante de um quadro como esse, Tiago adverte aos crentes sobre a grande responsabilidade que esse cargo exige. Não era somente ensinar, mas o que ensinar. Não era somente falar, mas que conteúdos eram revelados nessa fala. Ele lembra aos mestres cristãos que contas seriam pedidas do exercício desse ofício. “Havemos de receber maior julgamento.” Tiago tem em mente o julgamento de um tribunal, já que a palavra grega krima usadapor ele mantém o sentido de “julgamento de um juiz”. Nesse particular o tribuno seria o próprio Deus. Esse era um cuidado que aqueles que vivem da fala deveriam sempre lembrar. Quão grande responsabilidade pesa sobre os que ensinam.

Tirando o Veneno da Língua

A língua necessita de controle. Do versículo 2 até o versículo 12 Tiago passa a tratar diretamente sobre o devido uso da língua. E uma advertência àqueles que gostam de falar ou vivem sempre falando. A língua, mais do que qualquer outro órgão do corpo, necessita de controle. Há toda uma linguagem metafórica usada por Tiago para ilustrar o poder negativo da língua. São símbolos extraídos do cotidiano de pessoas comuns, mas que em Tiago crescem em dramaticidade.

1. Freios
Tiago fala da necessidade de se pôr freios {gr kalinós) na boca assim como são postos nos cavalos. Há quatro ocorrências dessa palavra no Novo Testamento grego; três em Tiago (Tg 1.26; 3.2; 3.3) e uma em Apocalipse (Ap 14.20). O sentido no original é de um freio ou cabresto colocado na boca do animal. A lição é muito clara: aqueles que gostam de falar muito, e por isso acabam falando o que não devem, necessitam pôr freios na sua própria boca. Uma solução já apontada anteriormente por Tiago seria primeiramente ouvir e somente depois falar (Tg 1.19). Não há como fugir do paralelo que surge entre o “freio” de Tiago e o “domínio próprio” citado por Paulo em Gálatas 5.21-23. O freio deve controlar o animal e o domínio próprio, a língua do crente.

2, Leme
A língua necessita de freio porque ela tem um poder muito grande de traçar rumos e destinos. Assim como o leme (gr. pedalion) tem o poder de conduzir uma embarcação a qualquerlugar desejado, da mesma forma a língua. “Observai, igualmente, os navios que, sendo tão grandes e batidos de rijos ventos, por um pequeníssimo leme são dirigidos para onde queira o impulso do timoneiro” (Tg 3.4). O leme controla o navio, a língua, o crente.

3. Fogo
Talvez a imagem mais dramática usada por Tiago para ilustrar o poder da língua seja a do “fogo”. Tiago diz que “a língua é fogo” (Tg 3.6). A figura evocada pelo homem de Deus aqui é do poder destrutivo do fogo. O fogo queima, o fogo incinera. Uma língua sem freios e fora de controle queima como fogo! Quantas pessoas estão hoje literalmente “queimadas” por conta de comentários maldosos que foram feitos sobre elas. Na maioria das vezes não houve uma visão adequada dos fatos. Devemos tomar cuidado com aquilo que falamos.

3. Mundo
Há uma disputa entre os intérpretes sobre o real significado deste termo usado aqui por Tiago. Isso porque a palavra kosmos (Tg 3.6) traduzida por “mundo”, aqui tem uma variedade de significados no contexto do Novo Testamento. O sentido mais natural do texto é que Tiago fala de “mundo” como a esfera onde as coisas acontecem. Nesse sentido a língua é um pequeno órgão, mas que pode se tornar um grande universo de coisas ruins. Isso explica porque a palavra “iniquidade” ou “injustiça” vem associada a “mundo” no versículo 6 do capítulo 3.

4. Veneno
O mau uso da língua pode desencaminhar uma vida e até mesmo matar. Há um veneno na língua que precisa ser tirado (Tg 3.8). O veneno mortífero do qual fala Tiago reside no poder que a língua tem de servir ao mesmo tempo para abençoar ou amaldiçoar. “Com ela, bendizemos ao Senhor e Pai; também, com ela, amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus.De uma só boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não é conveniente que estas coisas sejam assim” (Tg 3.9,10). Há regiões no Brasil onde se usa o termo “língua grande” para pessoas que fofocam ou falam demais. O perigo está em alguém possuir uma “língua grande”e, além disso, “envenenada”.

5. Fonte
A outra figura usada nesta carta é a de uma fonte. Os orientais sabiam da importância que as fontes de águas doces e perenes possuíam para eles. Mais do que qualquer outra coisa, a água era um bem extremamente precioso. A ideia que Tiago sugere é o de uma fonte jorrante {gr. bryo, v.l 1). A analogia é simples, mas extremamente forte — assim como das fontes jorravam águas doces, próprias para o consumo, assim também a nossa língua deve ser. “Acaso, pode a fonte jorrar do mesmo lugar o que é doce e o que é amargoso?” (Tg 3.11,12).

6. Árvore
Tiago apela para a peculiaridade de cada espécie. “Acaso, meus irmãos, pode a figueira produzir azeitonas ou a videira, figos?” (Tg 3.12). Uma figueira produz figos, uma videira produz uvas (Tg 3.12). A lógica é simples: Uma mangueira produz mangas e uma laranjeira, laranja. A boca do crente não deve produzir maldição, mas bênção, pois isso faz parte de sua nova natureza (2 Co 5.17; Ef 4.17-22).1

Tiago é nosso contemporâneo e fala hoje. As suas advertências sobre o uso da língua chegam até nós como verdadeiras preciosidades. Em um contexto em que os relacionamentos se fracionam e são trincados com relativa facilidade, deveríamos atentar para as exortações que o Senhor nos faz por meio desse escrito. Assim como o anjo tocou nos lábios de Isaias e purificou a sua boca (Is

6.7), da mesma forma devemos permitir que o Espírito Santo faça o mesmo com a nossa língua.Pois bem, se por um lado Tiago procurou tirar o veneno da língua, por outro Salomão procura deixá-la mais curta ainda.

O Uso das Palavras de Acordo com Salomão

“Seis coisas o SENHOR aborrece, e a sétima a sua alma abomina. Olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre irmãos”. (Pv 6.16-19)

Formigueiro humano!
Pouco tempo depois de ter sido consagrado ao ministério de Evangelista, eu tive um sonho inquietante. Já compartilhei dessa experiência em outros textos que escrevi.2 Mas aqui desejo relatá -lo por duas razões: a primeira é que ele é uma boa ilustração do assunto que ora tratamos e a segunda é que ele me marcou de uma forma profunda. Esse sonho aconteceu antes que o meu pastor a quem eu auxiliava me delegasse funções pastorais. Sonhei que um homem de estatura mediana, vestindo roupas brancas dizia que queria me mostrar algo. Convidando-me a segui-lo, aquele mensageiro falou: “Desejo mostrar a você uma melancia, mas é uma melancia incomum”. Até aquele momento, as melancias que eu conhecia não tinham nada de extraordinário. Eu havia sido lavrador juntamente com meus pais, de forma que estava acostumado a ver melancias. Quando ainda ponderava no significado daquelas palavras, o mensageiro celestial prosseguiu: “Esta melancia fica debaixo da terra”. Aquelas palavras me surpreenderam. Iria ele me mostrar uma melancia abaixo da superfície, e que se desenvolvia à semelhança de uma raiz? Foi exatamente isso o que presenciei.

Pois bem, o mensageiro cavou o chão e ao remover um pouco de terra, aproximadamente uns 30 cm abaixo da superfície, o fruto por ele anunciado apareceu. A sua forma parecia-se muito com o que chamamos de “melão japonês”. Dando início a sua missão,ele começou a remover a melancia. Foi nesse momento que a cena que eu presenciaria me marcaria de forma dramática. Observei que ao começar a ser removida, centenas de formigas que se alojavam na parte inferior do fruto assanharam-se. Elas começaram a subir para a superfície da melancia. Foi então que despertei! Exatamente dois dias depois, fui designado por meu pastor para assumir a principal congregação da igreja de nossa cidade. Tomando posse, logo o significado daquelas imagens oníricas começou a ficar claro para mim.

Maledicência — a sétima abominação
O problema se situava na área dos relacionamentos. Havia um clima de animosidade entre os crentes ali. A comunhão estava trincada. Era aquilo que a Bíblia denominava em Provérbios

6.16-19 de a sétima abominação. Era uma fuxicaria sem fim. O trabalho do Senhor simplesmente não conseguia prosperar. O próprio líder que me antecedera naquela congregação me contou posteriormente que havia sido afastado porque alguém dali conseguira envolvê-lo em um fuxico. O clima era pesado. À medida que mais me envolvia com a obra, mais consciente ficava da presença da semente de contenda espalhada entre os irmãos. Resolvi agir pela Palavra de Deus. Durante os primeiros meses me dediquei quase que exclusivamente a pregar sobre relacionamentos. Usei como base o livro de Provérbios.

Koinonia, a genuína comunhão cristã
Uma das doutrinas mais exaltadas nas páginas da Bíblia é a da unidade cristã. A falta de unidade foi uma das principais razões que levou o apóstolo Paulo a escrever a sua primeira carta aos Corín- tios. Escrevendo àquela igreja ele disse estar informado “de que havia contendas entre eles” (1 Co 1.11). Aos efésios o mesmo apóstolo os aconselhou a que se esforçassem diligentemente para “manter a unidade do Espírito” (Ef 4.3); a dois crentes filipenses o apóstolo dos gentios recomendou: “pensem concordemente, no Senhor” (Fp 4.2).É inegável o valor da unidade cristã. A unidade traz a comunhão. É bom lembrar que um dos segredos do grande e explosivo crescimento da Igreja Primitiva era justamente a comunhão existente entre os crentes. No livro da história da igreja, Os Atos dos Apóstolos, lemos: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações” (At 2.42). A palavra “comunhão” traduz o termo grego koinonia. W. E. Vine observa que a koinonia é “um ter em comum, companheirismo, comunhão” e denota “a parte que um tem em qualquer coisa, uma participação, um companheirismo reconhecido, e se usa das experiências e interesses comuns dos cristãos”.3 É oportuno observarmos o uso desse termo na literatura grega, incluindo o Novo Testamento. William Barclay nos dá uma excelente visão panorâmica desse termo na literatura grega, incluindo o Novo Testamento:
  1. Na vida cristã há uma koinonia que significa um “compartilhar de amizade” e uma permanência no convívio dos outros (At 2.42; 2 Co 6.14).
  2. Na vida cristã há uma koinonia que significa uma “divisão prática” com os que são menos afortunados. A comunhão cristã é uma coisa prática (Rm 15.26; 2 Co 8.4; 9.13)
  3. Na vida cristã há uma koinonia que é uma “cooperação na obra de Cristo” (Fp 1.15).
  4. Na vida cristã há uma Koinonia “na fé”. O cristão nunca é uma unidade isolada; é membro de um convívio da fé (Ef 3.9).
  5. Na vida cristã há uma “comunhão (koinonia) no Espírito” (2 Co 13.14; Fp 2.1).6. 
  6. Na vida cristã há uma koinonia “com Cristo”. Os cristãos são chamados para a koinonia de Jesus Cristo, o Filho de Deus (1 Co 1.9).
  7. Na vida cristã há a koinonia “com Deus” (1 Jo 1.3). Mas deve ser notado que aquela comunhão tem condições éticas, porque não é para aqueles que escolheram andar nas trevas (1 Jo 1.6). A Koinonia cristã é aquele vínculo que liga os cristãos aos outros, a Cristo e a Deus.4

Princípios Bíblicos para um Bom Relacionamento

Abaixo estão alguns princípios bíblicos que extrai do livro de Provérbios que nos ajudarão a nos relacionar bem uns com os outros:

1. Saiba ouvir (Pv 18.13).
Um dos grandes problemas em nos relacionar bem uns com os outros surge por conta da nossa falha em ouvir. Ouvimos, mas ouvimos mal. Ou ainda: ouvimos mais do que foi dito. Precisamos aprender a ouvir.

2. Náo se apresse para falar (Pv 17.28; 19.2).
A precipitação em falar é outro grande problema. Jesus mesmo condenou o juízo temerário. Isto é, falar apressadamente sem um conhecimento total dos fatos.

3. Fale pouco (Pv 10.19; 13.3; 12.18).
Aqui talvez esteja um dos maiores fatores de desajuste nos relacionamentos. É um comentário inoportuno que fazemos. Uma palavra a mais, que aparentemente não tem a intenção de ofender, mas que vem sublimada.

4. Fale coisas boas das pessoas (Pv 16.24; 16.28; 20.19).
A tendência de só enxergar coisas ruins nos outros é uma herança da nossa velha natureza adâmica. Dificilmente falamos de alguém para exaltar suas virtudes. Necessitamos enxergar algo de bom no nosso semelhante se queremos nos relacionar bem.

5. Não atice (fomente) conversas (Pv 30.33; 26.20,21).
Acredito que se não passássemos à frente as fofocas que chegam até nós muitas intrigas seriam evitadas.

6. Fale pouco de si mesmo (Pv 27.2).
A atitude de falar de si mesmo, além de revelar um complexo de inferioridade, acaba também por arranhar os relacionamentos. Isso por uma razão simples: é difícil louvar a si mesmo sem diminuir o outro.

José Gonçalves, e pastor em Água Branca, Piauí, graduado em Teologia pelo Seminário Batista de Teresina e em Filosofia pela Universidade Federal do Piauí. Ensinou grego, hebraico e teologia sistemática na Faculdade Evangélica do Piauí. É comentarista de Lições Bíblicas da Escola Dominical da CPAD e autor dos livros:Missões – o mundo pede socorro (Ed Halley); Por que Caem os Valentes (CPAD); As Ovelhas Também Gemem (CPAD); Defendendo o Verdadeiro Evangelho (CPAD); A Prosperidade à Luz da Bíblia (CPAD); Rastros de Fogo – o que diferencia o pentecostes bíblico do neopentecostalismo (CPAD); Porção Dobrada (CPAD); Sábios Conselhos para um Viver Vitorioso (CPAD) e co-autor do livro: Davi – as vitórias e derrotas de um homem de Deus (CPAD, prêmio ABEC). É presidente do Conselho de Doutrina da Convenção Estadual das Assembleias de Deus no Piauí e membro da Comissão de Apologética da CGADB.

Notas
1 Veja um estudo detalhado na Chave Linguística do Novo Testamento Grego. São Paulo: Vida Nova.
2 GONÇALVES, José. As Ovelhas também Gemem. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.
3 WINE, W.E. Diccionario de Palabras Del Nuevo Testamento. Barcelona, Espanha: Editorial CLIE.
4 BARCLAY, William. Palavras-Chaves do Novo Testamento. São Paulo: Vida Nova.
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