sábado, 3 de setembro de 2011

Quer saber o que penso sobre o MMA? (3)

Nos artigos anteriores desta série falei o que penso sobre o MMA quanto à esportividade. Gostaria agora de abordar o uso dessa modalidade tida como esporte na evangelização.

Como todos sabem — não é nenhuma novidade —, há igrejas que promovem torneios de MMA. E nessas reuniões, a despeito de não haver álcool, cigarro ou drogas, há elementos que em nada diferem do tradicional vale-tudo: socos e “marteladas” na cabeça, chutes no rosto, finalizações por estrangulação, joelhadas na testa ou no queixo, derramamento de sangue, plateia eufórica, tatuagens, etc.


Os pastores que promovem essas lutas têm a cabeça rapada, vestem camiseta regata de lutador e bermuda. E atribuem às lutas o fato de muitos jovens entregarem a vida a Jesus e permanecerem na igreja. Segue-se que o MMA — Mixed Martial Arts (artes marciais mistas) — está sendo usado para atrair simpatizantes. Quer saber o que penso disso? Se não quiser, não precisa continuar a leitura. Mas, se prosseguir lendo, não vá ficar com vontade de socar o computador, hein!

Penso que muitos pastores estão enganados, nesses tempos pós-modernos, acreditando que o Evangelho, para ser aceito, precisa agradar as pessoas. Segundo a Bíblia, somos convocados a pregar uma mensagem confrontadora e até ofensiva, e não agradável ou adaptável aos padrões mundanos.

Cristo é uma pedra de tropeço e rocha de escândalo (Rm 9.33; 1 Pe 2.8). E a mensagem da cruz é loucura para os incrédulos (1 Co 1.23). Por que o apóstolo Paulo escreveu: “não me envergonho do evangelho de Cristo”, em Romanos 1.16? Porque há muitos cristãos (cristãos?) envergonhados do Evangelho, que preferem torná-lo mais “amigável” (Mt 10.32,33; Ap 21.8).

Tenho visto nas igrejas muita dramatização, dança, música, recreação, comédia, entretenimento, variedades, lutas de MMA... Tudo está na moda, exceto a pregação bíblica, o estudo sistemático da Palavra de Deus, a oração e o jejum. Esses elementos, para a nova geração, são antiquados. A pregação expositiva está sendo descartada ou menosprezada em favor de novos métodos. Afinal, estes é que atraem as grandes multidões!

Não é de hoje que a animação do público é considerada mais importante que a exposição da verdade. Grandes igrejas norte-americanas empregam recursos mundanos, como exibições de luta-livre ou torneios de MMA, comédia “pastelão”, peças cômicas entremeadas de música e até mesmo imitações de strip-tease! Não acredita? Eu também não acreditaria se tudo isso não estivesse publicado na grande rede.

Na América do Norte e na Europa existem grupos de motociclistas evangélicos, equipes cristãs de musculação, clubes evangélicos de dança, lutadores de MMA gospel, parques de diversão cristãos e até colônia de nudismo cristã! Não acredita? Pesquise na Internet.

Estamos mesmo nos últimos dias. E o falacioso conceito de que a igreja precisa se contextualizar, tornando-se como o mundo, a fim de ganhar o mundo para Cristo, alcançou o Brasil. Mas quem ama a Palavra de Deus sabe que ela permanece para sempre (1 Pe 1.23,24) e que o Deus da Palavra não mudou. “Não vos conformeis com este mundo” (Rm 12.2).

Combatendo o bom combate como bom soldado de Cristo, ainda que muitos me considerem antipático,

Ciro Sanches Zibordi
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