quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Lição 6° O Exemplo Pessoal na Educação dos Filhos - O Poder do Exemplo Pessoal no Ensino Aos Filhos

'1 Ouvi, filhos, a instrução do pai e estai atentos para conhecerdes o entendimento; 2 porque vos dou boa doutrina; não deixeis o meu ensino. 3 Quando eu era filho em companhia de meu pai, tenro e único diante de minha mãe,4 então, ele me ensinava e me dizia: Retenha o teu coração as minhas palavras; guarda os meus mandamentos e vive;
5 adquire a sabedoria, adquire o entendimento e não te esqueças das palavras da minha boca, nem delas te apartes. 6 Não desampares a sabedoria, e ela te guardará; ama-a, e ela te protegerá. 70 princípio da sabedoria é: Adquire a sabedoria; sim, com tudo o que possuis, adquire o entendimento. 8 Estima-a, e ela te exaltará; se a abraçares, ela te honrará; 9 dará à tua cabeça um diadema de graça e uma coroa de glória te entregará. Pv 4.1-9

O escritor Alexandre Rangel em seu livro As mais Belas Parábolas de todos os Tempos, conta-nos uma história que ilustra o poder do exemplo.1

Napoleão Bonaparte, sem dúvida, foi um dos maiores líderes que este mundo já conheceu. Certa vez, seu exército estava se preparando para uma das maiores baralhas. As forças adversáriastinham um contingente três vezes superior ao seu, além de um equipamento mais moderno. Napoleão avisou a seus generais que ele estava indo para a frente de batalha, e estes procuraram con- vencê-lo a mudar de ideia.

— Comandante, o senhor é o império. Se morrer, o império deixará de existir. A batalha será muito difícil. Deixe que cuidaremos de tudo. Por favor, fique. Confiem em nós.

Tudo em vão; não houve nada que o fizesse mudar de ideia. No meio da noite, o general Junot, um de seus brilhantes auxiliares e também amigo, procurou-o, e de novo, tentou mostrar o perigo de ir para a frente de batalha. Napoleão olhou-o com firmeza e disse:

— Não tem jeito, eu vou.
— Mas por que, comandante?
— É mais fácil puxar do que empurrar!

Sem dúvida é muito mais fácil liderar através do exemplo. Ensinar também! Todos nós somos carentes de modelos e crescemos procurando imitá-los. Quando não há modelos ou referenciais ficamos à deriva. Os modelos ou paradigmas fazem parte de nossa vida assim com o ar que respiramos. Na história bíblica observamos que quando havia uma crise política ou religiosa, essa crise se dava em razão da falta de modelos ou referenciais. Aconteceu assim no período dos Juizes (Jz 17) e também em outros momentos da história da nação hebraica. Quando Arão construiu o bezerro de ouro, o fez porque o povo se achou sem um modelo para seguir. O longo período em que Moisés, o grande legislador hebreu, ficou ausente, favoreceu esse fato (Êx 32.1). No vácuo criado pela ausência de Moisés, o povo queria seguir os deuses pagãos como modelo.

O certo é que todos nós em algum momento de nossas vidas espelhamo-nos em algum modelo. Esse modelo pode ser certo ou errado. É por isso que os pais devem ter muito cuidado naeducação dos filhos. Que modelos eles estáo seguindo? Em um primeiro momento os pais são os próprios modelos para os filhos. São neles que os filhos se espelham. Se o exemplo dado é deformado ou hipócrita, isso não deixará de criar uma confusão na mente dos filhos. Os pais são seus heróis. Mas se o modelo que passam for distorcido, acabarão se tornando seus vilões.

No livro Crescendo com o seu Filho Adolescente, o escritor Eugene Peterson chama a atenção para esse fato. “Durante a infância, a criança aceita os pais sem críticas. É verdade que as crianças se rebelam contra regras e desafiam ordens. Desobedecem e ignoram os pais. Mas não costumam envolver nisso nada pessoal. Não estão avaliando as palavras dos pais nem questionando a autoridade deles. E, de repente, com a chegada da adolescência, começam a questionar. Deve ser um grande choque acordar um dia e perceber que os pais não são onipotentes nem oniscientes (que não eram onipresentes as crianças já tinham descoberto há vários anos!). Os adolescentes começam a enxergar um mundo de moralidade mais amplo. Conquistam a liberdade de conceber princípios morais. A moralidade, que para a criança é uma coleção desorganizada de sim e não, começa a se encaixar em um padrão. Por exemplo, para a criança, honestidade significa não colar na prova, já para o adolescente, é um principio a ser aplicado em qualquer situação. Logo os pais se tornam uma dessas situações. Os pais percebem que o filho ou a filha examina o comportamento deles com uma lente de aumento moral que eles mesmos lhe deram. Os jovens fazem julgamento moral com base nos princípios que os pais lhes ensinaram do governo, escola, colegas e não excluem os pais do escrutínio.”2

Além dos modelos pessoais como a figura dos pais, dos amigos, etc, há também os modelos culturais. Foi Hegel, filósofo alemão, quem disse que quer queira quer não todos nós somos produtos do nosso tempo e de nossa época. Isso quer dizer que nós, como seres sociais, seguimos até mesmo sem tomar consciência disso, um modelo cultural. Esse modelo cultural no qual estamos inseridos foibatizado pelos filósofos de paradigma. Paradigma, portanto, é um modelo ou padrão ao qual seguimos. Funciona como um referencial que norteia o movimento da sociedade.

Durante muitos séculos, a cultura ocidental se orientou pelo paradigma judaico-cristão. Os valores que norteavam a nossa cultura eram valores advindos da cultura bíblica. Esses valores serviam de norte e de elemento de coesão do funcionamento da máquina social. Na verdade, esse paradigma judaico-cristão funcionava como uma espécie de óculos através dos quais os fenômenos sociais eram interpretados. Neste aspecto dizemos que havia uma cosmovisão cristã que servia de mapa que orientava a adoção ou não de determinado valor. Funcionava, portanto, como uma espécie de “marco” orientador de nossas ações.

Queda de Modelos

As culturas modernas e pós-modernas

Pois bem, no livro de Provérbios encontramos referência aos “marcos antigos” (Pv 23.10). No caso do Ocidente, eram eles que formavam o paradigma ou modelo cultural e, que orientaram essa cultura por centenas de anos. Com o passar do tempo, eles começam a ser duramente questionados. Esse questionamento foi feito primeiramente pelo que se denomina de modernidade ou cientifieismo, fenômeno cultural que descartou a religião e entronizou a ciência (cerca do ano 1600 d.C). Esse paradigma, como observam os filósofos sociais, possui alguns pressupostos:

1. Fé na liberdade — Busca-se a emancipação do homem de todos os seus tutores. Floresce a crença na subjetividade humana; cada ser humano pode valer suas aspirações pessoais; pode julgar e criticar e valer suas próprias opiniões;

2. Fé na ciência — Em torno de 1700 há uma mudança de pensamento concernente a cosmologia, o universodeixa de ser visto como um organismo vivo e passa a ser visto como uma máquina;

3. Fé no progresso — O avanço científico alimentou o ideal do progresso humano;

4. Fé na história — Se concebe a ideia de que aquilo que a pessoa é não vem condicionada pelo passado ou pela genética etnia; senão pela vontade, esforço e superação pessoal;

5. Fé no ser humano — Aparece a ideia de um contrato social com Rousseau. O ideal de igualdade, democracia e educação. A modernidade se caracteriza por sua confiança no ser humano e nas metas que pode conseguir se ele se educa adequadamente;

6. Fé em Deus — A secularização e não o secularismo aparece como um movimento histórico positivo para o cristianismo porque liberta a fé da superstição; o secularismo, ao contrário, é uma ideologia negativa que propõe a destruição do fator religioso.3

Por outro lado, a Pós-Modernidade, fenômeno cultural iniciado entre os anos 60 e 70, com muito mais intensidade, faz um esforço enorme no sentido de desacreditar a modernidade. Esse ataque que sofre a cultura moderna fica mais visível quando observamos o contraste existente entre ambas. O filósofo Antonio Cruz mostrou com muita precisão como era “o antes” e como ficou “o agora”:

1. Fé versus incredulidade — Da certeza se passou para a incerteza;

2. Sacralização versus secularização — A Modernidade herdou da Idade Média certo dogmatismo das ideias e das crenças.

A Pós-Modernidade secularizou todos esses mitos;

1. Absoluto versus relativo — Hoje se crê em pequenas verdades relativas, nenhuma é absoluta;

2. Objetividade versus subjetividade — Em vez da objetividade dos grandes fins ficou em seu lugar o pensamento débil e fragmentado;

3. Razão versus sentimento — Ao perder o fundamento da razão, o centro da moral e da pessoa passa a ser o “eu”, os sentimentos e os gostos individuais;

4. Etica versus estética — A Pós-modernidade propõe como alternativa a ética tradicional, a estetização da vida, a eliminação de toda norma, o relativismo das condutas e o politeísmo dos valores;

5. Culpa versus sentimento de culpa — Tudo depende do momento e do critério de cada pessoa;

6. Passado/futuro versus presente — O pós-moderno deseja viver somente do presente sem se preocupar com o passado;

7. História versus histórias — A Modernidade cria na história, já na Pós-Modernidade não se acredita em um sentido para a história;

8. Unidade versus diversidade — A Modernidade procurava unificar as culturas, a Pós-Modernidade acredita na diversidade cultural;

9. Coletivo versus individual — O coletivo da Modernidade dá lugar ao individual na Pós-Modernidade;

10. Progresso versus neoconservadorisino — A Modernidade acreditava nas ideologias, o pós-moderno desconfia dela;

11. Inconformismo versus conformismo — A Modernidade foi fecunda em revoluções sociais, o pós-moderno não está interessado nisso;

12. Idealismo versus realismo — Os projetos idealistas da Modernidade não fazem sentido no mundo pós-moderno;

13. Humanismo versus anti-humanismo — A Modernidade olhava para o passado a fim de extrair lições para o presente e construir o futuro, a Pós-Modernidade não imita nada, vive e deixa viver;

14. Segurança versus insegurança — O homem moderno estava seguro naquilo que cria, o pós-moderno perdeu aquela segurança;

15. Forte versus light — A razão forte caiu para dar lugar ao inseguro, instável e frágil;

16. Esforço versus prazer — A cultura do esforço da Modernidade deu lugar a cultura do prazer na Pós-Modernidade;

17. Prometeismo versus narcisismo — No mito Prome- teus arrisca sua vida pelos homens, simbolizando assim o mundo moderno. Na Pós-Modernidade Narciso não arrisca a vida por ninguém, mas como os pós-modernos está interessado no prazer;

18. Seriedade versus humor — O humor é visto na Pós- Modernidade como terapia com a desilusão moderna;

19. Intolerância versus tolerância — A Pós-Modernidade ao contrário da Modernidade considera perigoso todas as grandes narrativas. Em seu lugar prefere ficar com o débil que é mais compreensível e tolerante;

20. Formalidade versus informalidade — Na Modernidade não bastava ser bom, mas parecer ser bom. Na Pós-Modernidade não há porque guardar as aparências;

21. Necessário versus acessório — A Modernidade sabia distinguir entre o necessário e o supérfluo. Na sociedade de consumo pós-moderno há uma corrida rumo ao supérfluo.4

A cultura pós-moderna pulverizou as crenças do cientificismo e agora tenta a todo custo descartar os valores da cultura judaico- cristã. Caindo o paradigma ou modelo judaico-cristão, cai com ele todo o conjunto de valores éticos e morais que tem servido de parâmetro para nossa sociedade.

A Importância de Impor Limites

No meio desse caldo cultural, uma pergunta que parece bastante pertinente é: como educar em meio a tudo isso? Vimos nesse texto que o livro de Provérbios contém dezenas de princípios para a condução do processo educativo tomando por base os valores éticos-morais. Vale a pena destacar o que o psiquiatra e educador Içami Tiba escreveu sobre o desafio de educar. Ele sublinhou: “Educar não é deixar a criança fazer só o que quer (buscar saciedade). Isso dá mais trabalho do que simplesmente cuidar, porque equivale a incutir na criança critérios de valor.

A criança é regida pela vontade de brincar, de fazer. A cada movimento, está descobrindo coisas, num processo natural de aprendizagem. Junto a isso entram os valores.

Construir uma casa é muito mais difícil do que reformá-la. Reformar, no caso de um filho, seria o mesmo que sempre dizer não’ para algo que ele já fez muitas vezes. Melhor ensinar aos poucos.

Quando quer fazer alguma coisa, a criança observa a reação dos pais; se ouve um ‘não’, insiste. Quer testar se o que dizem é mesmopara valer — até incorporar a regra. Leva algum tempo, mas ela aprende. Então aquele critério de valor passa a fazer parte dela.

É interessante notar como desde tenra idade a simples repressão já não funciona. E preciso estabelecer uma diferença ao incentivar o comportamento certo. A simples aprovação é uma recompensa para a criança, como o silêncio é uma permissão.”5

Educar, portanto, requer a imposição de limites, mas sem se valer de métodos castradores ou violentos. O livro de Provérbios diz: “O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo, o disciplina” (Pv 13.24).

Mais uma vez, o Dr. Içami Tiba, que sem dúvida é um dos maiores especialistas na educação de jovens e adultos, chama a atenção em seu excelente livro para o que denomina de “lágrimas de crocodilo”. Observando o comportamento das crianças, ele destaca que:

“Há dois tipos de choro: o que expressa dor e o que busca poder.

Se o filho descobrir que pode usar o choro como fonte de poder, os pais estão perdidos. Nunca mais saberão dizer se ele chora por dor ou por poder.

(...) Esse tipo de choro (por poder) apela para o lado coitadinho’, inspira ternura. É o domínio pela chantagem afetiva.

É difícil neutralizar o uso do choro como arma. Pai e mãe têm de entender que um pouco de dor não matará a criança, assim como um pouco de poder não matará os pais. Só há um jeito de aprender a diferenciá-los: acertando e errando.

(...) Um erro cometido pelos pais, desde que não seja baseado na violência, em surras, socos e pontapés não traz problema nenhum. Atos como esses descarregam a raiva, mas não têm força educativa, pois violência só gera violência”.6

Ensinando por meio do Exemplo (valores)

Etica da personalidade

Stephen Covey observa que esse modelo possui dois “caminhos básicos: um deles é o das técnicas nas relações públicas e humanas e o outro uma atitude mental positiva (AMP). Parte desta filosofia se exprime através de máximas por vezes válidas, como ‘Sua atitude determina sua altitude’, ‘Sorrisos conquistam mais amigos do que caras feias’ e ‘A mente humana pode conquistar qualquer coisa que consiga conceber e acreditar’. Outras práticas da abordagem personalista eram claramente manipuladoras, quase enganosas, encorajando as pessoas a utilizar técnicas que levassem os outros a gostar delas, ou a fingir interesse pelos hobbies alheios para arrancar o que pretendiam, ou a usar o ‘poder do olhar’ ou a intimidação para abrir caminho no mundo”.7

Etica do Caráter

De acordo com Stephen Covey, a literatura antiga era focalizada: “No que se poderia chamar de Ética do Caráter, considerada a base do sucesso — coisas como a integridade, humildade, fidelidade, persistência, coragem, justiça, paciência, diligência, modéstia e a regra do ouro (fazer aos outros o que desejamos que nos façam). A biografia de Benjamin Franklin é representativa desta literatura. Trata, basicamente, do esforço de um homem para interiorizar certos princípios e hábitos. A Ética do Caráter ensina que existem princípios básicos para uma vida proveitosa, e que as pessoas só podem conquistar o verdadeiro sucesso e a felicidade duradoura quando aprendem a integrar estes princípios a seu caráter básico”.8

Educação Integral

Os educadores chamam a atenção para o fato de se educar tomando por base um modelo integrado. Esse novo paradigma naeducação recebe o nome de: Teoria da Integração Relacional. Esse novo modelo destaca que “as clássicas teorias psicológicas não têm sido suficientes para a compreensão do atual comportamento dos alunos e o adequado procedimento preventivo e terapêutico dos conflitos vividos em sala de aula. Há necessidade de introduzir elementos novos, como amor, disciplina, gratidão, religiosidade, ética e cidadania, para a avaliação da saúde relacional. Uma pessoa integrada relacionalmente vive um equilíbrio dinâmico entre as satisfações física, psíquica, ecossistêmica e ética nos contextos familiar, profissional e social”.9

Muito à frente de nosso tempo, Salomão já se preocupava com a construção do homem na sua integralidade. Possivelmente nenhum outro livro contenha tantos princípios educativos como o livro de Provérbios. Nos Provérbios encontramos ensinos precisos para a educação de crianças, jovens e adultos. É um manual recheado de belos ensinamentos que favorecem o crescimento intelectual, psicológico, social e espiritual.

José Gonçalves, e pastor em Água Branca, Piauí, graduado em Teologia pelo Seminário Batista de Teresina e em Filosofia pela Universidade Federal do Piauí. Ensinou grego, hebraico e teologia sistemática na Faculdade Evangélica do Piauí. É comentarista de Lições Bíblicas da Escola Dominical da CPAD e autor dos livros:Missões – o mundo pede socorro (Ed Halley); Por que Caem os Valentes (CPAD); As Ovelhas Também Gemem (CPAD); Defendendo o Verdadeiro Evangelho (CPAD); A Prosperidade à Luz da Bíblia (CPAD); Rastros de Fogo – o que diferencia o pentecostes bíblico do neopentecostalismo (CPAD); Porção Dobrada (CPAD); Sábios Conselhos para um Viver Vitorioso (CPAD) e co-autor do livro: Davi – as vitórias e derrotas de um homem de Deus (CPAD, prêmio ABEC). É presidente do Conselho de Doutrina da Convenção Estadual das Assembleias de Deus no Piauí e membro da Comissão de Apologética da CGADB.

Notas

1 RANGEL. Alexandre. As Mais Belas Parábolas de todos os Tempos, vol. 1. Belo Horizonte: Leitura, 2002.
2 PETERSON, Eugene. Crescendo com seu Filho Adolescente — conselhos para pais de adolescentes. Brasília: Palavra, 2011.
3 Veja os livros: La Postmodernidad de Antonio Cruz e Fim de Milênio — Os perigos da Pós-Modernidade, de Ricardo Gondim.
4 CRUZ, Antonio. La Postmodenidad. Barcelona, Espanha: Editorial CLIE, 1996.
5 TIBA, Içami. Quem Ama Educa. São Paulo: Gente, 2002.
6 TIBA, Içami. Quem Ama Educa. São Paulo: Gente, 2002.
7 COVEY, Stephen. Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes. Best-seller.
8 COVEY, Stephen. Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes. Best-seller.
9 TIBA, Içami. Ensinar Aprendendo — Novos paradigmas na educação. Integrare.

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