sábado, 7 de setembro de 2013

Lição 10: A alegria dos Salvos em Cristo. - A Alegria do Senhor Gera Firmeza na Fé

A alegria do Senhor produz a paz espiritual que precisamos para enfrentar nossos inimigos espirituaisPortanto, meus amados e mui queridos irmãos, minha alegria e coroa, estai assim firmes no Senhor, amados. Rogo a Evódia e rogo a Síntique que sintam o mesmo no Senhor. E peço-te também a ti, meu verdadeiro
companheiro, que ajudes essas mulheres que trabalharam comigo no evangelho, e com Clemente, e com os outros cooperadores, cujos nomes estão no livro da vida. Regozijai-vos, sempre, no Senhor; outra vez digo: regozijai-vos. Seja a vossa equidade notória a todos os homens. Perto está o Senhor. Não estejais inquietos por coisa alguma, antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus. (Filipenses 4.1-7)

O capítulo quatro dessa carta é um capítulo em que Paulo, depois de várias exortações de estímulo à perseverança, demonstra a ternura do seu coração pelos filipenses. Ele destaca alguns desses irmãos e refere-se a eles com carinho e grande respeito.

Esse capítulo ganha um sentido especial e pessoal da parte do apóstolo Paulo. Ele dava um tratamento especial aos cristãos de Filipos e, por isso, exorta-os e ao mesmo tempo apresenta seus protestos de carinho e amor fraternal para com aqueles irmãos, fruto de missão evangelizadora.

Sua carta está cheia de palavras como: alegria, gozo, regozijo e contentamento as quais são como um perfume que exala em todo o texto. São palavras que nutrem a alma do apóstolo e consolam o seu coração, mesmo estando prisioneiro numa prisão em Roma. Ele sentia a alegria do Senhor por saber acerca da igreja de Filipos. O seu contentamento era demonstrado na aceitação das coisas boas e más que estavam acontecendo com ele próprio e com a igreja em Filipos, e as via como providência amorosa de Deus, que sabe o que é melhor para nós e busca o nosso bem. O texto que selecionamos para este capítulo destaca o apóstolo Paulo estimulando aos crentes para que sejam firmes na fé que é a força motora das nossas convicções no evangelho de Cristo Jesus. Essa força motora impulsionava os filipenses a se manterem firmes em Cristo.

Ralph A. Herring, em seu livro Carta de Paulo aos Filipenses, escreveu o seguinte: “Vimos que esta Carta pode ser dividida em três seções: a seção do amor (1.1-11), a seção da alegria (ou gozo espiritual) (1.12-3.21); e a seção da paz (4.1-23)”. Essa ideia de Herring nos dá uma visão ampla do conteúdo da Carta. O capítulo 4, tratado aqui, faz a fusão dessas três virtudes, para mostrar aos filipenses que não havia ressentimentos no coração de Paulo. Pelo contrário, o apóstolo entendia que continuava a ser o pastor deles e, por isso, preocupava-se com o seu bem-estar espiritual. Paulo faz, então, com essa confiança em seu coração, admoestações finais de sua carta. Os versículos 7 e 8 revelam o sentimento que estava em seu coração. Tudo o que ele desejava e admoestava era: “Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que épuro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (4.8).

A ideia que prevalece nesse capítulo é o da “paz”, não uma paz comum, mas a paz produzida pelo Espírito Santo mediante a obra que Cristo fez por todos no Calvário.

Exortação à Firmeza Cristã

1. A alegria e coroa do ministério de Paulo (4.1)

A palavra “portanto” (v. 1) é ligada por Paulo ao assunto do capítulo 3. Ele os trata como cidadãos dos céus e isso era suficiente para encher seu coração de gozo. Ele exprime sua alegria e orgulho por seus amigos e os encoraja a que permaneçam firmes em Cristo (1.27). O apóstolo exprime seus sentimentos mais íntimos de amor e carinho pelos irmãos quando diz que eles são “sua alegria e coroa” (4.1).

Nesse versículo, Paulo expressa a sua alegria pela igreja. Essa alegria tinha um caráter futuro, porque Paulo sentia que o fruto do seu ministério era real e verdadeiro. Ele podia sentir e relembrar que valia a pena tudo quanto sofreu para plantar aquela igreja em Filipos. Ele tinha a alegria da certeza da vida futura e a sua convicção do seu lugar na presença de Cristo na sua vinda. Esse gozo que experimentava lhe dava forças para não desistir do objetivo final de seu ministério.

O apóstolo Paulo acrescenta a palavra “coroa” depois da “alegria” (v. 1). Que coroa é essa? A que se referia o apóstolo? Naqueles tempos, especialmente no mundo grego e romano, havia dois tipos de coroas. Na língua grega do Novo Testamento, deparamo-nos com diadema e stefanos. Um tipo referia-se à coroa do atleta (stefanos), premiação máxima dos atletas, especialmente, dos corredores nas famosas maratonas gregas e romanas. O outro tipo referia-se à coroa da realeza, símbolo de soberania (diadema). Naturalmente, Paulo se referia à coroa do atleta, que era o laurel concedido ao vencedor nos famosos jogos. O sentimento que dominava o coração do apóstolo era algo presente e ao mesmo tempo futuro. Ele se referia ao que sentia naquele momento com as notícias dos irmãos em Filipos. Mas também se referia ao sentimento de que seu tempo de ministério estava chegando ao fim e tudo quanto esperava naquele momento era a vitória final na presença de Cristo. Isso constituía gozo e coroa na vida do apóstolo. Paulo sabia que a coroa, ou seja, o prêmio pela sua vitória final, além do sentimento de amor pelos filipenses, era, de fato, a coroa de glória que ele receberia na vinda do Senhor (1 Ts 2.19). E a recompensa pelo serviço fiel, quando todos os cristãos receberão seus galardões no Tribunal de Cristo: “Porque todos devemos comparecer ante o Tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal” (2 Co 5.10).

2. A exortação à firmeza cristã (4.1)

“Estai assim firmes no Senhor” (4.1). É a parte final desse versículo que demonstra o contínuo cuidado do apóstolo pela vida espiritual dos filipenses. Era, na realidade, uma forma imperativa do cuidado apostólico de que os filipenses não se deixassem dominar pelos falsos ensinos que tentavam roubar-lhes a esperança e adulterar o ensino que lhes fora dado quando estava com eles. Antes, no capítulo três (3.20,21), Paulo os trata como cidadãos dos céus e, por isso, deviam permanecer firmes no Senhor. A preocupação de Paulo, mais uma vez, era com a entrada das heresias doutrinárias que podiam corroer a esperança e provocar divisão e desarmonia no seio da igreja. Ele usa a palavra stekete no grego bíblico quando fala de firmeza. Essa palavra, de fato, era aplicada ao soldado no campo de batalha que ardorosamente tinha que ficar firme quando se deparasse com um inimigo. O crente em Cristo precisa ficar firme na fé quando se depara com falsas doutrinas ensinadas por falsos mestres. A igreja deve “ficar firme” porque possui uma herança que deve ser preservada mediante a fidelidade ao Senhor até a sua vinda (Fp 3.20,21). A firmeza em Cristo implica a convicção de alcançar algo já garantido. Significa o ato de permanecer nos mesmos princípios que regem a vida cristã. A ideia de estar “firmes no Senhor” era,também, no sentido de colocar todas as coisas debaixo do controle do Senhor. Não deveria haver hesitação em servir a Ele.

3. O fisco da quebra da unidade quando há desarmonia nas relações entre os irmãos (4.2,3)

Sabedor de conflitos existentes na relação entre alguns irmãos, Paulo se dirige a alguns deles para solucionar o problema. Ele conhecia a maioria dos irmãos da igreja e reconhecia a importância deles na cooperação do evangelho, e conhecia, também, as fraquezas de alguns deles.

Nesse contexto, Paulo se dirige a duas mulheres especiais no seio da igreja em Filipos, mas que estavam tendo algum tipo de conflito. Ele apela a essas duas mulheres, Evódia e Síntique, que parassem para pensar acerca das verdades que Paulo havia ensinado ao longo da história daquela igreja. Quando ele lhes diz que “sintam o mesmo no Senhor” (v. 2) estava, na verdade, preocupado com que a incompatibilidade de Evódia e Síntique provocasse ruptura na unidade da igreja. O apóstolo Paulo se dirige a alguém que era de sua total confiança para que apaziguasse as discórdias existentes. Esse “companheiro de jugo” referia-se a algum obreiro local, como podia ser Timóteo ou Tito. Essas discórdias afetavam a harmonia fraternal da igreja e abria espaço para as divisões. Paulo soube que essas discórdias estavam acontecendo entre duas mulheres da igreja, as quais foram muito importantes no início da implantação da igreja em Filipos. Ele cita os nomes de Evódia e Síntique que eram discordantes entre si acerca de pequenas coisas que afetavam a comunhão da igreja. Paulo se preocupou com elas e as aconselhou que tivessem o mesmo sentimento de amor e respeito no seio da igreja, para não quebrar a comunhão e a unidade da igreja. Como autêntico pastor, Paulo tem cuidado no trato com as duas mulheres, mas as exorta com firmeza com a autoridade pastoral que requeria o problema. O apóstolo valoriza essas mulheres no seu apostolado, pois elas muito contribuíram para a formação da igreja.4. Clemente, um fiel servidor (4.3)

Existem muitas especulações históricas acerca de Clemente, um membro ativo no seio da igreja de Filipos. Ao citar o seu nome, Clemente, deduz-se que se trata de alguém de origem grega, porque o nome era comum entre os gregos. Podia ser um crente comum daquela igreja e que gozava do carinho e da amizade do apóstolo. Os historiadores da igreja se dividem nas opiniões acerca desse Clemente como alguém que depois da morte de Paulo tenha se tornado obreiro da igreja. A história do cristianismo fala de certo Clemente que foi considerado como o mais eminente dos “pais da igreja”, servindo especialmente em Roma. Entretanto, não há comprovação suficiente para afirmar essa opinião. O que importa é que Paulo cita o seu nome como alguém comprometido com o evangelho e com a preservação da unidade da igreja onde servia a Cristo.

A Alegria que Sustenta a Vida Cristã (4.4-6)

A alegria é experiência constante na Carta aos Filipenses, destacada na linguagem de Paulo como uma virtude de sustentação da vida cristã. Ao mesmo tempo, essa alegria não era um sentimento passageiro, ou meramente emocional. È uma alegria gerada pelo Espírito Santo na vida interior do crente que o faz superar as vicissitudes da vida. Paulo falou de sua alegria apesar de perseguido e preso (1.4,18; 2.17). Ele intercala duas palavras no seu discurso, gozo e alegria, para enriquecer ainda mais a gloriosa experiência que motivava a sua fé (1.25). Ele fala na alegria dos irmãos em Filipos (2.28). Já no texto de 4.4, Paulo transforma a alegria numa ordenança pastoral, não meramente uma recomendação. Manter essa alegria requeria uma atitude de cuidado da parte do crente, porque temos um inimigo invisível e espiritual que procura roubar a nossa alegria. Ora, a alegria é fruto do evangelho e a presença do Espírito dentro de nós produz “o fruto do Espírito” que é, também, alegria (G1 5.22).1. A alegria permanente: “Alegrai-vos sempre no Senhor” (4.4)

A versão Almeida Revista e Corrigida usa a palavra regozijar e diz: “Regozijai-vos”. A exortação contém o advérbio “sempre” para denotar que não se tratava de uma despedida, ou de uma experiência momentânea. Tratava-se de algo permanente e contínuo. Nenhuma outra fonte de alegria efêmera possui esse caráter, porque todas as fontes externas do mundo secam e se esvaem. Quando Paulo volta a dizer “outra vez digo”, é uma repetição que tinha por objetivo reforçar a exortação de que nada é mais precioso e consolador do que o gozo, a alegria ou o regozijo cuja fonte é o Senhor. Por que é importante e indispensável essa alegria no Senhor Jesus? Ora, E porque por meio dEle temos recebido a reconciliação com Deus (Rm 5.11); temos sido alimentados da esperança da glória que nos estimula a continuar firmes na fé (Rm 5.2). Se no Antigo Testamento a presença do Espírito de Deus era manifestada de tempo em tempo, de acordo com as necessidades dos servos de Deus, agora, no Novo Testamento, na nova aliança, a presença do Espírito Santo é permanente e imanente, porque Jesus o enviou, da parte do Pai, para habitar no espírito do crente, isto é, na vida interior do crente, e produzir essa alegria (Jo 16.7; Rm 14.17; Rm 15.13). Nada comparável no mundo será capaz de superar a tristeza e as vicissitudes da vida como só a alegria do Senhor pode produzir (Tg 1.2-4; Rm 5.3). Paulo sabia que os filipenses estavam sendo ameaçados por falsos mestres com heresias capazes de criar dúvidas quanto à fé. Ele, então, fez uma exortação com caráter de ordenança apostólica aos filipenses e o fez de modo imperativo: “Regozijai-vos sempre no Senhor; outra digo: Regozijai-vos”.

2. A alegria espiritual é cristocêntrica

Expressões como “alegria do ou alegria no Senhor” são constantes para indicar a fonte dessa alegria. Essa alegria é, portanto, cristocêntrica. Quando usamos a palavra cristocêntrico, estamos afirmando que tudo, em relação à igreja, é gerado por Ele. Ele é a nossa alegria. E uma pessoa; não é uma coisa; não é uma mera experiência emocional. Cristo é a fonte da alegria que nutre nossa alma e que dá energia ao nosso espírito para confiar nEle. Não há tristeza nEle, porque Ele “tomou sobre si”, como “cordeiro de Deus”, as nossas dores e tristezas (Is 53.4,5). Ao enfrentar muitas vezes as oposições dentro e fora da igreja por causa do evangelho que pregava, o apóstolo Paulo sabia lidar com essas situações por causa do gozo do Senhor. Ao chegar a Filipos pela primeira vez como apóstolo, Paulo tinha na memória as dificuldades que enfrentou naquela cidade para pregar o evangelho. Ele e Silas suportaram afrontas e rejeições e foram presos por causa da mensagem do evangelho. A oposição religiosa foi ferrenha contra os dois, mas eles semearam o evangelho e logo tiveram a colheita na conversão de pessoas como Lídia, a vendedora de púrpura, e a família do carcereiro que os havia açoitado na prisão (At 16).

3. A alegria do Senhor produz moderação (4.5)

“Seja a vossa equidade notória a todos os homens. Perto está o Senhor.” Nesse texto temos a palavra “equidade” e na ARA temos “moderação”. Ambas as palavras, equidade e moderação, são sinônimas porque o significado diz respeito a amabilidade, benignidade e brandura. Há uma tradução da palavra moderação no grego bíblico (epiekês) que se traduz como “doce razoabilidade”, ou seja, a capacidade de enfrentar uma atitude de oposição com domínio temperamental. Pode ser definida, também, como “manso”, “brando”, “gentil”, “paciente”. Percebe-se que no contexto da palavra de Paulo uma pessoa moderada é aquela que abre mão da retaliação quando se é provado ou ameaçado por causa da fé. Paulo apela ao controle de temperamento com pessoas explosivas, destemperadas e sem domínio próprio. O crente que tem a alegria do Senhor no coração tem uma disposição amável e honesta para com outras pessoas, principalmente com aquelas pessoas provocadoras. William Barclay escreveu que “o homem que tem moderação é aquele que sabe quando não deve aplicar a letra estrita da lei, quando deve deixar a justiça e introduzir a misericórdia”. Pessoas destemperadas pagam caro o preço da intransigência, da inflexibilidade. Paulo apela à igreja de Filipos a que os crentes sejam moderados nas ações. Paulo declara que “o Senhor está perto” (4.5) para ajudar aos que são atribulados e ameaçados por causa da sua fé.

4. A convicção de que “perto está o Senhor” (4.5)

“Perto está o Senhor” (v. 5) é uma declaração que tem sentido presente e futuro. No presente, a palavra “perto” refere-se a lugar e tempo. No grego bíblico, o termo é engys, que reforça essa ideia de lugar e tempo, para indicar que, nas lutas da vida cristã, o Senhor sempre está perto para guardar e proteger aqueles que servem a Cristo (SI 34.19). Porém, a expressão tem um caráter escatológico para referir-se à vinda do Senhor. Nesse sentido, todo cristão autêntico vive em função da esperança de que em breve o Senhor voltará para buscar a sua igreja.

5. A alegria do Senhor desfaz a ansiedade (4.6)

Em sua vida terrena, Jesus falou da ansiedade como um mal que precisa ser extirpado da vida cotidiana. Em seu famoso Sermão do Monte, Jesus aconselhou: “Por isso, vos digo: não andeis cuidadosos [ansiosos] quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo, mais do que a vestimenta?” (Mt 6.25).

A ansiedade pela vida, o medo do futuro, a preocupação pelo que pode acontecer não são atitudes positivas de quem confia no Senhor. O que aprendemos com o Mestre, nosso Senhor Jesus Cristo é que a ansiedade desfaz a confiança em Deus e que o dia de amanhã não deve anteceder o dia de hoje. Por isso Ele disse: “Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal” (Mt 6.34). O apóstolo Pedro escreveu em sua Epístola: “Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que, a seu tempo, vos exalte, lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós” (1 Pe 5.6,7).

A ansiedade contraria a confiança que devemos ter no Senhor e na sua proteção. Nada deveria perturbar a mente e o coração daqueles irmãos. Pelo contrário, eles deveriam fazer suas petições a Deus com atitude humilde e reconhecimento pelo que o Senhor é e faz (4.6). A ansiedade é a falta de paz, a paz de Deus. Por isso, o apóstolo declara com segurança que a paz de Deus guardará os fiéis. Todos os seus sentimentos estarão guardados por aquEle que pode dar a paz verdadeira (4.7).

6. A importância da oração na vida cristã (4.6)

O texto diz: “antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de graças” (4.6). E indiscutível o valor da oração na vida do cristão. È o canal mais eficaz de comunicação com Deus. O poder da oração sincera diante de Deus anula a força da ansiedade, porque conduz o crente à presença de Deus. Por isso, a oração deve estar na vida cotidiana do crente como um elemento disciplinador da nossa vontade para aceitar, de boa mente, a vontade de Deus. Ora, a vontade de Deus baseia-se no pré-conhecimento que Ele tem de nós. Por isso, Ele sabe o que é melhor para cada um de nós. O apóstolo Paulo declara que essa comunicação em oração não tem restrições, porque Deus é Pai pronto a ouvir todas as nossas petições. Paulo usa a expressão “em tudo” significando que não precisamos pedir audiência para falar com Deus, mas todas as nossas necessidades, em todas as situações e circunstâncias, podem ser dirigidas a Deus em oração. O contexto dessa escritura indica que a oração é o modo de aliviar nossa ansiedade. Paulo destaca, pelo menos, três modos distintos de orar no versículo 6. Primeiro, ele fala de orar com “petições”, isto é, todas as nossas necessidades podem ser apreciadas pelo Senhor. Segundo, “com súplicas” diz respeito àquela oração feita com rogos, com pedido insistente e humilde. Terceiro, a oração com “ação de graças”, que significa aquela oração de gratidão por tudo o que o Senhor é. Sempre devemos nos lembrar dos benefícios divinos (SI 103.1-6).

A Paz que Excede todo o Entendimento (4.7)

A paz de Deus é dom que procede dEle para aqueles que o servem. Essa paz é algo poderoso para aquietar o coração inquieto e ansioso, porque sobrepuja tudo e todo o entendimento. E algo que a psicologia não pode explicar, porque é experiência divina. E aquela paz inexplicável, que está acima do natural. E algo sobrenatural que se manifesta na nossa vida natural, porque é sentida e vivida por aqueles que a experimentam (1 Co 2.9; Ef 3.20).

Há certa reciprocidade entre alegria e paz. Não haverá alegria sem paz interior. Não se trata de uma simples paz, mas de uma paz que vem de Deus. Os discípulos de Jesus experimentaram essa paz especial quando Ele disse: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá” (Jo 14.27).

1. O tipo de paz “que excede todo o entendimento”

Em síntese, essa paz é algo que transcende qualquer compreensão. Não tem como discuti-la filosoficamente, nem no campo da psicologia. Os adeptos do gnosticismo que defendiam a ideia de possuírem algo superior em termos de inteligência, conhecimento e entendimento são confrontados por Paulo quando sugere algo mais alto e mais profundo que o entendimento humano. E a paz de Deus que excede todo o entendimento.

2. Um tipo de paz que protege o crente em Cristo Jesus

A parte b do versículo 7 diz: “guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus”. É um tipo de paz como um muro de proteção ao redor de uma casa que protege dos perigos de fora. A paz de Deus torna-se guarda de proteção para o crente fiel. O texto fala de “coração e mente”, que são cidadelas dos pensamentos e emoções que experimentamos na nossa vida cotidiana. A proteção é feita por Jesus Cristo, Salvador e Senhor nosso. Portanto, a alegria do Senhor alimenta a nossa alma e produz paz e segurança, porque “essa paz é como uma sentinela celestial” que nos protege do mal.

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